WOM Reviews – The Malice / Dessiderium / Stigmatized / Spiritual Holocaust / Silent Obsession / Dark Divinity / Koffin / Skarz

WOM Reviews - The Malice / Dessiderium / Stigmatized / Spiritual Holocaust / Silent Obsession / Dark Divinity / Koffin / Skarz

The Malice – “Legions Of The Dawn”

2020 – Satanath Records

Estreia deste projecto/duo onde se junta o sueco Hubertus Liljegren (ex-Crimson Moonlight e ex-Oblivion, entre outros) na parte instrumental e o alemão Claudio A. Enzler (dos The Buried e My Darkest Hate, entre outros) na voz. O que resulta desta união é death metal bruto mas que não dispensa a melodia. Faz-nos pensar nos bons momentos mais recentes da carreira dos Deicide, apenas como ponto de referência. O trabalho instrumental é mesmo de topo e a voz traz ainda mais qualidade acrescida. Poderá ser visto como apenas um projecto, mas seja como for, é um grande álbum de death metal.

9/10
Fernando Ferreira

Dessiderium – “Shadow Burn”

2020 – Edição De Autor

Impressionante esta one-man band. O death metal progressivo mais melódico poderá ser um género tão específico quanto (provavelmente) batido, mas quando nos surge uma (one-man) banda que encaixa nesse quesito e ao mesmo tempo nos faz com que não nos importemos, é porque estamos mesmo perante algo especial. Em vez de optar por modernices (apesar de soar moderno) e de melodias para cativar o pessoal (e não é que haja algo de errado quanto a isso), temos a componente técnica elevada a mil enquanto a melodia ganha com isso. Claro que não é melodia habitual e os arranjos também ajudam muito, mas o importante a reter é como funciona tudo em harmonia. Os apreciadores de ambientes mais tech/prog, vão ficar tão rendidos quanto nós, garantidamente.

9/10
Fernando Ferreira

Stigmatized – “A Wall Of Falseness”

2020 – Fresh Outbreak Records, Mastice Produzioni, Ganamala Autoproduzioni, Fast’n’loud Records, Sedation Records, Impeto Records, Italian Extreme Underground, Nothing Left Records

Bujardona, daquelas que até faz crescer pelos no peito. “A Wall Of Falseness” poderia bem chamar-se “A Wall Of Porradeness” tal é o alto nível de fruta que é distribuída por aqui. Em vez de ser uma descarga constante de brutalidade death/grind, é uma descarga dinâmica que deixa um vazio profundo quando a música acaba. Tal como cratera que fica após a queda de um meteorito gigante capaz de provocar a extinção de toda a vida no planeta terra. O vazio que fica no final é exactamente esse. Bem dito sejas botão do play.

9/10
Fernando Ferreira

Spiritual Holocaust – “Echoes Of The Apocalypse”

2020 – More Hate Productions

O bom e velho death metal, mesmo à antiga, mesmo como nós gostamos, com aquele som de gravilha na distorção das guitarras mas com o resto da produção cheia. É o segundo álbum da banda finlandesa e o mesmo atinge-nos como se já andassem cá desde o início da década de noventa. Em muitos aspectos, há uma proximidade com o primeiro álbum dos Amorphis, curiosamente. Mais do que com qualquer outra banda sueca, embora este trabalho seja muito menos atmosférico. Death metal com grande poder e melodias marcantes. Como dizer não a uma coisa assim? Impossível!

8.5/10
Fernando Ferreira

Silent Obsession – “Lost”

2020 – Edição de Autor

Primeiro lançamento da banda argelina Silent Obsession, Lost, um EP com três faixas e uma intro (daquelas em bom, onde não temos cá coisas de teclados ou sinfónicos). A sua sonoridade tanto apela à vertente mais moderna do death metal como também alguns dos elementos mais tradicionais, quando ainda se encontrava interligada com o thrash metal. Nomes como Sepultura são uma referência mas não de forma que impeçam a banda de evidenciar a sua própria identidade. É um excelente ponto de partida e uma forma de vermos uma banda com um enorme potencial que tem tudo para se realizar.

8/10
Fernando Ferreira

Dark Divinity – “Messianic” –

2020 – Edição de Autor

Impressionante EP de estreia dos neo-zelandeses Dark Divinity. Um assalto à década de noventa, mais concretamente à cena de death metal sueca a pender para o melódico da década de noventa. At The Gates é um nome que nos faz bastante sentido neste contexto e que surge bastantes vezes ao longo destas cinco faixas, contando com o interlúdio instrumental “Cambion”. Expectativas altas para o futuro da banda, principalmente para ver até que ponto se vão afastar das suas referências criativas.

8/10 
Fernando Ferreira

Koffin – “Nailed Into The Coffin”

2020 – Edição de Autor

Demo dos Koffin, que é a mesma coisa que dizer “death metal old school” e sem grandes “rodriguinhos”. É engraçado volta e meia voltar a este lugar comum mas a verdade é que quanto mais as coisas estão batidas, mais existe a probabilidade de apanharmos algo que vai directo a esses lugares comuns e conseguem conquistar-nos de forma surpreendente. Simples, cru mas tão, tão bom. Uma demo à antiga.

8/10
Fernando Ferreira

Skarz – “What Remains”

2020 – Satanath Records

Bom início de discografia por parte dos gregos Skarz. Tenho que confessar que apesar deste “What Remains” não ter despertado logo ao início, com a devida rodagem, o seu death metal vintage cresceu bastante. Não sendo perfeito apresenta os argumentos essenciais para todos os fãs do género. Bons riffs, uma voz com presença e vontade para continuar a ouvir mais vezes. “What Remains” é death metal, sem grandes invenções. E por vezes o que nos faz falta na vida é mesmo isso.

7/10
Fernando Ferreira

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