WOM Report – Moonshade, Dark Oath, Lvnae Lvmen @ RCA Club, Lisboa – 15.12.18

A noite de Sábado foi uma noite especial. Foi a apresentação oficial (a primeira, sendo que a segunda vai ocorrer no dia 22 de Dezembro, no Metalpoint no Porto) do álbum de estreia dos Moonshade que orgulhosamente tivemos o prazer de ser a primeira revista no mundo a tê-los na capa, a primeira de muita de muitas, esperamos nós. Claro que as noites especiais terão de ser do início ao fim e assim foi com duas bandas de abertura de luxo – Dark Oath e Lvnae Lvmen. A noite começou exactamente por estes últimos.

Para lá da hora anunciada, a banda liderada pelo comunicador nato que é Sérgio Páscoa subiu ao palco pronta para a lição de história que todos já ambicionavam ter. Entraram a todo o gás com a “Death Or Glory”, onde Sérgio surgiu com o seu bandolim que dá um colorido bem especial ao death/black metal da banda. Apesar do frontman ter avisado entre temas que não ia estar tão comunicativo como costume, não conseguiu evitar a sua boa disposição e as tiradas humorísticas entre temas, aproveitando até alguns momentos de ajustes técnicos para contar a história da banda cujo início remonta a 2011, em Beja. Em termos musicais, a excelência também esteve presente com temas como “Forgotten Sacrifice” onde se evidencia toda a qualidade técnica da banda e que nos faz interrogar… para quando um álbum, hã?!

Mudança de palco para preparar a vinda dos Dark Oath, a segunda ao RCA Club (tivemos a honra de estar presentes na primeira). Depois de um exaustivo soundcheck mas que acabou por ser recompensador com o som excelente que tiveram, a banda de Coimbra evidenciou o seu excelente estado de forma, mais coesos que nunca. “Tree Of Life” assume-se cada vez mais como um dos grandes hinos da banda e é representativo não só da já mencionada coesão como também da sua qualidade. A sala estava um pouco mais bem composta em relação à banda anterior, o que também ajudou a um bom impacto dos seus temas, muito bem recebidos, onde destacamos a cover “If I Had A Heart”, tema da série “Vikings”, onde a banda conseguiu torná-lo como seu – algo que nem todos conseguem fazer em covers. “Thousand Beasts” pôs o ponto final a uma actuação onde tudo correu bem.

Com o público devidamente aquecido e com uma sala ávida por receber novamente os Moonshade, desta vez em nome próprio e para celebrar algo muito especial – o álbum de estreia “Sun Dethroned” que, relembro, é o nosso álbum do mês de Dezembro. O seu soundcheck também foi moroso mas tal como com os Dark Oath, bem recompensador. A entrada deu-se de forma teatral com Ricardo, vocalista, a entrar em cena personificando “The God Of Nothingness”, uma das personagens principais do álbum conceptual e também o título do tema que abre álbum e que abriu o concerto. Ritualista e com um simbolismo marcante, foi um início em grande para um concerto que logo ao início foi ao encontro das expectativas (altas) que todos tinham.

O álbum foi tocado na íntegra e se isso poderá retirar alguma espontaneidade ao espectáculo por um lado, por outro lado eleva e torna mais palpável todo o conceito, muito bem construído, para o álbum de estreia. Ricardo foi-se dirigindo ao público entre temas, não se cansando de agradecer a presença de uma boa moldura humana que quis estar presente para este momento especial. “Lenore”, um dos grandes momentos do álbum e talvez o ponto de partida para todo o trabalho foi muito bem recebido – tema que, tal como Ricardo disse, já foi apresentado ao RCA no concerto da banda dois anos atrás. A banda evidenciou-se muito bem entrosada e tem que ser dito que Ricardo é um animal de palco temível, vivendo as músicas de forma única e conseguindo contagiar todos aqueles que o estão a observar.

Se os temas no disco nos deixaram esmagados, ao vivo o seu poder é aumentado exponencialmente. “Eventide”, por exemplo, “obrigou” a um headbanging furioso por parte do público, sendo um tema que prevemos que continuará a fazer do alinhamento da banda em futuros concertos. “A Dreamless Slumber” terminou o foco no álbum e finalizou o alinhamento antes do encore que a banda fez sem sair do palco – como Ricardo disse, “façam de conta que saímos do palco e que tivemos uns minutos ali no backstage” – não sem antes de agradecer às bandas de abertura, Lvnae Lvmen e Dark Oath e a todo o público presente mais uma vez.  Os dois últimos temas foram “Blindness”, do primeiro EP “The Path Of Redemption” e “Goddess Eternal” do segundo EP “Dream | Oblivion”, este último que terminou com um crowd surfing apoteótico por parte de Ricardo e foi um final mais que apropriado.

Foi com um enorme orgulho que presenciámos e apoiámos este evento (como também apoiamos a já referida data do Porto, no Metalpoint, dia 22 do presente mês) e verificámos que todo esse apoio é mais que merecido já que a qualidade destes temas e desta banda faz-nos ter a certeza que estamos presentes sobre uma pérola do metal nacional e que tem muito para dar a todos os que apreciam death metal melódico. Apetece dizer que Daniel, Sandro, Pedro, Nuno e Ricardo estão de parabéns, mas os felizardos somos mesmo nós. Uma noite para ficar na memória.

Texto por Fernando Ferreira
Fotos por Sónia Ferreira
Agradecimentos Moonshade e Stone Crow


 

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