WOM Reviews – Inner Blast / Moran Magal / Dreams In Fragments / Wind Rose / Nachtfalter / Wires & Lights / Welkins Boreal

WOM Reviews - Inner Blast / Moran Magal / Dreams In Fragments / Wind Rose / Nachtfalter / Wires & Lights / Welkins Boreal

Inner Blast – “Figment Of Imagination”

2019 – Edição de Autor

A banda Inner Blast tem neste seu álbum “Figment of Imagination” uma nova abordagem à sua sonoridade, mas manteve o seu espírito e garra. Sonoridades melódicas, mas mais fortes, nota-se o carinho e empenho de toda a banda neste trabalho. Já não falamos necessariamente de gothic metal, mas sim um roçar em sons mais pesados.  Aquiles na sua guitarra com riffs rápidos e belos solos, Sabu na bateria, sempre em grande ritmo e andamento e Luis Silva a complementar brilhantemente com o seu baixo, que, neste álbum, faz delícias, não desaparecendo entre os sons dos outros instrumentos. Liliana então, uma evolução enorme desde o último trabalho da banda o álbum “Prophecy”. A sua voz está ainda mais rica, os seus melódicos mais limpos e os guturais de derreter até o mais exigente. Será certamente uma das melhores vocalistas femininas de metal nacional. A banda, com este trabalho, mostra a sua constante evolução e a procura por novas sonoridades e tem sim um enorme potencial de continuar a evoluir e tornar-se uma banda mundialmente reconhecida. Recomenda-se vivamente a todos e certamente os fãs de Inner Blast irão adorar. 

Nota: 10/10
Review por Sabena Costa

Moran Magal – “Under Your Bed”

2019 – FBP Music Publishing

Temos acompanhado o trabalho de Moran nos últimos meses, com alguns singles lançados e as covers fantásticas que fez no seu “Shades Of Metal (Private Collection)” onde destacamos “Solitude” (com o saudoso Warrel Dane) e este é o seu primeiro passo, sólido, para uma carreira onde as sensibilidades góticas (sobretudo devido a fantástico piano que está omnipresente em todos os temas), algo que sobressai de forma perfeita ao longo destes temas, especialmente no tema título e na “Go Dark”, sem esquecer o feeling do médio oriente na “Over My Shoulder”. Um trabalho simples mas que nos faz viajar. Um nome a acompanhar.

Nota 8.5/10
Review por Fernando Ferreira

Dreams In Fragments – “Reflections Of A Nightmare”

2019 – Heavy Psych Sounds

Dreams In Fragments é o nome de uma nova banda suiça que nos surge com um sonoridade old school dentro do que convencionou chamar metal sinfónico – antes era simplesmente gothic metal. Temos temas curtos sem grandes complicações, com bons ganchos e uma excelente voz feminina por parte de Seraina Schöpfer e com Christian Geissmann a ajudar de vez em quanto com os guturais como com voz limpa – confesso que o impacto é mais positivo com os growls. A sonoridade não é original, de todo, mas prende-nos ao longo dos seus quarenta e poucos minutos, em entrar em exageros sinfónicos que soam artificiais e, principalmente, se esquecer o peso. Boa estreia.

Nota: 7.5/10
Review por Fernando Ferreira

Wind Rose – “Wintersaga”

2019 – Napalm Records

Os Wind Rose são uma banda italiana que nos surgiu de surpresa, tenho que confessar. Começaram por ser algo mais tradicional dentro do power metal mas depressa foram adicionando tiques folk até chegarem agora à Napalm Records bem mais folk do que propriamente power. “Wintersaga” é totalmente clichê, tiremos já isso do caminho, mas não é necessariamente mau. Aliás, dentro do seu objectivo, é bastante bom. Entusiasma, dá-nos aquele boost necessário se estivermos para baixo, com refrães que nos entusiasmam sem grande dificuldade, mesmo que no final de tudo não seja exactamente memorável. Por vezes a malta apenas se quer divertir.

Nota 7/10
Review por Fernando Ferreira

Nachtfalter – “Was Bleibt”

