WOM Perfil – José Luís Corrales (Espiral)

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O que me proponho aqui contar, através deste artigo, é uma espécie de viagem ao interior de Espiral, uma banda com 15 anos de existência e composta por cinco homens maduros, com um passado musical e um percurso conhecido, quase em exclusivo por Ceuta. E não o vou fazer de forma jornalística (até porque não sou jornalista), mas de uma forma mais informal e até pessoal. Num momento em que o convívio se encontra tão limitado, proponho que venham até este espaço musical, onde vos vou contar o que sei sobre os Espiral. Podem conferir a biografia aqui. Hoje continuamos com o guitarrista, José Luís Corrales – 37 anos.

Por Rosa Soares

Nascido em Ceuta, com avós paternos oriundos de Tânger (ainda como colónia espanhola) e avô materno de Almería, José Luís Corrales é conhecido como Pepe. Vive em união de facto, tem um filho de 6 anos e trabalha numa loja de peças para automóveis. Licenciado em Comércio e Marketing, está sempre em busca de novos conhecimentos: tem o curso médio de electromecânica de automóveis, vários cursos de mecânica, mergulho e recentemente dedicou-se a aprender português através de cursos online.

José Luís não tem aquele momento que o despertou para a música – desde que se lembra, a música está presente na sua vida. Aos 6 anos já era habitual vê-lo com os amigos, a imitarem guitarristas, usando vassouras a fazer de guitarras (quantos de nós fizemos o mesmo, e até com mais de 6 anos…). Por essa altura, a banda mais imitada eram os Hombres G, banda de pop rock espanhola, muito conhecida na altura. Se bem que a bateria e o baixo sempre lhe despertaram interesse, acabou encantado pelas 6 cordas da guitarra.

Num tempo em que a música se ouvia na rádio, José Luís escutava muito Bob Marley (músico de que ainda hoje gosta bastante), Aerosmith, em especial quando saiu o álbum “Get a Grip”ou Offspring. Estas são também algumas das suas influências musicais, em especial Bob Marley, lado a lado com Metallica, Tool, In Flames, Ghost, Heroes del Silêncio ou Extremoduro. Mas, a sua paleta musical tem também nomes de estilos musicais diferentes, como Pink Floyd, ou os espanhóis Triana, Camaron ou Lole y Manuel. De todas, o seu destaque vai para os Metallica e os Extremoduro, bandas das quais é fã.

Sendo o elemento mais jovem da banda, já não viveu os momentos do Revellín, nem o nascimento do heavy metal em Ceuta. Viveu sim, todo o percurso dos Espiral, quando ainda eram “La Taberna de Moe”, como fã, sendo algumas vezes “um quase roadie”, ajudando a carregar os instrumentos e as carrinhas. Vida de fã nem sempre é fácil… Mas a vida de Pepe sempre foi preenchida com bandas que formou e das quais fez parte: foi, durante alguns meses, vocalista da banda Souless, formando depois os Metaphor. Os Metaphor dissolveram-se, por diversos motivos pessoais dos seus componentes, e José Luis tomou a decisão de formar os Resurreczion. Manter a vida profissional a par da actividade musical nem sempre (quase nunca) é fácil e, é num período entre a saída dos Resurreczion e a vontade de reiniciar um projecto, que surge o convite para integrar os Espiral, em 2014, após o lançamento do álbum “Cicatrices” e a saída do guitarrista Jose Luis Domínguez.

O seu orgulho na cidade que o viu nascer é visível na emoção e carinho com que me disse que a cidade, apesar de ter poucos meios, tem mostrado interesse nos Espiral e sente-se um privilegiado por viver em Ceuta. Certo que nesta cidade onde estamos é muito difícil de cada vez que saímos para tocar na península, não temos apoios nenhuns, nem facilidades por parte de organismos da cidade, se bem que nesta fase temos aproveitado meios como a internet, facebook e outros, que hoje em dia têm grande repercussão e chegam a toda a parte.”

É também com emoção e com aquele brilho no olhar que tão bem o caracteriza, que fala do seu ídolo musical: Robe Iñiesta, vocalista dos Extremoduro, que considera ter carisma e que converte poesia em canções, com as quais Pepe se identifica e que gosta de ouvir, preferencialmente em vinil, pois prefere ouvir música em formato físico (confessa que gosta de ler os booklets dos CD’s, admirar as capas e as contracapas dos vinis).

Confessa-se, muito animado com tudo e com o acolhimento que o videoclip recebeu,  “super agradecidos por todos os que nos estão a apoiar, mas não devemos dormir com os louros, e temos de continuar a trabalhar para continuar a satisfazer o nosso público, que é uma das coisas mais importantes para nós. Sobre o último ano diz:Há um ano atrás embarcámos na aventura de gravar um disco, com um tema novo. Imagina-te muito animado… era a primeira vez que eu entrava num estúdio profissional. É certo que já passou um ano, mas sempre temos esse ânimo, com o grupo estabelecemos sempre metas e assim vamos buscar incentivos para esta aventura em que embarcámos.”

Na sua biografia, gostava de ver escritas algumas das suas anedotas de vida, das suas experiências e de poder contar como começou nesta vida de músico. Bem Luis, já contámos aqui um bocadinho do teu princípio. Numa próxima, vamos ouvir essas anedotas!

