WOM Report – Mastodon, Kvelertak, Mutoid Man @ Altice Arena – Sala Tejo, Lisboa – 17.02.19

A noite começou cedo com os Mutoid Man encontraram uma uma sala já bem composta. Com uma setlist baseada no mais recente “War Moans” o concerto iniciou-se precisamente com uma sequência das cinco primeiras músicas desse álbum. Mostrando uma prestação bem energética, os Mutoid Man não desiludiram e foram capazes de agarrar o público, sempre comunicativos. Houve até direito a um solo de bateria tocado com baquetas que emitiam luz verde. Recuperadas de álbuns anteriores foram ainda tocadas “1000 Mile Stare” e “Bridgeburner”, sendo que a despedida foi feita com “Gnarcissist” do primeiro EP da banda. Uma prestação muito bem conseguida, que não merecia a fraca qualidade de som, mas que fez um excelente trabalho a aquecer o público para o que se seguia.

O que se esperava igualmente energética e com o espírito do Rock & Roll bem vivo era a prestação dos Kvelertak, que tinha também o factor de curiosidade de saber como se iria comportar o novo vocalista Ivar Nikolaisen, que se juntou à banda no ano passado. Numa noite bem mais focada nos dois primeiros álbuns do que no mais recente “Nattesferd”, foi logo com “Åpenbaring” o tema que abriu o concerto que se percebeu que os Kvelertak vinham para dar festa. Entrando em palco a beber um cocktail e ar descontraído a prestação de Nikolaisen foi uma agradável surpresa, não só a vocalmente encaixou na perfeição, mas o vocalista foi um verdadeiro animal de palco. Sempre imparável a puxar pelo público, fez várias vezes crowdsurf, andou pelo fosso e penso que conquistou todos os fãs da banda Norueguesa.

Temas roqueiros como “Bruane Brenn”, “1985”, e os clássicos “Evig Vandrar”, e a grande malha que é “Blodtørst”, aliados á atitude da banda, que deixou tudo o que tinha em palco, contagiou o público presente na sala Tejo e proporcionou um grande concerto. Ajudou também o facto de existir uma melhoria considerável do som relativamente ao concerto dos Mutoid Man. A despedida da banda fez-se ao som de “Kvelertak” com Ivar Nikolaisen a desfraldar uma bandeira gigante com o logotipo da banda, e um final divertido em que o vocalista voltou para meio do público e Maciek Ofstad um dos três guitarristas a percorrer o fosso entre o palco e o público as cavalitas de um membro da crew e a tocar guitarra ao mesmo tempo. Quem pareceu partilhar também da boa disposição geral foi Brent Hinds que assistiu a quase todo o concerto numa área lateral ao palco. Um excelente regresso dos Kvelertak a Portugal, uma banda capaz de por toda a gente de bom humor e que possivelmente já justificaria uma nova passagem talvez como atracção principal.

Pouco depois das 10 horas, ouvia-se nas colunas Sala Tejo o clássico “Singin’ in the Rain” interpretado por Gene Kelly, pronuncio da entrada em palco dos Mastodon, que sem perder tempo abriram em força com “Iron Tusk”, “March of the Fire Ants” e “Mother Puncher”. Com o melhor som da noite, os Mastodon também contaram com um cenário um pouco diferente daquele que utilizaram na última passagem por Lisboa, utilizando um conjunto de monitores que formavam uma tela onde iam passando vídeos que funcionaram muito bem a adicionar ambiente à música que era tocada. Depois de uma passagem por ”Once More ‘Round the Sun” com “Chimes At Midnight”, houve a primeira sequência de “Emperor of Sand” com “Steambreather”, onde iam saindo colunas de fumo verde no palco e “Precious Stones”, numa noite em que a banda fez questão de passar um pouco por toda a discografia, com destaque para “Leviathan”.

Sem nunca fazer grandes pausas para falar o quarteto manteve-se sempre comunicativo, e gozou de um público bastante caloroso numa sala quase cheia. Ao longo da noite fizeram-se ouvir temas mais progressivos como “Sleeping Giant”, “Ghost of Karelia”, “Crack the Sky”, ou as malhas “I Am Ahab”, “Megalodon” e “Spectrelight”. Pelo meio quase como forma de agradecimento Brent Hinds de forma bem-disposta ia mostrando o seu bom domínio da língua portuguesa gritando coisas no melhor vernáculo luso. A passagem por “Cold Dark Place” o mais recente EP da banda fez-se com “Toe to Toes” que teve bastantes apreciadores na sala. Como não poderia deixar de ser, as hostilidades foram fechadas com “Blood and Thunder” um tema sempre poderoso ao vivo, e com o refrão a ser cantado pelo público da Sala Tejo. No final ficou a cargo do baterista Brann Dailor fazer as despedidas. Sendo também esta a última data da tour conjunta destas três bandas, ficaram os agradecimentos a crew que os foi acompanhando, ficando a promessa de voltar a Portugal já com um novo álbum na bagagem.

Texto por Filipe Ferreira
Fotos por Filipa Nunes
Agradecimentos Prime Artists


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