WOM Reviews – Robin McAuley / Save The World / Mark Spiro / Jack Slammer / False Memories / Gang Awry / Schloss

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Robin McAuley – “Standing On The Edge”

2021 – Frontiers Music

Robin é das vozes que mais aprecio na cena e isso já vem desde os tempos da sua colaboração com Michael Schenker. Foi com muita satisfação que recebi este novo trabalho para sobre ele escrever, mas ao mesmo tempo pensei, “wow o que vou dizer daquele que para mim é um dos melhores?”

Bem, como a resposta não veio, simplesmente, carreguei no play e deixei a coisa acontecer. Por entre alguns clichés musicais conclui que isto era aquilo que qualquer fan do género ou do trabalho de Robin poderia querer ouvir: rock pesado, carregado de ganchos muito melódicos e aquilo e ali um pé no som AOR e onde a voz essa continua como o vinho do porto “quanto mais velho melhor” e é aqui aplica-se de forma clara, pois Robin soa melhor do que nunca e as guitarras de Andrea Seveso trazem imediatamente Reb Beach e George Lynch à luz do dia. Uma palavra também para Alessandro Del Vecchio que fez por aqui umas horas extras no baixo e teclados. Venha o próximo!

10/10
Miguel Correia

Save The World – “One”

2017/2021 – Frontiers Music

Save The World é uma banda americana criada por Dan Tracey (Alan Parsons Project) na guitarra, voz, teclados, com o produtor e engenheiro Robert Wright no baixo, voz, teclados e Jon Wysocki (Staind) na bateria. Tracey e Wysocki chegam da cena musical de Springfield, Massachusetts.

O primeiro passo foi dado em 2017, ano em que este “One” foi lançado e agora relançado pela Frontiers, tendo oferecido um som rockeiro mais alternativo e sido muito bem recebido pela critica em geral dando espaço para aquilo que é o novo trabalho “Two” que encontra apenas Tracey e Wright como rostos envolvidos no processo de criação e gravação.

9/10
Miguel Correia

Save The World – “Two”

2021 – Frontiers Music

Segundo álbum deste projecto que é apresentado agora em dose dupla, como podem verificar na crítica a “One”. Comparativamente acho que “Two” se afasta musicalmente do seu antecessor, não afirmo se é melhor ou pior, mas sim que navega por águas algo mais melódicas, AOR. Essa diferença marca uma diferença entre os dois discos mas não será uma desilusão para quem gosta do primeiro.

No geral os dois discos têm músicas muito fortes, com excelentes melodias, refrões por vezes catchy, tudo a soar de forma sólida e assente em riffs e grooves interessantes pelo que será de aproveitar esta oportunidade de apanhar os dois discos de uma só vez.

9/10
Fernando Ferreira

Mark Spiro – “Travelling Cowboys”

2021 – Frontiers Music

No ano passado Mark Spiro lançou um conjunto de três CD’s que cobriu toda a sua carreira até o momento e isso provou a importância que tem no meio. Os seus créditos como compositor aparecem em material para nomes como os Bad English, Giant, Cheap trick, Julian Lennon, Heart e John Waite, entre tantos outros. É pouco? Quem sabia disso? E mais, além disso, ele tem a sua carreira solo composta por excelentes álbuns.

Ouvir este “Travelling Cowmboys” é percorrer mais uma vez aquilo que é o forte de Mark dentro do seu género de rock melódico e AOR, na qual a sua voz é a cereja no topo do bolo.

9/10
Miguel Correia

Jack Slammer – “Live At Hardstudios”

2021 – Nuclear Blast

EP ao vivo dos suiços Jack Slammer, com quatro rendições do seu mais recente trabalho de estúdio, “Keep Your Love Loud”. A banda não queria fazer concertos em stream mas não queria deixar de tocar ao vivo e então decidiu brindar os seus fãs com esta pequena surpresa. As versões aqui contidas são orgânicas e diferente o suficiente para que sejam obrigatórias para todos os fãs. Boa onda e bom som, com o espírito live, recomendado.

8.5/10
Fernando Ferreira

False Memories – “The Last Night Of Fall”

2021 – Frontiers Music

Os italianos False Memories passaram por alguns progressos e mudanças ao longo dos anos. Formados em 2015 pelo guitarrista Francesco Savino, lançaram pela primeira vez um EP auto-intitulado de cinco músicas em 2016. Um lançamento independente DIY, “Chimerical”, chegou no início de 2018, e incluiu oito novas músicas e três retiradas do EP e também a participação da recém-chegada vocalista Rossella Moscatello.

Agora com uma formação em grande parte nova, a banda apresenta o seu segundo álbum de estúdio, “The Last Night Of Fall”, com o selo da Frontiers. Nesta proposta corre um som de um Heavy Metal muito melódico, melancólico, por vezes pesado e onde a voz de Rossela têm um desempenho assombroso.

Não conheço o passado da banda em termos de audição e também não é isso que interessa para aqui, porque este disco deixa no ar algumas ideias muito válidas e a ter em conta para fans do género e para aquilo que pode vir a ser o futuro dos False Memories. Itália tem sido uma referência musical para muitos de nós e parece que os caminhos continuam a ser desbravados de forma impia!

8/10 
Miguel Correia

Gang Awry – “Politics”

2021 – Birds Robe

Apesar de na sua génese o som do duo Aspidium seja bastante directo, consegue-se apanhar uns pormenores melódicos bem interessantes. Algo que não seria expectável numa proposta de black/death metal. Esse até é um pormenor que vamos interiorizando bem, já que faz bem no que à dinâmica diz respeito. A questão é que conforme o álbum vai avançando, essa dinâmica vai-se tornando progressivamente menos eficaz e instala-se uma certa tendência para o marasmo onde a repetição não é definitivamente benéfica.

6.5/10
Fernando Ferreira

Schloss – “Schloss 2 – Ready For The Show”

1981/2021 – Golden Core

Consta que o primeiro álbum dos Schloss, “Weltschmerz” teve um bom impacto na cena alemã em 1975. O seguimento veio apenas seis anos mais tarte e ficou esquecido, passando ao lado um pouco por todo o lado… até agora que é repescado pela Golden Core. Não é um álbum propriamente brilhante ou memorável, por isso até se entende que tenha passado ao lado, mas tendo em conta quando foi lançado e como as músicas, apesar de simples, são catchy, não é difícil encontrarmos aqui coisas de destaque como o tema título. Para os historiadores e principalmente para quem gostou do primeiro álbum e nem sequer sabia que existia o segundo – ao que tudo indica, no discogs não estava essa informação antes desta reedição.

6/10
Fernando Ferreira

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