WOM Reviews – Revenge Of The Fallen / Grande Royale / Life Of Agony / Mão Morta / Colored Moth / Infected Rain / Break Me Down / Saint Asonia

Revenge Of The Fallen – “Unbroken”

Edição de Autor

Novo EP dos Revenge Of The Fallen que regressam em grande com mais quatro novos temas. Podemos ver este “Unbroken” como um trabalho conceptual, uma ode à persistência, à resistência, à perseverança e a própria sonoridade evidencia isso mesmo. Não só apresentam-se mais pesados que nunca como também mostram-se com uma sensibilidade apurada que é por demais evidente. São quatro temas que sabem mesmo a pouco e que nos fazem pô-los a rodar em audições consecutivas. Sem dúvida que para quem não conhece esta banda de Cascais, está aqui uma bela apresentação. E no final disto tudo, só temos a questionar… para quando o álbum de originais, hã?!

Nota 9/10
Fernando Ferreira


Grande Royale – “Take It Easy”

The Sign Records

Boa onda! Melhor, excelente onda! Grande Royale é uma daquelas bandas que até pode ser acusada de tocar som retro – realmente o rock que toca não é deste tempo – mas a verdade é que não conseguimos encaixar a sua música em qualquer época que seja. Temos aquele feeling descomprometido do rock da década de setenta, temos alguns elementos da década de oitenta e até da de noventa – em certos momentos até nos soa a Xutos & Pontapés. Groove, boa (excelente!) onda, canções (verdadeiras) que nos embalam e metem a mexer num instante. Sem dúvida um dos álbuns rock do ano!

Nota 9/10
Fernando Ferreira


Life Of Agony – “The Sound Of Scars”

Napalm Records

Confesso que cheguei tarde ao fenómeno Life Of Agony. “River Runs Red” é um álbum clássico que nunca tive oportunidade de mergulhar de forma adequada – o ritmo de lançamentos diários também impede concentrar-me nos clássicos da forma que desejava, mas a esperança é a última a morrer – e o resto foi desilusão atrás de desilusão para fãs e críticos. Principalmente para os fãs. Andando um pouco mais para a frente, tivemos “A Place Where There’s No More Pain” que foi uma boa introdução da banda a uma geração completamente nova enquanto este “The Sound Of Scars” é um regresso à história de “River Runs Red”. Em termos sonoros, muita coisa mudou em mais de vinte e cinco anos – caso contrário, mal seria – mas percebe-se que nem a banda está presa ao que fez como que não se inibe de continuar a crescer. A parte boa é que o foco está nas canções e realmente temos aqui um conjunto de canções excelente, capaz de convencer todos os cépticos que não estavam convencidos com esta mais recente encarnação.

Nota 8.5/10
Fernando Ferreira


Mão Morta – “No Fim Era O Frio”

Rastilho Records

Confesso que não sou um fã absoluto dos Mão Morta embora seja um forte admirador do seu percurso, da sua obra e do impacto que tiveram no rock nacional, principalmente no rock que não cabia nos modelos usuais e expectáveis. Os Mão Morta sempre tiveram essa componente e abriram a porta para todos os outros fazerem o mesmo. Todos estes anos depois, a banda continua inconformada, continua a mostrar uma realidade que nem sempre é agradável mas que nem por isso perde a sua beleza, de certa forma, decadente. “No Fim Era O Frio” traz-nos toda essa herança e consegue ainda assim trazer-nos mais, muito mais a nível musical, embora a nível lírico e conceptual, continuemos a encontrar a riqueza (e brutalidade da realidade) que já nos habituámos.

Nota 9/10
Fernando Ferreira


Colored Moth – “DIM”

Wolves and Vibrancy Records

Não me canso de dizer que os tempos actuais, com todos os seus defeitos, são excepcionais, principalmente na parte da riqueza da música que vamos tendo. Os Colored Moth são o exemplo que nos surgiu para ilustrar esse ponto de vista. Uma banda relativamente jovem que coloca dissonâncias, uma atitude punk e uma sonoridade que tem tanto de alternativo, shoegaze, pós-punk e até screamo e pós hardcore, tudo no mesmo tacho. E a coisa até resulta de forma exemplar. Desconfortável, inconformado mas intrigante, está aqui o seu segundo álbum que é tão desconcertante como a sua capa e que, tal como os tempos actuais, prova que se pode fazer (praticamente) tudo e safar-se no processo.

Nota 7/10
Fernando Ferreira


Infected Rain – “Endorphin”

Napalm Records

Poderei a estar a ser injusto mas há qualquer coisa nos Infected Rain que me faz lembrar os Jinjer. Talvez por serem de um país do Leste da Europa – Moldávia – terem uma mulher como vocalista e o som ser bastante moderno, com toques de metalcore com dissonâncias djent. Efectivamente conseguimos encontrar estas semelhanças todas, embora, admito, também é possível encontrar algumas singluaridades (pelo menos em relação aos Jinjer) mas depressa os “desvendamos”, já que a fórmula vai-se repetindo invariavelmente em quase todas as faixas, excepto pela segunda que vai para domínios mais pop. No final não dá para impressionar embora se perceba o porquê da banda estar a tornar-se numa das principais referências da música pesada do seu país de origem.

Nota 5.5/10
Fernando Ferreira


Break Me Down – “The Pond”

Edição de Autor

Quando se pensa em bandas com uma voz feminina vindas de Itália, é inevitável, os nossos pensamentos vão sempre para Lacuna Coil, Mas é engraçado encontrar os Break Me Down que assumem uma face alternativa (oscilando o metal e o rock mais tradicionais) e que conseguem iguais resultados, senão superiores até. Este álbum de estreia empolga e entusiasma (também muito graças à voz de Irene Franco) apesar de sabermos que no fundo não apresenta nada de significativamente novo. Não faz mal, por vezes só queremos é mesmo boa música. Uma banda a acompanhar.

Nota 8/10
Fernando Ferreira


Saint Asonia – “Flawed Design”

Spinefarm Records

É impressionante a quantidade de (boa) música que é lançada todos os dias. É de loucos tentar acompanhar – sim, ainda continuamos a tentar a fazer isso. Os Saint Asonia são o exemplo de como rapidamente se pode formar uma banda e lançar um álbum como este “Flawed Design”. Na realidade não é assim tão rápido, a banda demorou quatro anos nesse processo, mas tendo em conta a qualidade deste trabalho, não deixa de ser impressionante. Encaixando-se na categoria de metal/rock alternativo e moderno, é certo que a sonoridade que apresentam vai tocar em tudo o que foi lançado de 2000 para cá mas mais uma vez reafirmo que os lugares comuns não são problema quando a música não é boa – ou quando se tem realmente um problema com todos esses lugares comuns. No que nos diz respeito, as músicas estão bem construídas e mesmo sendo algo genéricas, este é um trabalho que se ouve muito bem.

Nota 7.5/10
Fernando Ferreira


 

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