WOM Reviews – Fenisia / Amaranthe / DramaScream / Toy Called God / Loathe / Samer Elnahhal / Version Eight / Stigmata

WOM Reviews - Fenisia / Amaranthe / DramaScream / Toy Called God / Loathe / Samer Elnahhal / Version Eight / Stigmata

Fenisia – “The Spectator”

2020 – Eclipse Records

São lançamentos como este álbum dos Fenisia que mostram como as coisas não estão assim tão longe umas das outras. Catalogados como metal alternativo (de forma correcta, quanto a mim) é impressionante as piscadelas que temos aqui ao heavy metal tradicional, principalmente através da voz de Nic Ciaz, que faz lembrar bastante Ozzy Osbourne em alguns momentos. A música da banda surge como sólida dentro dos parâmetros a que se propõe e com boas canções. Não sendo perfeito, consegue conciliar muito bem o desejo de ir mais longe (e por isso colocar algumas músicas mas agradáveis a ouvidos melódicos) com o peso que lhes vai na alma.

7/10
Fernando Ferreira

Amaranthe – “Manifest”

2020 – Nuclear Blast

Os Amaranthe são um caso de um grupo inteligente, que sabe muito bem onde se posicionar. Apesar de se posicionarem como concorrentes no segmento de uns Within Temptation, a banda sempre soube adicionar tendências modernas e tem sabido conjugar bem o lado mais metal com as melodias pop que estão presentes de forma mais ou menos assumido. É graças a esse lado imediato que este “Manifest” causa tão boa impressão. Pelo menos para quem não tem alergia a coisas açucaradas. Para além desse factor, joga a seu favor a ter mesmo boas canções. É tudo uma questão de perspectiva e de aversão a algo mais pop. Imediato poderá querer dizer que é algo que dura pouco tempo, mas “Manifest” poderá impressionar.

7/10
Fernando Ferreira

DramaScream – “Built To Follow”

2017 – Curtain Call Records

Segundo álbum de originais dos nova-iorquinos DramaScream que traz uma sonoridade que não é propriamente novidade. Aliás, podemos até ir mais longe e dizer que é previsível. Uma forte voz feminina a comandar riffs poderosos em melodias memoráveis que apelam tanto à vertente mais alternativa com à mais groove. O elemento chave é mesmo a melodia, disso que não restem quaisquer dúvidas, ainda que tenhamos o poder do groove a falar muito alto em grande parte dos temas. Temas esse que são fortes que é fácil de ficarmos presos a eles. Por vezes não precisamos de reinventar a roda, por vezes só precisamos mesmo de andar nela.

8.5/10
Fernando Ferreira

Toy Called God – “#Socialvangelism”

2018 – Sliptrick Records

É impossível que o nome desta banda não nos remeta para essa peça fulcral da música portuguesa que é o “Chama o António” do Toy. O Toy afinal não só chamou o António como também chamou Deus. Longe de brincadeiras, a música dos Toy Caled God é um caso série de qualidade. Apesar da voz nos colocar imediatamente na casa do rock alternativo, o peso das suas guitarras sem dúvida que pertencem a uma divisão mais pesada. Uma boa caracterização da metamorfose do estilo nesta nova era. Com mensagem ponderada e cheia de sentido, este álbum á uma boa surpresa que os fãs de bandas como Alter Bridge e Candlebox irão apreciar. Com cover de “Eleonor Rigby” incluída.

8/10
Fernando Ferreira

Jinjer – “Alive In Melbourne”

2020 – SharpTone Records

Os Loathe são um bom exemplo de nem sempre existe um rótulo milagroso que consiga esclarecer e definir tudo o que podemos ouvir. O metalcore da banda surge aqui transformado em hardcore espásmico com instantes que nos fazem recuar um bocado no tempo, quando o emo começou a ser popular. Momentos melódicos que poderão dar uma falsa sensação de segurança. Sensação essa que termina logo, assim que temos mais uma descarga desconcertante de riffs dissonantes. Não é para fracos, mas até os convertidos poderão encontrar alguma dificuldade para acompanhar este andamento.

7/10
Fernando Ferreira

Samer Elnahhal – “Supernova Kill Road”

2020 – Edição de Autor

Este nome poderá soar familiar aos fãs de Lordi e se for esse o caso, também poderá haver algumas indicações em relação ao que vamos encontrar aqui. Para quem não conheça Samer Elnahhal, esclarecemos rapidamente, trata-se do ex-baixista dos Lordi que aqui inicia o seu percurso a solo. Não temos o hard rock sleazy da banda finlandês, embora pareça isso logo à primeira faixa “Psycho Inn Café”, mas temos uma espécie de rock industrial a apostar no groove  que não deixa de ser interessante mas pouco refrescante. Sem surpresas mas para quem gosta desta onda, “Supernova Kill Road” poderá agradar, sendo algo diferente da essência dos Lordi.

6/10 
Fernando Ferreira

Version Eight – “I Am The Sea”

2020 – Edição de Autor

“I Am The Sea” é a estreia discográfica deste projecto de metalcore, que diz ter influências de vários géneros da música pesada. Isso é algo evidente mas infelizmente não fala mais altos que o grande problema que encontro aqui: um som demasiado formatado e plastificado. Se encontramos virtuosismo nas guitarras também encontramos uma bateria demasiado fria no som e maquinal na sua bateria. Claro que todo o ambiente que se pretende é esse – algo que fica logo evidente pelos ”1”s e “0”s da capa – mas também se pretendia, algo menos previsível ou pelo menos que houvesse a sensação de estarmos perante algo único.

5/10
Fernando Ferreira

Stigmata – “Mainstream?”

2018 – Sliptrick Records

A capa parece a de uma Bravo ou de uma Super Jovem – diferentes gerações. E a música, se formos a ver, nem estaria longe desse público alvo. Temos um metalcore que parece mais popcore do que outra coisa qualquer mas que acerta em cheio nas melodias. Cantado em russo mas ainda assim com capacidade para boas melodias, este será um trabalho o qual me esquecerei rapidamente. Acredito que não serei apenas eu.

4/10
Fernando Ferreira

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.