WOM Flash Reviews – Kobra And The Lotus / Ardours / Helvetets Port / Unruly Child / Redlizzard / Atomic Kavemen / Break Me Down / Grosh

Kobra And The Lotus – “Evolution”

Napalm Records

Depois de um excelente “Prevail II” no ano passado, não esperávamos ter notícias tão cedo da banda de Kobra Paige mas também em 2018 não esperávamos pelo “Prevail II” tendo passado apenas um ano após “Prevail I”. Mais impressionante que termos regularidade é termos a regularidade com qualidade. “Evolution” traz o heavy metal intenso e moderno sem nunca esquecer a melodia e sem comprometer a sua identidade apesar de, tal como revela o tido, a evolução seja notória. Momentos como “Thundersmith” antevém uma aproximação mais comercial mas sendo o resultado positivo, porque não? Cada vez melhores, “Evolution” é mais um grande álbum de uma grande banda.

Nota 9/10
Fernando Ferreira


Ardours – “Last Place On Earth”

Frontiers Music

Com o selo da Frontiers, os Ardours, banda onde pontifica Mariangela Demurtas, apostam num som que mistura umas linhas muito catchy de rock, metal e gótico. Algo muito alternativo tendo em linha de conta as apostas feitas pelo selo italiano e que precisa de mente aberta e até de não ser arrumado à primeira audição para entrar nos nossos ouvidos. Há neste disco músicas que se podem tornar futuras referências, mas, com tanta oferta que inunda o mercado, o trabalho, será árduo para a conquista de público para os Ardours. De destacar ainda que este projeto conta com a participação do produtor Kris Laurent….

Nota 8/10
Fernando Ferreira


Helvetets Port – “From Life To Death”

High Roller Records

Este é um daqueles álbuns que indicava, em todos os elementos mas principalmente pela música, que seria propício para uma viagem na Máquina do Tempo. Mas não, trata-se mesmo do último álbum de originais dos suecos Helvetets Port que tocam heavy metal tradicional arcaico, com todo o encanto que isso traz. E também defeitos. As limitações técnicas e de som acabam por não ser significativas, sendo que o maior problema acaba por ser a sonoridade datada. A música em si também é algo ingénua por alguns momentos e o trabalho acaba por ser longo demais – old school não é lançar um álbum com catorze faixas. Saldo positivo para quem for fã de heavy metal.

Nota 7/10
Fernando Ferreira


Unruly Child – “Big Blue World”

Frontiers Music

 

Mais um nome com um forte legado a defender. Os Unruly Child celebram 27 anos de carreira e “Big Blue World” é a prenda perfeita para os fans celebrarem com a banda esse feito. Todos os elementos característicos do som de outrora estão presentes e apesar de não ser um disco de “outro mundo” está cheio de pontos altos destacando-o facilmente da quantidade de propostas do género que abundam no mercado.Este álbum adiciona um punhado de novos clássicos ao invejável catálogo da banda e também oferece com sucesso algumas coisas novas para audição de uma banda lendária!

Nota 9/10
Miguel Correia


Redlizzard – “The Black Album”

Edição de Autor

É sempre bom quando conhecemos bandas portuguesas pelo estrangeiro. Bom talvez não seja porque revela os caminho sinuosos do nosso underground em que é preciso quase passar lá por fora (neste caso atravé de uma PR) para chegar aos orgãos de comunicação social especializados. A banda de Almada, Redlizzard, chega ao terceiro álbum com este “The Black Album” e trazem-nos uma sonoridade típica hard rock que é tradicional e até um pouco antiquada (não sendo propriamente retro) mas que não deixa de ser eficaz. Um bom trabalho que infelizmente não encontra eco nos meios mais mainstream, tendo qualidade mais que suficiente para andar por lá a passear. A paixão é isto, lutar pelo o que se gosta mesmo que seja contra a corrente.

Nota 7/10
Fernando Ferreira


 

 Atomic Kavemen – “Everyone Loves A Dead Man”

 

O caminho começa a desbravar para estes roqueiros de Oakland!Os Atomic Kavemen, estão a entrar na cena musical com seu segundo EP, “Everyone Loves a Dead Man”, é mais um passo com o objetivo de cimentar a posição da banda na cena, com uma atitude punk rock e umas incursões por sonoridades algo góticas, mas, que na minha opinião, peca pela produção pouco moderna e acho que a banda terá muito a ganhar com outro investimento nessa área.Há aqui bom material, sem dúvida, apesar de não ter tido oportunidade de ir verificar o passado deles para poder comparar e perceber se há ou não evolução. Mas fico atento ao que aí possa vir.

Nota 8/10
Miguel Correia


Break Me Down – “The Pond”

Edição de Autor 

Quando se pensa em bandas com uma voz feminina vindas de Itália, é inevitável, os nossos pensamentos vão sempre para Lacuna Coil, Mas é engraçado encontrar os Break Me Down que assumem uma face alternativa (oscilando o metal e o rock mais tradicionais) e que conseguem iguais resultados, senão superiores até. Este álbum de estreia empolga e entusiasma (também muito graças à voz de Irene Franco) apesar de sabermos que no fundo não apresenta nada de significativamente novo. Não faz mal, por vezes só queremos é mesmo boa música. Uma banda a acompanhar.

Nota 8/10
Fernando Ferreira


Grosh – “Whether Or Not You Know”

Edição de Autor

Percebi que esta banda tinha como foco a inspiração nas suas criações de nomes como os Royal Blood, The White Stripes e os The Black Keys. Bem, inspiração é uma coisa e colagem outra! Os Grosh, que raio de nome, fugiram da tentação da colagem sonora e criaram com “Wether Or Not You Know” um disco com muita solidez musical e texturas interessantes levado a cada segundo com a energia brutal daquilo que é a escola rock ‘n’roll. Há muito boas melodias, num som que com toda a certeza irá conquistar facilmente novos fans. A minha dúvida de sempre, prende-se com a oportunidade: irão ter os Grosh essa mesma oportunidade?

Nota 9/10
Miguel Correia


 

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