WOM Reviews – Dragonforce / Eddy Smith & The 507 / Red Dead Roadkill

Dragonforce – “Extreme Power Metal”

2019 – earMUSIC

Os vitaminados do power metal estão de volta. Vou ser sincero e admitir desde já que os Dragonforce são aqueles que mais gosto e que acompanho (um pouco ao) de longe. Isto dito, a banda está de volta com o seu oitavo álbum que nos dá exactamente o que queríamos. Power metal dopado muito graças à abordagem alucinada de Herman Li e Sam Totman nas guitarras, os únicos membros originais ainda presente na formação e que assim foram garantindo a manutenção da sonoridade e identidade musical apesar das inúmeras mudanças de formação – sendo que a mais recente foi a saída de Frédéric Leclercq no baixo após a gravação. A entrada de Steve T é apenas para a posição ao vivo. Bem, “Extreme Power Metal” tem um impacto sonante e sem dúvida que mexe com as expectativas de qualquer um. Não sendo material para desiludir os fãs da banda, sente-se que talvez estas músicas não chegam a impressionar ou destacar em relação ao que a banda tem feito. Este é um álbum forte, onde o único problema é que até uma música como a “My Heart Will Go On” da Celine Dion soa exactamente ao que se esperava. O que lhe falta em surpresa sobra em virtuosismo e melodias. E por nós tudo bem!

Nota 8/10 
Review por Fernando Ferreira

Eddy Smith & The 507 – “A Little Too Late (Part One)”

2019 – Edição de Autor

Eddy Smith & The 507 são um conjunto musical sediado no Reino Unido dedicado ao soul e um pouco aos blues. São uma banda relativamente recente, na medida em que apenas assinaram contrato no ano passado (2018), momento em que preparavam o lançamento do seu álbum de estreia intitulado de A Little Too Late (Part One). Apesar de entretanto já terem lançado a segunda parte deste projeto e terem andado em tour pelos Estados Unidos, é de uma certa importância analisar aquele que marcou o início da sua carreira. Assim sendo, faz-se o aviso à navegação que tal como o que esta banda pretende atingir num todo, A Little Too Late é um álbum de soul mais que de blues, pelo que não é definitivamente para os ouvidos de todos. Um dos aspetos em que mais se destaca este álbum é o vocal que adota muito do estilo americano clássico (na verdade, todo o estilo da banda é assim), com timbres vocais excelentes e com muita ronquidão subtil. Perante este alto valor vocal, apenas o trabalho de guitarra consegue se manter a par, com melodias muito calmas e solos minimalistas mas relevantes na composição de uma sonoridade agradável. Como alguém que esperava ouvir um álbum de blues (um rótulo muito associado à banda) digo desde já que fiquei desiludido com toda a aura positiva do álbum. Na verdade é um álbum levezinho e relativamente minimalista no que toca à sua composição musical num todo, sendo que independentemente da qualidade do vocal, a atenção centrar-se-ia nele. Num todo, não é uma má audição, chega a ser boa pelo lado mais soft,  mas se não forem fãs do género e preferirem estilos um pouco mais complexos parece-me que terão alguma dificuldade a digerir esta peça na totalidade, visto que apenas a 4ª permite alguma oscilação mais “arrocalhada”.

Nota: 6/10
Review por Matias Melim

Red Dead Roadkill – “Sweet Songs”

2019 – Fastball Music

Red Dead Roadkill é um nome forte e não é surpresa quando a música nos transmite essa mesma força com um hard and heavy moderno e musculado que encontra o contraponto de melodia através da voz da vocalista Redness que é mesmo o grande atractivo deste álbum. Ambicioso e com conhecimento próprio do seu valor, “Sweet Songs Of Anguis” é um agradável álbum para os amantes do peso tradicional mas que não se importam de roupagens modernas. Mas não muito.

Nota 8/10
Review por Fernando Ferreira

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