WOM Report – Godark, Phase Transition @ Metalpoint, Porto – 17.07.21

Segunda volta (porque falar em “segunda dose” nos dias que correm origina trocadilhos manhosos com vacinações) da apresentação de “Forward We March” dos Godark no Metalpoint. A primeira data esgotou e esta segunda seguiu-lhe os passos – creio que quem não tinha percebido o porquê dos dois concertos em fins-de-semana consecutivos ficou esclarecido…

Continuando a apostar na diversidade que o nosso underground tem para oferecer, convidaram novamente uma banda de uma sonoridade diferente da sua – metal progressivo, aprimorado aqui e ali por um violino, pelas mãos femininas de quem também dá voz aos temas. Sofia Beco peguntou quem estava a assistir ao seu primeiro concerto deste ano (pensei que ia perguntar quem estava a assistir ao seu primeiro concerto de Phase Transition; parei de erguer o braço a tempo…) e ao ver um número considerável de pessoas nessa posição, expressou a honra de estar a participar nesse momento. “Relatively Speaking” é o único trabalho à data, um EP de quatro temas, pelo que não tinham um repertório propriamente longo para apresentar. Por outro lado, à boa maneira progressiva, “Sand and Sea” estende-se por quase treze minutos – quando anunciaram a última música e alguém no público exclamou “já?!”, não foi assim tão “já” que se ouviram os fortes aplausos finais.

Os Godark tocaram o álbum na íntegra, tal como na semana anterior (só não repetiram o encore) mas não significa que o concerto tenha sido fotocópia daquele. Aliás, houve alguém que gritou ter sido ainda melhor (sim, muitos dos presentes eram os mesmos da primeira data). Não vou dizer que concordo, ou que discordo. Quem me conhece e ao meu “historial”  sabe que, desde que goste, cada concerto não é simplesmente “mais um”, independentemente do número de vezes que veja, com ou sem material novo para ouvir. O que importa é a prestação da banda e o impacto que tem em nós – e tanto na primeira como na segunda data, saí do Metalpoint de coração cheio, pelo que não vou fazer comparações.

Mas vou falar de duas coisas que foram notoriamente diferentes (na verdade, devia falar de uma terceira, que foi a fraca iluminação desta vez, mas isso é “rabugice de fotógrafa”, não vale a pena…): um fã (sem ser o Satan) que veio abanar a cabeça para a fila da frente com a cadeira “agarrada ao traseiro” (eventualmente sentando-se e, pouco depois, voltando para o seu lugar mais atrás – muito me ri!), e a inclusão nos agradecimentos daqueles “cujo excelente trabalho por vezes passa despercebido”: revistas e zines, como a World Of Metal e o Carlos Guimarães dos Caminhos Metálicos (que não pôde estar presente nesta segunda data) por publicitarmos e cobrirmos os eventos. No que me toca a mim e à equipa da World Of Metal, é um prazer, e somos igualmente gratos pela oportunidade de fazer parte destes mesmos eventos (como, aliás, transparece nos meus textos).

Ah! E o barman! Desta vez também ouviu um obrigado oficial!

Texto e fotos por Renata Lino
Agradecimentos Godark


 

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