WOM Reviews – Spirit Adrift / Rage And Fire / Iced Earth / Shuulak / Sarcofagus

WOM Reviews - Spirit Adrift / Rage And Fire / Iced Earth / Shuulak / Sarcofagus

Spirit Adrift – “Forge Your Future”

2021 – Century Media

Apenas um digestivo depois do grande e excelente “Enlightened In Eternity” lançado no ano passado e aqui temos mais três músicas excelentes de heavy metal tingido a doom por parte dos Spirit Adrift. Uma banda que tem surpreendido sempre pela positiva e que ainda não lançou um trabalho mau. Aliás, tem-se sentido uma evolução positiva e quase inacraditável – quando já pensávamos que não poderia ficar melhor. Este “Forge Your Future” é mais um bom complemento ao referido quarto álbum do que uma indicação daquilo que vamos ver no quinto. É, todavia, obrigatório.

9/10
Fernando Ferreira

Rage And Fire – “Demo 1986+35”

2021 – Edição de Autor

Aí está o que é, não há como parar o heavy metal. Flui como a água e quando o caminho está cortado, novos caminhos vão surgir. Encontra-se sempre uma maneira. Isto para dizer que Rage And Fire é um novo projecto por parte de ex-membros dos Ravensire e traz o que é esperado. Heavy metal, heavy metal poderoso e old school. A produção até pode ter um bocado do toque digital, mas soa orgânica e a música tem aquele feeling clássico do heavy metal, do verdadeiro e tradicional heavy metal. Esperamos ouvir muito mais no futuro bem próoximo.

8.5/10
Fernando Ferreira

Iced Earth – “Iced Earth (30th Anniversary Edition)”

1990/2020 – Century Media

Engraçado como o tempo é relativo. Esta reedição a comemorerar os trinta anos sobre o laçanmento do álbum de estreia dos norte-americanos surgiu no final de 2020, antes das eleições norte-americanas e antes de tudo aquilo que viria a acontecer. Avançando para agora, Os Iced Earth ficaram (quase) sem músicos além do seu líder Jon Schaffer, que entretanto foi preso, além de terem ficado sem editora. E em pouco tempo se destroi uma carreira que apesar de alguns pontos menos bons, tem valor. Assim como este trabalho auto-intitulado não deixa de ser um clássico do género, apesar da voz de Gene Adam ser, de longe o calcanhar de Aquiles. Aliás, a compilação de regravaões “Days Of Purgatory” por apresentar alguns destes temas com a voz de Matt Barlow que será sempre “O” vocalista dos Iced Earth. A banda foi com os porcos (até ver) mas este será sempre um dos grandes álbuns de heavy/power metal.

8.5/10
Fernando Ferreira

Shuulak – “Nigredo”

2017 – Edição de Autor

Estreia discográfica dos holandeses Shuulak que neste seu primeiro capítulo pareciam querer enveredar por caminhos mais extremos, pelo menos na “Gifts Of Flesh”, onde temos uma interacção vocal mais ríspida intercalando com a mais melódica de Bastiën Baron. Apesar das indicações que nos remetem para outros campos, continua a ser heavy metal, continuamos a ter bons riffs e bons solos. Um som com força e poder para deixar o ouvinte preso, sobretudo às harmonias das guitarras. Curiosidade que o tema-título é uma outro de teclados e piano tal como no EP seguinte – embora este seja instrumental.

8/10
Fernando Ferreira

Shuulak – “Citrinitas”

2019 – Edição de Autor

Terceiro EP dos holandeses Shuulak que continuam a impressionar pela sua qualidade. A voz é marcante, daquelas que parece que se reconhece em qualquer lado sem ser propriamente excêntrica, e a música faz uma parceria perfeita onde também conseguimos ter um heavy metal a soar a moderno mas com muitos elementos tradicionais. Se me perguntarem de um caminho para o heavy metal captar as novas gerações, eu diria mesmo que seria por aqui. Como já tem sido hábito, o tema título é uma outro atmosférica e melódica. Hipnótica até, com a inclusão de uma voz feminina.

8/10
Fernando Ferreira

Shuulak – “Rubedo”

2020 – Edição de Autor

Quarto e último EP (até ao momento) dos Shuulak. A banda mostra que já encontrou a sua fórmula. Melodias grandiosas, heavy metal musculado mas que não esquece as origens e uma voz fantástica, que tornam todos os temas imediatamente impactantes. De referir que o primeiro tema, “Ancient Sins” é um tema mais calmo do que é costume encontrar como tema de abertura mas ainda assim altamente eficaz. Curiosamente, este EP é aquele quebra mais com as regras instituidas nos últimos. O tema título, curto à mesma e desta vez composto apenas por spoken word, surge a meio e não no final, e os temas tendem a ser mais majestosos. No final de tudo e depois desta viagem por toda a sua discografia fica a certeza de que a banda está mais que pronta para um álbum de originais.

8/10 
Fernando Ferreira

Shuulak – “Albedo”

2018 – Edição de Autor

Nome estranho para uma banda de heavy metal mas, apesar do tom moderno da produção, esse é mesmo o melhor género que o define. Bom peso, uma voz melódica e forte ao mesmo tempo e uma capacidade de fazer grandes e memoráveis temas, com os ganchos orelhudos no sítio certo e, claro, bons solos. Para contrastar depois temos a canção que dá título ao EP, um curto tema ao piano que nos mostra a amplitude – na realidade este tema irrita porque parece que foi cortado a maio mas este é apenas um detalhe. Uma primeira impressão fantástica e que nos faz querer conhecer mais destes holandeses.

7/10
Fernando Ferreira

Sarcofagus – “Envoy Of Death”

1980/2021 – Nuclear War Now! Productions

Esta reedição é inesperada, principalmente por vir por parte da Nuclear War Now! que normalmente traz-nos coisas mais violentas. Para quem nunca ouviu falar dos Sarcofagus – o que não é difícil – trata-se de uma das bandas embrionárias de heavy metal na Finlândia e este foi o segundo álbum editado tanto em 1980 como também na própria carreira do grupo. Dois anos depois viriam a cessar funções, mas este álbum revela um talento embrionário e uma capacidade para fazer aquele proto-heavy metal que até seria mais próprio na década de setenta, principalmente pela inclusão do orgão que requer alguma habituação até que o consigamos assimilar devidamente. Depois desse ponto, existem por aqui bons temas aos quais até nos conseguimos memorizar. Mais importante para a cena local do que propriamente para o heavy metal em geral, é uma boa curiosidade.

6.5/10
Fernando Ferreira

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