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WOM Reviews – Bornholm / AORLHAC / Nadsvest / Necrobode / Maudiir

WOM Reviews - Bornholm / AORLHAC / Nadsvest / Necrobode / Maudiir

Bornholm – “Apotheosis”

2021 – Napalm

Regresso daquele que será provavelmente o expoente máximo do black metal na Hungria, os Bornholm. Um regresso e também uma estreia já que “Apotheosis” é o primeiro álbum da banda desde 2016 e o primeiro também pela Napalm Records. O seu metal pagão continua acutilante como tudo e com muitos ganchos para quem não resiste a melodias épicas, a atmosfera black metal e um peso descomunal. São mais onze faixas repartidas entre oito temas  e uma intro, uma outro e um interlúdio que mostram que apesar de poderem não estar na primeira divisão do estilo, pouco lhes falta para poderem ascender a essa posição. Solidez criativa é algo que não lhes falta, isto sem espalhafato desnecessário. Um álbum que se volta (e vai voltar) muito facilmente. Até a forma como acaba e começa parece que está a pedir um loop difícil de quebrar.

9/10
Fernando Ferreira

AORLHAC – “Pierres Brûlées”

2021 – Les Acteurs De L’Ombre Productions

Aqui está a banda que tem um dos nomes mais complicados de memorizar e/ou pronunciar mas que compensa de forma magistral com a sua música. Black metal contemplativo e épico que nos eleva a picos estratosféricos de satisfação a cada um dos seus temas. E esta era simplesmente a expectativa antes de ouvir “Pierres Brûlées” não desilude, nem um pouco. Facilmente um dos álbuns onde a vertente melódica e épica falam mais alto mas ainda assim não é algo que se torne relevante ao ponto de uma caricatura. Ou seja, a música não deixa de ser nem um pouco mais pesada e agressiva, é tudo em conjunto, todo o seu potencial explorado ao máximo. E é um trabalho que poderá parece ser um pouco mais denso do que o esperado mas é inegável também a sua eficácia e potencial de paixão que tem para despertar. Um clássico e mais um ponto alto na carreira desta talentosa banda francesa.

9/10
Fernando Ferreira

Nadsvest / Necrobode – “Ustolicenje Smrti. O Triunfo da Morte”

2021 – Iron Bonehead Productions

Nota introdutória, de imenso interesse / relevância: o senhor que toca todos os instrumentos em Nadsvest é o mesmo por trás de Bròn e Barshasketh, entre muitas outras, de nome Andrew Murray-Campbell… e rocka de cacete! Just that. On we go. Que esperar deste Split? Da parte de Nadsvest, este é o Segundo release desde a formação, em 2018, e o que nos apresentam é um Black Metal com uma produção bastante limpa, o que permite que consigamos ter noção de cada um dos instrumentos, voz incluída. É Black Metal em que o trabalho de guitarra se destaca, em que se dá foco a linhas melódicas, ainda que sem perder agressividade. Não temos aqui influências das outras bandas do Sr. Andrew, pelo que não há ambiências delicadas e harmoniosas. Fãs de Marduk, por exemplo, serão capazes de gostar, já que os detalhes “agressivos”, como referidos antes, estão cá todos. Dizer que é Black Metal moderno seria quase um insulto, mas há um “aroma” de actualidade, sem dúvida. E passamos de harmonias de guitarra, para sons do degredo e depravação. Necrobode, cujos membros serão, por esta altura, sobejamente conhecidos, regressa, e regressa em força. O híbrido de Black Metal e Death Metal, riffs pesados e vocalizações do “esgoto”, toda uma estrutura sufocante e cortante, é isso que recebemos desta entidade portuguesa. Que mais há a dizer? Por vezes o não arriscar, mantendo o que foi feito até então, será o melhor, especialmente se a fórmula funciona. Este sub-género (ou o que raio lhe quiserem chamar) não vive muito fora das linhas que um dia uns Blasphemy ou uns Beherit traçaram, o que implica o risco de cair no marasmo. Os Necrobode têm sido, na minha opinião, uma agradável surpresa. Conseguem criar algo muito interessante numa realidade que não “permite” grandes aventuras. É um Split interessante, são duas bandas com um som bastante distinto, se assim o posso pôr, mas que funciona bem. Em pouco menos de 30 minutos somos apedrejados, esmurrados, pontapeados, cuspidos na cara, insultados… mas adorámos.

7/10
Daniel Pinheiro

Maudiir – “La Part du Diable”

2021 – Edição de Autor

“La Part du Diable” é é o mais recente trabalho do músico originário do Canadá, Frédéric Bergeron, mais conhecido por F. Após a edição de um single em 2020, ao qual se seguiu um EP (“Le Temps Peste”), o regresso dá-se com este conjunto de 5 temas. 5 temas que têm como base o Thrash Metal, essencialmente aquele de inspiração Norte-americana, ao qual o músico adiciona vocalizações reminiscentes de Black Metal. De referir que, para lá destes Maudiir, o músico faz parte de uma outra banda – Trinity Blast – de Thrash Progressivo, pelo que está explicada a base instrumental de Maudiir… O 2.º tema é, a nível da percurssão, uma aproximação ao Black Metal, mas ainda assim não há uma completa “assimilação” do género. Pessoal das guitarras, este álbum / músico / banda, é para vós! Isto seria um Black Metal Thrash Progressivo. Freaky! No 3.º tema já temos mais Black Metal, mas ainda assim não há uma transição completa. Este trabalho agradará, talvez, ao pessoal do Thrash que também gosta de algum Black Metal (com imensa melodia, maioritariamente). É dar uma oportunidade que pode surpreender.

6/10
Daniel Pinheiro

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