WOM Reviews – Agent Steel / Bunker 66 / Refore / Morbid Breath / Nuclear / Whipstriker / Ice War / Lockfist 669 / Troberoth

WOM Reviews - Agent Steel / Bunker 66 / Refore / Morbid Breath / Nuclear / Whipstriker / Ice War / Lockfist 669 / Troberoth

Agent Steel – “No Other Godz Before Me”

2021 – Dissonance Productions

A história recente dos Agent Steel é para lá de complicada, além da guerra que houve acerca do nome e de todas as peripécias acerca da digressão europeia que praticamente não se concretizou. Peripécias que faziam perder a fé em relação ao futuro da banda que nesta altura se pode considerar como um projecto a solo de John Cyriis já que é o único membro original que se mantém. No entanto, por muito cepticismo que tenha, e apesar da capa ser inexplicavalmente, em termos sonoros, “No Other Godz Before Me” é surpreendentemente bom. Bons riffs, excelentes solos e Cyriis com aquela voz marcante e inconfundível. Sente-se como um álbum de Agent Steel, sem comprometer o legado da banda mítica de heavy metal. Uma toada thrash/speed metal tradicional que acaba por ter um impacto bem acima da média.

8.5/10
Fernando Ferreira

Bunker 66 – “Beyond The Help Of Prayers”

2021 – Dying Victims Productions

Quatro anos depois, o quarto álbum dos Bunker 66. Deve haver algo de muito místico e profundo nisto mas tendo em conta o tom blasfemo da banda italiana, já deve ser algo que lhes corre no sangue. “Beyond The Help Of Prayers” é um caldeirão de tudo o que é bom na música extrema: Thrash metal, black metal e até doom, sem esquecer o espírito punk. E ainda há espaço para momentos melódicos que surpreendem como a ”At Our Master’s Behest” que é um dos meus temas favoritos por aqui. É um álbum extremamente curto (ponto contra) que tem pouco mais de vinte cinco minutos mas que consegue contagiar e puxar para duplicar esse tempo sem grandes dificuldades. Pouco para quatro anos de espera mas ainda assim com força para fazer aguentar mais quatro.

8.5/10
Fernando Ferreira

Refore – “Built To Nothing”

2021 – Support Underground

Thraaaaaaaash! E logo um álbum de estreia por parte de uma banda da Républica Checa. Pela capa e o facto de ser o primeiro trabalho, espera-se que exista aqui alguma inocência. Nos dias de hoje, isso até é mais positivo que negativo – chega a ser cansativo de ter bandas com um som produzido até à exaustão que chegam ao primeiro álbum já com quinhentos mil seguidores nas redes sociais. Por vezes sabe bem sair dos números e ir para o real. O real neste caso é thrash metal de acordo com as regras da década de oitenta, com um pé, muito leve, no crossover. Para quem procura algo novo, não será este o sítio, mas para quem é thrasher, então já deveriam estar a ouvir “Built To Nothing” já que a temos um talento mestre para fazer grandes temas. Simples, mas eficazes. Sem modas, sem tretas. Só thrash!

8/10
Fernando Ferreira

Morbid Breath – “In The Hand Of Reaper”

2021 – Redefining Darkness

Boa banda. Os Morbid Breath são suecos e trazem um som que pretende ser o elo perdido entre a década de oitenta, o death, o black e o thrash metal (principalmente quando não havia propriamente definição entre os géneros e era todo ao molho e fé em Zeus) e os dias de hoje. Na realidade esse elo é tudo menos perdido porque temos muitas propostas que fazem exactamente isso portanto aquilo que estarão provavelmente a pensar será, o que é que os Morbid Breath trazem de diferente? Há definitivamente uma personalidade e identidade própria para além de todos os adoráveis lugares comuns algo que indica de que estes não serão apenas mais uns iguais a tantos outros. Para quem tem saudosismo por uma época – incluindo os que nunca viveram essa mesma época.

8/10
Fernando Ferreira

Nuclear – “Murder Of Crows”

2020 – Black Lodge Records

Mesmo sem saber muito sobre a banda, pelo tipo de sonoridade, pensei logo nos Nuclear como uma banda sul-americana. Uma característica no seu estilo que é bastante identificadora e esta é uma das bandas mais clássicas de death/thrash vindas do Chile. “Murder Of Crows” mostra que não atingiram esse estatuto sem apresentarem obra feita. Groove mas também poder metálico à boa e velha maneira sul-americana, num álbum ao qual é fácil abanarmos o carolo com vontade. Do início ao fim, o que é o mesmoq eu dizer que é unidimensional, mas existem coisas que sabem bem é dessa forma. Este álbum é uma delas.

8/10
Fernando Ferreira

Whipstriker / Ice War – “Split”

2021 – Helldprod Records

Guerra das one-man bands de heavy/thrash/speed metal tradicional. Guerra sem o chegar a ser, porque as duas propostas encaixam muito bem uma na outra e têm garra suficiente para agradar a todos os que se perdem no saudosismo pela aura da década de oitenta. O mais engraçado é que esse saudosismo que pode ser acusado de muita coisa pelos mais exigentes também é responsável por música refrescante. E como nem só de black metal vivem as one-man bands (apesar da aura negra que por aqui abunda) temos Whistriker do Brasil e Ice War do Canadá, com os primeiros a serem necros à boa maneira sul-americano e os segundos com um assalto primitivo de metal tradicional que converte qualquer um. Sim, a produção é podre, mas neste contexto não é defeito, apenas acrexcenta charme.

8/10 
Fernando Ferreira

Lockfist 669 – “Macabre Amusement Park”

2021 – Edição de Autor

Os brasileiros Lockfist 669 estão de volta com um novo EP mas com o mesmo entusiasmo de sempre pelo thrash metal movido a groove. Perante os temos que vivemos, é bom ver que as bandas fazem um esforço por se manterem activas e também  por trazer nova música. Ausentes dos lançamentos há coisa de três anos, a banda volta com o mesmo feeling de sempre – quer seu quer do género que por si só já não apresenta nada de novo há já algum tempo. Resta a raça e a raiva patente e latente nas suas composições. É continuar e furar algumas barreiras “fora-da-caixa”.

6.5/10
Fernando Ferreira

Troberoth – “Fallen Angel”

2021 – GrimmDistribution

“Fallen Angel”, segundo álbum dos thrashers da Costa Rica. Death/thrashers, já que a potência é alta neste álbum. Poder que traz também dinâmicas que ajudam a manter as coisas interessantes. Claro que isso implica termos um momento outro menos interessante como a desajustada “A Thousand Tales II”, que tenta criar um ambiente melódico e melancólico sem grande efectividade. Enquanto andam pelo thrash a coisa é sem dúvida mais interessante.. Não sendo esmagadoramente convincente, os argumentos dos Troiberoth chegam para que queiramos ficar a acompanhar o seu percurso. Poderão surpreender pela positiva.

6/10
Fernando Ferreira

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