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WOM Reviews – Long Shadows Dawn/ Mayank Feat Gui Oliver / Blood Red Saints / Platens Of / Black Stone Cherry / Rekkorder / Spirit Bomb / The Magic Bus

WOM Reviews - Long Shadows Dawn/ Mayank Feat Gui Oliver / Blood Red Saints / Platens Of / Black Stone Cherry / Rekkorder / Spirit Bomb / The Magic Bus

Long Shadows Dawn – “Isle Of Wrath”

2021 – Frontiers Music

Mais um novo projeto, intitulado Long Shadows Dawn e que apresenta o vocalista escocês Doogie White (Rainbow, Michael Schenker Fest) juntamente com o guitarrista sueco Emil Norberg (Persuader). As sementes da parceria vieram do presidente da Frontiers Music, Serafino Perugino, que queria exibir a voz de White em músicas no estilo Rainbow, entre outras bandas duras e pesadas dos anos oitenta. O resultado é o álbum de estreia “Isle Of Wrath”. O rock e o metal clássicos são intemporais e de grande influência no muito que se vai fazendo em termos musicais.  Doogie White tem aquele estilo de rock e metal por excelência e Norberg é um guitarrista tradicional que conhece a importância dos riffs e da harmonia da guitarra. O resultado desta parceria é excelente, riffs e grooves poderosos e assim como todos os outros projetos ficam a água na boca à espera de algo que pode nunca acontecer, um segundo lançamento.

10/10
Miguel Correia

Mayank Feat Gui Oliver – “Mayank”

2021 – Frontiers Music

Mayank é uma nova banda de rock melódico centrada no vocalista brasileiro Gui Oliver, à qual se junta o guitarrista Rolf Nordström (Perfect Plan), teclista/produtor Alessandro Del Vecchio e o baterista Nicholas Papapicco. Gui Oliver é um nome bastante familiar para os fans do rock melódico e a sua voz, lembra gigantes do rock como Steve Perry, Jimi Jamison e Mickey Thomas, o que rapidamente o colocou no centro das atenções. Oliver mais tarde juntou-se aos hard rockers melódicos brasileiros Landfall, que assinaram um contrato com a Frontiers a pedido de Del Vecchio tendo lançado o álbum de estreia intitulado ‘The Turning Point’ em 2020 e ao mesmo tempo deu-se a aproximação para aquilo que é o projeto Mayank.

9/10
Miguel Correia

Blood Red Saints – “Undisputed”

2021 – Frontiers Music

Os britânicos retornaram à Frontiers e com esta chegada vem o seu quarto longa duração. A sonoridade AOR/Rock melódico apresentada tem um cunho muito próprio e que apesar de por vezes aqui ou ali sentirmos ali algo de bandas comos os FM, os Blood Red Saints têm em “Undisputed” um trabalho de afirmação “pessoal”, forte, equilibrado onde a voz de Pete Godfrey é reveladora de um talento nato e soa como a cereja no topo do bolo. Num todo, curti este disco, ouvi-o algumas vezes pois e sempre de forma muito natural, o que ajudou a perceber que a banda não está aqui para ser mais uma!

8/10
Miguel Correia

Platens Of – “Poetry And Silent Mastery”

2021 – Art of Melody Music /Burning Minds Music Group

A capa e o ambiente da mesma apontava numa direcção sinfónica, pelo que foi uma surpresa ao sentir a toada mais hard rock clássica que anda por aqui. Toada ainda mais significativa em temas onde essa componente sinfónica dá lugar aos sons mais tradicionais do hard rock e do AOR. A mistura não é muito comum mas resulta muito bem neste contexto. É um álbum muito agradável de ouvir e ao qual nos perdemos facilmente. Talento e melodia com fartura, uma mistura do velho mundo do rock com o novo (mais ou menos) do metal que até resulta mas dificilmente vai agradar aos fãs de coisas mais pesadas.

7.5/10
Fernando Ferreira

Black Stone Cherry – “The Human Condition (Deluxe Edition)”

2020/2021 – Mascot Label Group

É a velha história de sempre/dos últimos tempos. Banda está na sua vidinha, vem pandemia, o que fazer já que não se pode dar concertos, vamos mas é gravar um novo álbum. Passa um ano as coisas ainda não estão no ponto, o que fazer, vamos juntar mais uma série de brindes para continuar a promover o álbum que não chegámos a promover por não haver concertos. E quem é que os pode censurar. “The Human Condition” é um bom álbum de hard rock por parte de uma banda que não sabe fazer música má. Podemos nos queixar da produção que retira o poder orgânico que algumas das músicas exigem mas é esta a face e o preço a pagar de se estar integrado nos tempos modernos. Os extras valem a pena para os verdadeiros fãs, principalmente para aqueles que não compraram o álbum no ano passado. Os tempos passam rápido mas não o suficiente que justifique comprar o mesmo álbum duas vezes no espaço de um ano, com apenas cinco temas ao vivo.

7/10
Fernando Ferreira

Rekkorder – “One”

2021 – Edição de Autor

Perante a imagem do rádio na capa, até podemos pensar que estamos perante uma proposta retro ou saudosista. Apesar de ser um trabalho de rock, o seu tom é bastante moderno e arrojado. Raça rock que parece faltar hoje em dia, muito graças também à atitude de Nina Lucia, a vocalista da banda. E apesar de estarmos perante uma energia contagiante, quinze temas é algo manifestamente exagerado. Por muito dinâmico que seja, e é, “One” começa a apresentar alguns traços de cansaço na sua segunda metadel. No geral é um trabalho sólido que ainda seria mais com menos três ou quatro faixas.

7/10 
Fernando Ferreira

Spirit Bomb – “Tight”

2021 – Music-Records

Dizer que os Spirit Bomb tocam (apenas) rock é redutor. Não que não façam, mas são uma banda que nitidamente gostam de ir para outros campos, seja do hip hop (mais que não seja em ambiência e groove) ao reggae. Há um espírito de aventura aqui que nos fascina e que consegue trazer bons resultados. É também o tipo de som que sabe bem ouvir na praia, que nos coloca naquele mood de relaxamento muito próprio do Verão, por muito atípico que seja qualquer altura do ano nestes tempos. A banda francesa poderia optar por algo mais moderno e digital mas o seu som é deliciosamente analógico e resulta muito bem neste contexto.

7/10
Fernando Ferreira

The Magic Bus – “Το Κάστρο”

2021 – Edição de Autor

Os gregos The Magic Bus surgem com este “Το Κάστρο”, que significa “para o castelo”, como seu álbum de estreia e é uma sonoridade que anda algures entre o rock e o hard rock ligeiro. Quando falamos nestes dois géneros surgem logo aquela imagem típica e bem estruturada por termos mais de quarenta anos de história mas em abono dos The Magic Bus, não podemos dizer que se consigam encaixar nessa imagem. Também é verdade que a banda que a sonoridade algo própria (principalmente do rock grego) acaba por a prejudicar. A sonoridade mediterrânica é refrescante mas a fonética do língua grega é algo complicada de assimilar e o timbre da voz de Valantis Dafkos também deixa isso mais a descoberto. Não deixa de ser uma boa experiência para quem gosta de conferir música de todos os cantos do mundo e não deixa de ser o primeiro capítulo de uma banda que ainda tem muito a crescer e desenvolver.

6/10
Fernando Ferreira

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