WOM Reviews – MSG / Joel Hoekstras 13 / Inglorious / L.A. Guns / Hell In The Club / Magick Touch / Connect The Circle / The Nova Hawks

WOM Reviews - Faustian Pact / Lake Baikal / Ossaert / Deadspawn / Beast Of Revelation / Fosch / Aspidium / The Spirit

MSG – “Immortal”

2021 – Nuclear Blast

Michael Schenker é sem dúvida um músico com um legado impressionante. Dele não há muito a dizer, mas goste-se ou não, influenciou muito daquilo que são actuais guitarristas. “Immortal” é para mim um dos melhores trabalhos do guitarrista alemão que continua a usar a ideia de chamar velhos amigos para com ele dar vida às suas composições, mas desta vez acrescentou o soberbo vocalista que é Ronnie Romero. Ao longo de toda a audição conseguimos perceber a excelente performance de Michael traduzindo-se em músicas muito consistentes, cheias de qualidade, carregadas de riffs e solos emocionantes. O álbum termina com “In Search Of The Peace Of The Mind”, a primeira música que Schenker escreveu há cinquenta anos e com ela fica a vontade de ouvir e ouvir sem nunca cansar!

10/10
Miguel Correia

Joel Hoekstras 13 – “Running Games”

2021 – Frontiers Music

Joel Hoekstra, está de volta com um novo trabalho. Com ele surge o brilhante vocalista Russell Allen com um desempenho dentro daquilo a que já nos habituou e vão poder comprar ao ouvir temas como “Finish Line”, “I’m Gonna Lose It”, “Hard To Say Goodbye”, “Heart Attack” e “Fantasy”. Tudo isto soa “explosivo”, pois a voz de Allen e os riffs de Joel são algo que darão que falar. Com álbuns como este, Joel Hoekstra tem a oportunidade de sair da caixa dos Snake e acreditem que tudo soa muito bem. Bluesy às vezes e tecnicamente proficiente por toda a parte, Hoekstra mostra mais uma vez o porquê de ter passado por grandes bandas e de atualmente ainda estar numa. “Running Games” tem um pouco de tudo com malhas pesadas e baladas numa jornada musical memorável. Bom tenho também de destacar para além do referido Russel Allen, quem acompanha o guitarrista como músicos de estúdio. Assim, temos Vinny Appice (Black Sabbath, DIO) na bateria, Tony Franklin (The Firm, Blue Murder) no baixo, Derek Sherinian (Sons Of Apollo, Dream Theater, Black Country Communion) nos teclados e Jeff Scott Soto (Sons Of Appollo, Trans-Siberian Orchestra) nos coros.

10/10
Miguel Correia

Inglorious – “We Will Rise”

2021 – Frontiers Music

Os hard rockers britânicos Inglorious anunciaram o lançamento de seu quarto álbum de estúdio, “We Will Ride”. Este é a primeira gravação oficial com os novos guitarristas Danny Dela Cruz e Dan Stevens e o baixista Vinnie Colla, que se juntam ao vocalista Nathan James e ao baterista Phil Beaver. A jornada começa com “She Won’t Let You Go”, poderosa com incríveis linhas vocais de James, e esta música não só nos prende como que nos prepara para o que aí vem. “We Will Rise” está num patamar elevado, cheio de malhas de rock melódico, boas batidas, pesado quando tem de ser e claro como já referi, a voz de Nathan James é a cereja no topo do bolo.

10/10
Miguel Correia

L.A. Guns – “Renegades”

2020 – Golden Robot Records

Se há banda sinónimo da infame Sunset Strip, essa tem por nome L.A. Guns. Eles partilharam o caminho com os Motley Crue, Guns n’ Roses, Ratt, Poison, Quiet Riot entre muitos outros deixando na história do rock algo que nunca vai ser igualado. Este álbum é um repleto deja-vu de emoções, pois coloca-nos de forma muito direta aos brilhantes anos 80 e ao boom da cena SS. “Renegades” é um disco muito “in your face”, sem grandes artefactos de estúdio. As faixas soam cruas e imediatas com performances soberbas fazendo dele um disco de hard rock muito sólido. O rock agradece este retorno dos L.A. Guns!

10/10
Miguel Correia

Hell In The Club – “Hell Of Fame”

2020 – Frontiers Music

Os Hell In The Club são uma banda italiana de hard rock /heavy metal, composta por elementos dos Elvenking e Secret Sphere.”Hell Of Fame” é o quinto álbum da banda e apresenta, talvez, o melhor de sempre em termos de composição musical, mostrando de forma clara quais os propósitos da banda. Gravado, mixado e masterizado por Simone Mularoni (DGM) nos Domination Studio em San Marino, Itália, o novo álbum é uma declaração explosiva do hard rock a ter muito em conta. Quando digo que rock é alegria e diversão, faço-o inspirado por músicas como as que aqui me são dadas a ouvir.

10/10
Miguel Correia

Magick Touch – “Heads Have Got To Rock’n’Roll”

2020 – Edged Circle

Magick Touch – “Heads Have Got To Rock’n’Roll” De solo norueguês surgem os Magick Touch, com “Heads Have Got To Rock’n’Roll”, um disco que habilmente navega pelas sonoridades de Dokken e dos míticos Def Leppard. Há por aqui muito para ouvir e sente-se qualidade e maestria em cada segundo sonoro que é debitado de forma arrogante para os nossos ouvidos. A fórmula é daquelas old school e ainda bem porque foi essa que abriu portas e permitiu, quem sabe também aos Magick, estarem hoje a criar e dar ao mundo a qualidade do seu trabalho. São dez temas muito sólidos, onde percebi que os vocais são divididos, mas quem canta o quê, ok, não sei, mas o que interessa isso? Nada… Recomendo, muito!

10/10 
Miguel Correia

Connect The Circle – “This Is Madness”

2020 – Symphonium

O álbum de estreia dos noruegueses Connect The Circle, é algo único. A abertura com “The King Is Dead” é um passo para aquilo que iremos desfrutar ao longo de 40 poderosos minutos: bases heavy progressivas, combinado com vocais melódicos. Passando momentos depois por “In My Darkest Hour”, que transforma a audição num ambiente mais baladeiro, debitado com muita subtileza com um toque muito harmonioso e profundo na sua mensagem. Resumindo, estamos perante um disco de nível elevado com cabeça, tronco e membros e nunca deixa de ser auspicioso para uma banda dar o primeiro passo com toda esta qualidade.

9/10
Miguel Correia

The Nova Hawks – “Redemption”

2021 – Frontiers Music

De Inglaterra, surgem os The Nova Hawks. A dupla de compositores é formada pela vocalista Heather Leoni e do guitarrista Rex Roulette. Inspirados pela sonoridade do rock britânico, Indie, música alternativa, blues e raízes gospel. “Redemption”, é um disco em que a marca é a voz de Leoni e a guitarra de Rex fecha o pano, onde cada tema revela uma identidade muito própria. Não é um disco que nos deixa boquiabertos, mas acaba por ser uma audição agradável, com um ou outro destaque fácil de encontrar logo na primeira passagem.

7/10
Miguel Correia

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