 


ESP

Lo que propongo contar aquí, a través de este artículo, es una especie de viaje al interior de Espiral, una banda con 15 años de existencia y compuesta por cinco hombres maduros, con un pasado musical y una trayectoria conocida, casi exclusivamente por Ceuta. Y no lo voy a hacer de forma periodística (porque no soy periodista), sino de forma más informal y hasta personal. En un momento en el que socializar es tan limitado, te propongo que vengas a este espacio musical, donde te contaré lo que sé sobre Espiral. Puedes ver la biografía aquí. Hoy continuamo con su guitarrista, Luis Zapater – 56 años.

Nacido en Ceuta, con abuelos paternos de Tánger (todavía como colonia española) y abuelo materno de Almería, José Luís Corrales es conocido como Pepe. Vive con su pareja, tiene un hijo de 6 años y trabaja en una tienda respuestos de automoviles

Tiene cursado ciclo superior de comercio y marketing, ciclo medio de electro mecanica de automoviles, varios cursos de mecanica, buceo y recientemente se dedicó a aprender portugués a través de cursos online.

José Luís no tiene ese momento que lo despertó para la música – siempre recuerda la música presente en su vida. A los 6 años era costumbre verlo con amigos, imitando guitarristas, usando escobas para hacer guitarras (cuántos de nosotros hacíamos lo mismo, y hasta más de 6 años …). En ese momento, la banda más imitada era Hombres G, una banda española de pop rock, muy conocida a la época. La batería y el bajo siempre despertaron su interés, pero terminó encantado con las 6 cuerdas de la guitarra.

En una época en que se escuchaba música en la radio, José Luís escuchaba mucho a Bob Marley (un músico que todavía le gusta mucho hoy), Aerosmith, sobre todo cuando salió el disco “Get a Grip” o Offspring. Estas son también algunas de sus influencias musicales, en especial Bob Marley, codo con codo con Metallica, Tool, In Flames, Ghost, Heroes del Silêncio o Extremoduro. Pero, su paleta musical también tiene nombres de diferentes estilos musicales, como Pink Floyd, o la española Triana, Camaron o Lole y Manuel. De todos, lo más destacado es para Metallica y Extremoduro, bandas de las que es fan.

Siendo el miembro más joven de la banda, ya no vivió los momentos de Revellín, ni el nacimiento del heavy metal en Ceuta. Sí, vivió todo el camino de Espiral, cuando todavía eran “La Taberna de Moe”, como fan, a veces siendo “casi un roadie”, ayudando a cargar instrumentos y furgonetas. La vida de los fans no siempre es fácil… Pero la vida de Pepe siempre ha estado llena de bandas que formó y de las que formó parte: fue, durante algunos meses, vocalista de la banda Souless, formando después Metaphor. Metaphor se disolvió, por diversas razones personales, y José Luis tomó la decisión de formar la Resurreczión. Mantener la vida profesional al día con la actividad musical no siempre (casi nunca) es fácil, y es en un período entre la salida Resurreczión y las ganas de reiniciar un proyecto, cuando aparece la invitación a formar parte de Espiral en 2014 tras el lanzamiento del disco “Cicatrices” y la salida del guitarrista José Luis Domínguez.

Su orgullo por la ciudad que lo vio nacer se manifiesta en la emoción y el cariño con el que me dijo que la ciudad, a pesar de tener pocos medios, ha mostrado interés Espiral y se siente privilegiada de vivir en Ceuta. “Cierto que en esta ciudad donde estamos es muy diicil cada vez que vamos a salir a la peninsula a tocar, no tenemos nada de apoyo ni facilidades por parte de organismos de la ciudad, aunque bueno en esta etapa hemos aprovechado con los medios, internet,facebook,etc etc que tienen gran repercusion hoy en dia y llega a todas partes” 

Es también con la emoción y con ese brillo en los ojos que tan bien lo caracteriza, que habla de su ídolo musical: Robe Iñiesta, vocalista de Extremoduro, que considera carismatico y que convierte la poesía en canciones, con la que Pepe se identifica y le gusta escuchar, preferiblemente en vinilo, ya que prefiere escuchar música en formato físico (confiesa que le gusta leer los folletos de los CD’s, admirar las portadas y contraportadas de los vinilos).

Dime estar “muy ilusionado con todo y con el recibimiento que ha tenido el videoclip y super agradecidos por todos los que nos estan apoyando,pero no debemos dorminos en los laureles y seguir trabajando para seguir teniendo contenta a la gente que es una de las cosas mas importantes para nosotros” Sobre el último año dice: “Hace un año nos embarcamos en la aventura de grabar el disco,con un tema nuevo asi que imaginate,con mucha ilusión, era mi primera vez que entraba en un estudio profesional,cierto que ha pasado un año ya pero siempre tenemos esa ilusion,con el grupo siempre tenemos que ponernos metas y asi buscar alicientes para alimentar esta aventura en la que nos hemos embarcado.”

En su biografía le gustaría ver escritas algunas de las anécdotas de su vida, sus vivencias y poder contar cómo empezó en esta vida como músico. Bueno Luis, ya te hemos contado un poquito sobre tu principio. La próxima vez escuchemos esas anécdotas!


 

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