WOM Report – Elder, Desert’Smoke @ RCA Club, Lisboa – 13.11.18

Que grande noite de música se viveu no RCA Club naquela noite de terça-feira. E é engraçado ver como uma banda que não sendo absurdamente pesada, não é também, nem de perto nem de longe, comercial conseguiu atrair uma verdadeira multidão para um RCA Club, ávida de boa música. E os seus pedidos foram mais que satisfeitos, já que foi um enxurrada de excelente música, dentro do género stoner/doom metal. Os Elder lançaram o ano passado um excelente trabalho, “Reflections Of A Floating World” e vinham a Lisboa terminar a sua digressão europeia. Podemos dizer que foi um final apoteótico. Mas comecemos pelo início, comecemos pelos nossos Desert’Smoke que abriram o certame da melhor forma.

Recentemente falámos nas nossas páginas do excelente lançamento dos Desert’Smoke (podem conferir aqui), o EP “Hidden Mirage” e fomos afortunados o suficiente para vermos (e ouvirmos!) a banda a tocar as suas músicas ao vivo. Para quem não sabe do que se trata, temos um stoner instrumental que nos agarra desde o primeiro momento. Em disco foi assim e em cima do palco do RCA Club, não foi muito diferente. Temas instrumentais que soaram de forma perfeita para quem gosta de longas jams – e ao vivo, todos os temas ganham uma vida própria, mais orgânicos e livres de toda e qualquer restrição. Uma abertura mais que adequada para o que iríamos ter de seguida.

Depois do aquecimento a roçar a perfeição dos Desert’Smoke, era chegada a vez dos senhores da noite, Elder. A banda tinha dado um concerto impressionante no Hard Club, no Porto dois dias antes, onde até contaram com a ilustre participação do Dr. Space, e as expectativas para o último concerto da digressão não eram menos que estratosféricas. Foi esse o ambiente que se sentiu quando um RCA Club recebeu efusivamente Jack Donovan, Matt Couto e Nick DiSalvo, que ao vivo contam ainda com os préstimos de Mike Risberg, encarregue da guitarra e teclados. E é difícil transcrever por palavras o que veio de seguida.

O grande foco foi o já mencionado último álbum de originais, “Reflections Of A Floating World”, que ao vivo ganha toda uma nova dimensão. Aliás, todos os temas escolhidos tiveram esse impacto. O mesmo espírito que já tinha sido trazido por Desert’Smoke anteriormente e que atingiu toda uma nova dimensão com o quarteto norte-americano em palco. “Sanctuary” iniciou da melhor forma uma actuação que foi uma autêntica comunhão com os seus fãs e que marcou o mote para o resto da noite. O tempo perdeu qualquer significado e a música foi sempre o valor mais alto. Não se trata de música instrumental mas quase que parecia, já que o transe instalado foi uma experiência única que pudemos todos presenciar. Sem dúvida um dos grandes concertos do ano, ao qual o público português não deixou passar ao lado, facto pelo qual as bandas, ambas, mostraram agradecimentos. Acreditem, nós é que ficámos agradecidos.

Texto por Fernando Ferreira
Fotos por Sónia Ferreira
Agradecimentos Garboyl Lives


 

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