WOM Reviews – Kansas / Long Distance Calling / Course Of Fate / Logos / Morse / Portnoy / George / Grande Fox / Love Machine / The Opium Cartel

WOM Reviews - Kansas / Long Distance Calling / Course Of Fate / Logos / Morse / Portnoy / George / Grande Fox / Love Machine / The Opium Cartel

Kansas – “The Absence Of Presence”

2020 – InsideOut Music

Regresso do nome maior do rock progressivo dos E.U.A. vindo da década de setenta: Kansas. No entanto, estes Kansas são bastante diferentes daqueles que fizeram sucesso décadas atrás, mas é uma diferença que não se sente. Sendo o segundo trabalho sem o mítico Steve Walsh, é bom ver que a sua identidade musical continua bem intacta. Mais incrível é se tivermos em conta de que os principais responsáveis para a sua composição foram os novatos Zak Rizvi (guitarrista, no seu segundo álbum com a banda) e Tom Brislin (teclista, no seu primeiro álbum com a banda), isto sem já falar que se trata do segundo com o vocalista Ronnie Platt (teclista também). Rock progressivo tipicamente Kansas onde nem o violino falta. Um álbum que flui extremamente bem e que até se revela totalmente apropriado para estes tempos novos em que estamos mergulhados – apesar de não ter sido inspirado por eles.

8.5/10
Fernando Ferreira

Long Distance Calling – “How Do We Want To Live”

2020 – Insideout Music

É uma pergunta pertinente, não é? Como é que queremos viver? Não é uma pergunta para a qual tenhamos propriamente uma resposta. Para quem a procura neste álbum, provavelmente também não as terá já que a música dos Long Distance Calling tende a deixar no ar as perguntas e a deixar as resposta por quem ouve. A beleza instrumental já se sabe que é um dado adquirido pelo que há aqui momentos de puro brilhantismo. A curta “Fail/Oportunity” é apenas um pequeno exemplo num álbum cheio de coisas boas, quase uma hora onde somos convidados a fechar os olhos e a voltarmos a atenção para dentro. Não é certo que resultem daí alguma evolução ou descoberta espirital que nos permita olhar para a vida de forma diferente mas decidamente que vamos apreciar a viagem e a achá-la memorável.

9/10
Fernando Ferreira

Course Of Fate – “Mindweaver”

2020 – Rock Of Angels Records

Impressionante trabalho de metal progressivo. Impressionante também esta banda só agora ter lançado o seu trabalho de estreia mesmo com quase vinte anos de carreira. Espero que não seja o caso de que passam tanto tempo a aperfeiçoar o álbum de estreia que depois seca a fonte para os posteriores álbuns. É porque está assim tão bom. Alguns repentes do metal progressivo clássico, entre uns Dream Theater em início de carreira e uns Queensrÿche ali por volta do “Empire”, trazem o cheio da nostalgia, mas há tanto mais aqui do que apenas nostalgia. Voz, letras e até o instrumental, tudo se conjuga em perfeita harmonia. “Mindweaver” será certamente um clássico do seu género.

9/10
Fernando Ferreira

Logos – “Sadako E Le Mille Gru Di Carta”

2020 – Andromeda Relix

Rock progressivo de classe, bem próximo do que ficou conhecido como art rock, só que cantado em italiano. Os Logos trazem à memória um som que apesar de não ser já comum hoje em dia, tem uma enorme qualidade. Não nego que a língua italiana nem sempre me entra bem, mas musicalmente, este é mesmo um trabalho fantástico, praticamente sem defeitos nenhuns. Normalmente a música ambient serve como ponto de reflexão e relaxamento mas este álbum tem exactamente o mesmo poder, conseguindo manter intactas as características do chamado (por cá) rock sinfónico.

8.5/10
Fernando Ferreira

Morse / Portnoy / George – “Cov3r To Cov3r - Anthology (Vol. 1-3)”

2020 – InsideOut Music

Já disse que gosto de covers? Se calhar já, mas pronto, nunca é demais referir. E não se trata de menosprezar os originais, mas ver uma banda a pegar e a reinventar músicas é sempre interessante. E isto serve para apresentar o terceiro volume da série “Cover To Cover”, aqui intitulada “Cov3r To Cov3r”, que junta Neal Morse, Mike Portnoy e Randy George. Agora antes de começarem já a pensar alto, não, não se tratam de covers metalizadas. Muitas vezes vão para o rock, para o lado mais progressivo, outra vezes para imaginário do rock/pop. No entanto não deixa de ser um álbum fantástico, tal como os outros, demonstrando não só o alcance da voz de Morse que se adapta muito bem a qualquer coisa que se lhe apresente à frente, assim como também do vasto leque de influências dos músicos em questão. Melhor ainda é a versão limitada que traz como bónus os dois primeiros volumes. Basicamente é uma bíblia do melhor rock, nos seus mais variados formatos e por isso, só por isso, vale a aquisição.

8/10
Fernando Ferreira

Grande Fox – “Kulning”

2018 – Edição de Autor 

Os Grande Fox são uma interessante banda grega que tem uma filosofia e conceito bem atractivas. Sonoridade que anda tanto no campo do alternativo mais esóterico como também dentro do progressivo psicadélico e que nos consegue agarrar desde o primeiro instante. É um dos casos em que temos um EP que nos faz querer ouvir muito mais. Apesar de ser de 2018, ainda se encontra bastante forte na forma como é efectivo em cativar-nos. Sempre bom revisitar.

8/10 
Fernando Ferreira

Love Machine – “Times To Come”

2020 – Unique Records

Já sabemos, por experiência prévia, que os Love Machine não são uma banda fácil de se gostar. Excêntricos e com uma forma de se apresentarem (em termos sónicos) peculiar, no mínimo. No entanto tenho que admitir que em “Times To Come”, consegue atingir um ponto de equilíbrio que anteriormente parecia não estar ao seu alcance. O seu rock continua a ser desconcertante (pelo menos na hora de classificá-lo), com laivos acentuados de psicadélico e progressivo mas também com alguns desvios pelo folk ou americana. O melhor é desistir mesmo de tentar clássificá-los e apenas deixar fluir. Coisa que faz muito bem.

7/10
Fernando Ferreira

The Opium Cartel – “Valor”

2020 – Apollon Records

A década de oitenta é assumida como uma das grandes fontes de inspiração. E mesmo que não fosse, seria de caras, porque toda a estética do trabalho remonta aos trabalhos típicos dessa altura, com um bocado de prog à mistura – a lembrar a transfiguração do género para moldes mais comerciais – e com uma vo que faz lembrar o dream pop. Uma mistura invulgar mas que ainda assim resulta. Não sendo algo que nos fique marcado, a sua audição até poderá satisfazer desejos urgentes de nostalgite aguda.

6/10
Fernando Ferreira

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