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WOM Reviews – Night Ranger / Spitfire / Vessel / Spektra / Tony Mitchell / Cosmo Jones Beat Machine / Supreme Court / Alirio

WOM Reviews - Faustian Pact / Lake Baikal / Ossaert / Deadspawn / Beast Of Revelation / Fosch / Aspidium / The Spirit

Kent Hilli – “The Rumble”

2021 – Frontiers Music

São umas das bandas mais substimadas da história do rock! Numa demonstração de resiliência a banda norte americana surge com novas músicas e naturalmente um novo álbum de estúdio. “And The Band Played On” é composto por onze faixas cheias de estilo, poderosas e para mim dignas de se dizer do melhor que ouvi dentro do género nos últimos tempos. Este disco é um caso sério de puro hard rock, com algumas faixas exalando diferentes estilos musicais, criando uma sonoridade muito sólida e diversificada para os ouvidos e que é incrivelmente forte. Não pensem mais vamos lá ouvir este fabuloso disco!

10/10
Miguel Correia

Spitfire – “Do Or Die”

2021 – Massacre

Terceiro álbum que surge após seis anos de silêncio. Provavelmente não seria para esperar tanto tempo mas compreende-se que agora com as questões pandémicas, uq e a banda e/ou editora tenham decidido esperar mais uns tempos. E para quem esperou mais um bocado, de certeza de que vai ficar satisfeito/a por colocar as mãos em cima de “Do Or Die” que é um daqueles álbuns que sabe mesmo bem ouvir do início ao fim. Rock, hard rock, com alma e irreverência. Sem preocupações por modas ou por tentar reinventar a roda. A roda roda bem então porque raio se vai tentar arranjar o que não está partido? Esta é a opinião dos Spit Fire e é também a minha. Já era antes de ouvir malhões como  “Death Or Glory” e “Die Like a Man” (que começa com um “one, two, fuck, yeah!”) mas depois ainda ficou mais solidificada.

9/10
Fernando Ferreira

Vessel – “Behind The Walls”

2021 – Golden Robot

Os metaleiros israelenses Vessel fizeram a sua estreia com este EP. “Behind The Walls”, um misto sonoro que navega entre Iron Maiden e Dio, sem clichês sonoros, numa linha muito personalizada e que me surpreendeu pela positiva. Este EP é o resultado de uma longa jornada pelos fundamentos do hard rock e do heavy metal, trazendo uma combinação de riffs poderosos, bateria estrondosa e uma voz que será difícil de esquecer. Estreia prometedora!

10/10
Miguel Correia

Spektra – “Overload”

2021 – Frontiers Music

A banda foi criada pelo vocalista BJ (Tempestt, Jeff Scott Soto, Danger Angel) com o desejo de revisitar algumas de suas próprias influências do rock clássico, como Journey, Foreigner e Winger. O resultado é o álbum de estreia de Spektra, “Overload”, lançado com o selo da Frontiers Music, e produzido por Jeff Scott Soto e pelo mentor italiano Alessandro Del Vecchio.

BJ é um vocalista destinado ao rock, cantando limpo e melódico, levando facilmente a melodia e a harmonia da música, dando a textura ideal as linhas musicais e com ele vêm os seus companheiros de banda de longa data dos Tempestt e da JSS Band: Edu Cominato (bateria) e Leo Mancini (guitarras), bem como Henrique Canale (baixo), um conhecido produtor e compositor brasileiro. Mais um disco recomendável!

9/10
Miguel Correia

Tony Mitchell – “Hot Endless Summer Nights”

2021 – AOR Heaven

Tony Mitchell é conhecido por ter sido a voz dos Kiss Of The Gypsy. Isto para quem a cena AOR dizia algo na década de oitenta e no início da década de noventa. Hoje em dia é dos melhores momentos para este estilo, depois de ter ficado enterrado na memória e mantido vivo nalguns mercados muito específicos. Não que isso se traduza aos números de vendas de outros tempos mas o suficiente para vermos as bandas a lançarem álbuns de boa qualidade como é o caso deste “Hot Endless Summer Nights”. Importante reparar que apesar da piscadela de olho à mesma fórmula de sempre, não é um trabalho voltado para o passado. Som cheio e poderoso (sem deixar de ser orgânico) mas com o mesmo gosto de sempre para as melodias e, claro, com aquelas baladas que já se esperam. O resultado? Um álbum ao qual voltaremos quando se quiser bom AOR/hard rock mais melódico.

8.5/10
Fernando Ferreira

Cosmo Jones Beat Machine – “Skeleton Elevator”

2021 – Svart

Bem da Finlândia estamos habituados, na grande maioria, a receber sonoridades mais obscuras, punk, mas desta vez a coisa foge a essa linha. Totalmente desconhecidos para mim, os CJBM apresentam o seu sexto disco e nele surge uma nova sonoridade assumida pela banda: “Tundra Boogie” e claro, naturalmente como eu não faço a mínima de como caracterizar ou encaixar este disco acabo por aceitar aquilo que a banda apresenta. Blues, Southern, rock’n’roll old e aquele groove rockabilly surgem durante a audição de “Skeletons Elevator”. O que posso dizer mais, pelo menos cativou-me pela diferença e pela forma como me surpreendeu na sua audição, pois ao não saber o que esperar a coisa até marcou presença.

7.5/10 
Miguel Correia

Supreme Court – “Been A While”

2021 – Campbell Recordings

Pelo que percebi já lá vão dez anos que a os Supreme Court não lançavam um disco. O que se passou não sei, o que sei é que, honestamente, até me esqueci da sua existência, o que é normal quando uma banda faz um hiato tão prolongado. Mas pronto eles estão de volta com “Been A While”, um disco considerado por eles como o melhor de sempre e eu não indo por aí, gostei e apreciei o que ouvi. O álbum em si está cheio de música rock contundente, suada e pesada, sem esquecer algumas partes mais melódicas e mal-humoradas em músicas como “Röökibiisi“ e “Vertigo”. Acima de tudo foi fixe vê-los de volta!

7.5/10
Miguel Correia

Alirio – “All Things Must Pass”

2020 – Art Of Propaganda Records

Alirio é um músico e actor brasileiro considerado uma das vozes mais reconhecidas do rock daquele país. “All Things Must Pass” é a estreia internacional de Alirio e trata-se de um álbum que abraça uma ampla gama de estilos, desde o rock ao hard rock, sempre permitindo espaço para grandes melodias e boas baladas. Este trabalho conta com a participação do baterista Adriano Daga, do baixista Felipe Andreoli e uma participação especial de Arnel Pineda dos Journey. Não é daqueles discos que nos deixam de queixo caído, mas apresenta a qualidade para ser uma referência dentro do género e até para abrir as portas no velho continente.

7/10
Miguel Correia

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