2019 – Echozone

Os Nachtfalter são um duo musical oriundo da Alemanha e formado em 2017. Apesar de ser apenas em 2019 que esta banda apresenta o seu álbum de estreia, ambos os membros já têm um background bastante extenso dentro da cena do metal gótico – influência que se nota ao longo de todo o seu álbum de estreia, “Was bleib”. Desta forma e também devido à nacionalidade da banda, o álbum acaba por se assemelhar àquele que é o estereótipo da música metal alemã propagada involuntariamente por outras bandas com maior alcance global (apesar de serem estilos completamente diferentes, traz algumas lembranças de Rammstein, tanto pela voz bastante grave como pelo uso de sons eletrónicos); contudo fazem o suficiente para merecerem atenção e destaque. À primeira vista, Was bleib é um álbum que dá ideia de ser música “caviar”: fina, bonita, saborosa, minimalista, etc., provavelmente por ser um estilo muito diferente daquilo que se costuma ouvir, principalmente por se dedicar a ritmos bastante repetitivos que posteriormente são nutridos pelo vocal que, na sua vasta maioria, é falado e não propriamente cantado – neste sentido, importa também referir o caráter “semi-ambiente” que este álbum assume (primeira vez que considero a repetição de ritmos como um aspeto positivo). Mas não se preocupem (os do metal pesado), há momentos em que a música recai nos padrões do estilo gótico e do metal: por exemplo o uso de sintetizador em relação ao primeiro, e em relação ao segundo, a atmosfera num todo é de metal (apesar de ser extremamente ligeiro). A única tragédia aqui é minha e não da banda, por ser eu quem não compreende a língua já que, segundo publicitam, os temas do álbum assentam em temáticas bastante ricas e melancólicas (coisa que de facto acompanha perfeitamente a energia triste e pesada já carregada pela parte instrumental). Para os mais fora da caixa, têm ainda a última faixa do álbum que é um remix de outra música do álbum que se traduz em alegria eletrónica.

Nota: 9/10
Review por Matias Melim

Equilibrium – “Renegades”

2019 – Nuclear Blast

Os Equilibrium são uma banda de folk metal particularmente explosivo (alguns apelidam o seu género de “epic folk metal”) formada na Alemanha  logo no início de 2001. Para muitos este pode ser um nome bastante familiar, visto que ao longo dos seus vários anos de existência já lançaram vários albuns, além de já terem tocado em eventos de renome mundial (Wacken Open Air, por exemplo), contudo esta review do mais recente álbum desta banda, Renegades, seguirá o caminho isolado e abstrato, não se baseando no típico “ah o último álbum era melhor” ou então “mudaram demasiado o seu estilo em relação aos projetos passados”.
Contrariando a faixa de entrada, o resto de Renegades foi uma experiência pouco disfrutadora para mim, principalmente por começarem num tom que é definitivamente caracterizado por uma aura épica e gloriosa que do nada se transforma numa sonoridade que se traduz apenas em pop-rock, nu-metal, metalcore e uma pitada de eletrónica (nada contra estes géneros que isoladamente têm o potencial de serem bons, mas que neste caso, a sua fusão parece uma grande gemida musical). É um álbum muito estranho deveras, anda um pouco por todo o lado sem se definir ao certo, sendo ainda pior a falha de que o vocal “demasiado” limpo acaba por roubar protagonismo total deste álbum, ao ponto de que se me pedirem para me lembrar dos ritmos de bateria ou um solo mais memorável, não vos consigo responder. Outro elemento particularmente negativo é o da relevância do teclado (que simula mais sons eletrónicos, que folk) em toda a composição da música deste álbum… podemos definir que a música/melodia deste álbum é composta pelo teclado enquanto que a bateria e a guitarra (e o baixo já agora) apenas servem para fazer ruído de fundo (coisa que efetivamente fazem em 70% do álbum). Não sei sinceramente se é de mim, mas de facto, pelo que vi na restante comunidade online, as opiniões parecem se dividir entre “não é mau” e “ é horrível, nem há folk” (e de facto, não há), a segunda mais evidente por parte daqueles que seguem a banda há anos. Seja como for, para um novato em Equilibrium como eu, este álbum não foi definitivamente bom, nem esta será uma banda a revisitar no futuro. Mas, como sempre, não há nada como experimentar por vocês mesmos.

Nota 3/10
Review por Matias Melim

Wires & Lights – “A Chasm Here And Now”

2019 – Oblivion/ SPV

Até parece que estamos de volta à década de oitenta. Não há outro qualquer sítio na história da música onde o pós-punk surja tão bem enquadrado como o final da décda de setenta e o início da de oitenta e é precisamente essa época que surge aqui. No entanto, “A Chasm Here And Now” não soa como uma tentativa desesperada nostálgica por parte dos Wires & Lights embora seja sem dúvida nostálgico. Há um carácter hipnótico nestes temas que parece que activam mensagens e ordens escondidas trinta anos atrás (quarenta!) e que são agora activadas. Para que fim não sabemos, mas se alguém aparecer morto, teremos que arranjar um álibi. Depressa!

Nota: 8/10
Review por Fernando Ferreira

Welkins Boreal – “Phantoms Of Yesteryear”

2019 – Edição de Autor

Boa surpresa este álbum dos Welkins Bboreal que nos trazem uma viagem até aos anos noventa, quando o movimento gótico estava na sua máxima força. Um bom equilíbrio entre aquele ambiente típico do estilo – onde a voz e os teclados são os elementos mais importantes – e algum peso que nos relembra trabalhos de bandas como Tiamat, Sentenced e, de certa forma, Moonspell. Talvez neste momento nade contra a corrente mas esta banda finlandesa mostra que quando se segue a paixão, todas as correntes se tornam favoráveis. Uma estreia valorosa.

Nota 7.5/10
Review por Fernando Ferreira

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