WOM Report – Massacre MetalFest @ UDCA, A dos Loucos – 08.12.18

Realizou-se no passado sábado e como já vem sendo habitual desde há quatro anos para cá neste mês de Dezembro, mais uma edição do Massacre MetalFest, um evento que se dedica ás sonoridades mais pesadas e que este ano não foi excepção. Um excelente cartaz por onde passaram para além da banda anfitriã, Speedemon, mais quatro boas propostas musicais do nosso actual panorama heavy metal.

Os Machinergy, power-trio de Arruda dos Vinhos, a banda de thrash metal já com cerca de 10 anos e formada por ”veteranos de outras guerras”, tiveram as honras de abertura, em aproximadamente meia-hora (mais ou menos o tempo que cada uma das banda esteve em palco) foram tocando os temas das suas já varias edições em jeito de locomotiva fumegante com muito speed e forte agressividade. O quanto baste para agradar ao metalhead mais exigente. Uma curiosa versão de ”I Don´t Care” dos Ramones repescada do reportório dos extintos Imunity (uma antiga banda por onde passaram estes três rapazes) foi um dos momentos altos numa actuação coesa e eficaz, como se quer para abrir as hostilidades.

Tones Of Rock, banda de Lisboa, foram talvez o ”OVNI” do evento no sentido apenas de que sendo eles praticantes de um som que remonta aos gloriosos anos 80, mais naquela ideia do hard-rock glam ou hair metal como preferirem. Nada mais é do que rock ‘n’ roll com bom espírito, boa presença em palco, essencial nesta onda e claro música que cative, nota-se que têm isso tudo. O concerto foi animado e as malhas convincentes. Também não se intimidaram com o facto de não se enquadrarem no meio de outras propostas bem mais extremas. O certo é que não houve qualquer desrespeito do publico para com eles, pelo contrário até. Portanto, valeu a pena e prova que nem tudo tem que ser sempre tocado à velocidade da luz para ser bom.

All Against, banda de Lisboa, com um som forte e rápido, bastante agressivo por onde o thrash e o death metal se cruzam ocasionalmente com o hardcore. Tudo isso foi demonstrado ao vivo, num concerto poderoso, coeso, onde se destacou as malhas do seu mais recente EP. Um momento alto foi quando Rui Correia (vocalista dos Grankapo e Jackie D) foi cantar ”Sociedade Hostil” numa actuação onde se estreou um novo guitarrista que agarrou bem o lugar vago.

E chegou a vez da banda anfitriã entrar na festa. Os Speedemon formados em Vila Franca de Xira mas com o ”núcleo-duro” a residir nesta localidade de À-dos-Loucos,  portanto a jogar em casa e quando se joga em casa quase sempre se é aplaudido, quando a actuação é boa, claro. Foi o caso… tendo encurtado um pouco o set por causa dos habituais atrasos não deixaram os créditos por mãos alheias e lá foram desbandando o seu speed thrash metal a 300 km à hora… e sem mais comentários, quem os conhece já sabe do que eu estou a falar.

Com os My Enchantment, banda formada no Barreiro há cerca de 18 anos e já com várias edições no mercado e um longo percurso de concertos de cima do corpo, só se podiam esperar coisas boas para finalizar este belo evento, black/death metal melótico é a proposta, com ambientes obscuros, agressivos e rápidos que contracenam com algumas melodias mais bonitas, tudo muito bem construído e trabalhado, eficaz e envolvente ao vivo, navegou-se pelos vários trabalhos editados e tiveram direito a encore, fechando com o clássico ”The Mourning Palace” dos Dimmu Borgir. Banda que vale a pena acompanhar, procurem pelos seus lançamentos..

Balanço positivo, boa afluência de publico, o melhor cartaz até à data. Que para o ano haja mais. Parabéns a todos os envolvidos neste festival que já marca a sua presença no panorama ribatejano.

Texto por Luís Rato
Agradecimentos Massacre Metalfest


 

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