WOM Reviews – Mechanik War III / Mara / Rattack / F.U.A. / Then Falls The Sky / Neorhythm / The Alpha Structure

WOM Reviews - Mechanik War III / Mara / Rattack / F.U.A. / Then Falls The Sky / Neorhythm / The Alpha Structure

Mechanik War III – “Divine Annihilation”

2020 – Edição de Autor

Dos Estados Unidos chegam-nos os Mechanik War III. Nome invulgar para uma banda com um som bastante invulgar. Quero dizer, não é propriamente invulgar, é… peculiar. Podemos dizer que estamos perante um misto de death e black metal com industrial, mas é a forma como o som está trabalhado que se revela invulgar. Em termos de equalização, julgo que poderia ser mais poderoso se apostasse numas frequências mais graves – o poder dos temas seria sem dúvida incrementado por mil. Por outro lado, tal como nos é apresentado, dá-lhe um carácter mais frio e maquinal. Provavelmente seria aí que queriam chegar. Tirando esse detalhe, temos para além dos elementos citados, arranjos sinfónicos e excelentes solos de guitarra, muito inspirados, o que nos faz ficar com este nome gravado. Isso e com vontade de fazer uma remasterização caseira.

8/10
Fernando Ferreira

Mara – “Self-Destruct Survive Thrive”

2020 – Edição De Autor

A intro consegue captar logo a atenção, principalmente para quem for fã de coisas world music, como é o meu caso. Inicialmente quando a música (a sério) começa, até se pode ficar com um pensamento do género “oh, não, mas uma banda de metalcore”, estilo onde até se podem enquadrar mas conseguem contornar com excelência (não que haja algum problema com isso) de forma a trazer-nos algo refrescante. As vocalizações ajudam nesse sentido e as composições em si, a pender para algum do metal extremo mais moderno dos primórdios do milénio dão o toque final. Segundo EP de uma banda da Letónia que tem um caminho promissor à sua frente.

8/10
Fernando Ferreira

Rattack – “Demo 2008”

2020 – Raging Planet Records

Nova incursão até aos arquivos da Raging Planet, desta vez com os Rattack que trazem um punk/hardcore furioso e raçudo que não tem medo de ir buscar algumas melodias menos imediatas. Facilmente que se fica preso a estes quatro temas que trazem punk/hardcore com poder metálico. Como tem sido hábito nestas online series, é um reapresentar de um passado rico e que continua bem actual. Até nos desperta para a vida nestes momentos de maior letargia.

8/10
Fernando Ferreira

F.U.A. – “Socially Transmitted Disease”

2018 – WormholeDeath

Não é preciso muito para sermos felizes com o punk rock. Mas isso não quer dizer que vale tudo e que tudo é bom. São necessários alguns factores essenciais, atitude, boas melodias e bons conceitos líricos. E os F.U.A. têm isso tudo, mesmo que a voz nos pareça por vezes demasiado melódica. Traz-nos a lembrança da forma como este tipo de coisas tiveram impacto na década de noventa. Continua eficaz hoje em dia. Por falar em eficaz, o título é no mínimo irónico tendo em conta os dias que vivemos actualmente.

8/10
Fernando Ferreira

Then Falls The Sky – “Set On Rising”

2020 – Edição de Autor

Interessante EP dos Then Falls The Sky que nos mostram que por muitos lugares comuns que a música moderna nos apresente, temos sempre forma de distinguir o que é bom do que é mau. Há por aqui bastantes lugares comuns mas há também uma honestidade e simplicidade que são desarmantes. Já há bastante tempo que não sou surpreendido por estas ambas características e os Then Falls The Sky conseguiram-no com louvor.

8/10
Fernando Ferreira

Mara – “Therapy For An Empath”

2018 – Edição de Autor

Primeiro EP dos Mara, da Letónia. Após a boa surpresa que foi “Self-Destruct Survive Thrive”, quisemos ir investigar um pouco mais fundo e as sementes promissoras que nos disseram algo no segundo encontram-se aqui igualmente presentes. Bons refrões e boas melodias que nos conseguem cativar, embora aqui se note uma aproximação maior a algo genérico dentro das sonoridades mais modernas e metalcore. Seja como for, não deixa de ser um bom EP e não muda a nossa opinião em relação à banda.

7.5/10 
Fernando Ferreira

Neorhythm – "Terrastory"

2020 – Edição de Autor

Bem, este é um pouco estranho de comentar. Neorhythm é um duo musical russo claramente original, a questão verdadeira é: “toda a originalidade é boa?” Uns dirão que sim, outros dirão que não, e eu creio pertencer mais ao lado do “não”. Terrastory é o primeiro álbum desta banda e tem um estilo extremamente transversal que ora soa a death metal, ora soa a metalcore, ora soa a groove metal e ora soa a uma mistura bastarda de Primus e o seu baixo violento com prog. metal. Seja como for, duvido que alguém alguma vez tenha ouvido algo minimamente similar. O álbum procura fazer uma análise da história do planeta Terra/Universo e rapidamente avança rapidamente para o desenvolvimento da humanidade desde o nascimento da civilização às ponderações do futuro incerto. Em relação a estes temas não tenho problemas, bem pelo contrário, parece-me ser uma ideia bastante interessante (se bem que, se fosse eu o músico, exploraria as coisas de uma forma diferente); o meu problema entra na parte instrumental e composição, porque a verdade é que este álbum é totalmente aleatório e tem, a meu ver, maleabilidade a mais (se é que algo desse género, pode existir) – a certo ponto senti até que estava a ouvir System of a Down, na faixa “Zeus Rules!” (vamos lembrar-nos que também já mencionei Primus nesta review). Como sempre digo em relação às minhas reviews menos positivas, isto é tudo gosto pessoal e o nosso objetivo não é afundar ninguém, portanto para os interessados, é sempre aconselhada  a audição do álbum, porque, como já disse, é um álbum verdadeiramente único, simplesmente é um tipo de unicidade que não é para mim.

5/10
Matias Melim

The Alpha Structure – “7 Deadly Sins”

2020 – Music-Records

Quando temos uma caracterísica que define algo, é natural que isso seja usado como trunfo, quer como forma de identificação imediata, seja porque funciona como um trunfo. Trunfo até certo ponto, porque algo que é constantemente usado dificilmente poderá ser usado como um trunfo poderoso. É o que sentimos em relação aos breakdowns usados até à exaustão neste “7 Deadly Sins”), que embora ajude para dar espaço a pormenores atmosféricos, torna-se exaustivo e faz com que todas as músicas e tornem semelhantes. Caso de estudo para a velha máxima “menos é mais”.

3/10
Fernando Ferreira

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.