WOM Reviews – The Black Dahlia Murder / Innards / Unmerciful / Tzun Tzu / Mike Litoris Complot / Palimpsest / Bloodyard / Vehement Thrower

WOM Reviews - The Black Dahlia Murder / Innards / Unmerciful / Tzun Tzu / Mike Litoris Complot / Palimpsest / Bloodyard / Vehement Thrower

The Black Dahlia Murder – “Verminous”

2020 – Metal Blade Records

Já se desconfiava que era assim. Talvez seja conversa de fã e, por consequência, totalmente parcial, mas mesmo para quem não é especialmente fã terá de admitir que esta é uma banda que não desilude. Nascida na explosão do death metal moderno vindo dos E.U.A. (da qual o metalcore ganhou especial expressão), foi um dos poucos exemplos em que tanto conseguia ser um continuação do death metal melódico vindo da Europa, como também apresentar uma identidade própria e bastante forte. “Verminous” é o álbum que queríamos ouvir deles, onde a banda surge mais dinâmica e mais poderosa que nunca.  Por ser curto, é fácil ouvir umas duas ou três vezes de seguida. Por ser excelente é fácil ouvir umas quatro ou cinco vezes de seguida.

9.5/10
Fernando Ferreira

Innards – “Back From The Grave, Straight In Your Face!!”

2020 – Transcending Obscurity Records

Death metal old school, bem lusitano, como manda a lei. Os Innards nasceram em 2017 e contam com Hugo Andremon (The Sorcerer, ex-Grog e ex-Simbiose, entre muitas outras) na voz e guitarras, Rolando Barros (Grog, Namek, Neoplasmah e muitas outras) na bateria e Rui Gil (ex-Necrose) no baixo. Este EP é o seu primeiro lançamento e traz-nos, para abrir o apetite, três temas onde a sonoridade mais brutal do estilo está muito bem explorada. E em vez de seguir pela opção mais simples que é comum encontrar, dão-nos com complexidade no ponto certo para que queiramos voltar para mais. Fantástico EP e um nome que merece crescer mais no undergrond nacional.

9/10
Fernando Ferreira

Unmerciful– “Wrath Uncompassed”

2020 – Willowtip Records

O ritmo editorial dos Unmerciful é proporcionalmente inverso à velocidade com que atacam as suas músicas. Terceiro álbum surge após quatro anos o segundo e catorze anos após o primeiro. Trata-se de death metal bem bruto, sem qualquer contemplações e sem dar hipótese para respirar. Com esta brutalidade toda, é natural que seja algo que apenas os fãs fanáticos das sonoridades mais extremas dentro do death metal estejam receptivos, mas entre esse logo, não há razões para queixa porque “Wrath Encompassed” é o álbum perfeito para encher a cabeça.

8.5/10
Fernando Ferreira

Tzun Tzu – “The Forbidden City”

2020 – Lavadome Productions

Os australianos Tzun tzu continuam com o seu fascínio pela cultura japonesa assim como pelo death metal bruto dos queixos. Apesar da opção estranha de não lançarem álbuns (apenas a estreia auto-intitulada em 2012), concentrando-se nos Eps, isso não significa que tenham tido uma regularidade superior. Este surge após quatro anos o último e com três temas só. Death metal frentético e um gutural bem profundo, onde por vezes a dinâmica é mesmo a melhor ferramenta, algo que é bem explorado. Apesar de uma produção baça, é uma proposta que prende todo o amante por porrada nos ouvidos.

7.5/10
Fernando Ferreira

Mike Litoris Complot – “The Six Whoresmen”

2020 – Rotten Roll Rex

Que nome adorável. Mesmo. Ficamos logo na expectativa pelo que vamos ter, grças também ao título e à capa. Grindcore ou slam (ou porngoregrind, como quiserem encarar) bastante criativo e totalmente humorado. Desde a intro/tema-título a satirizar a Greenpeace e Manowar até a coisas como “Billy The Clit” ou “David Hasslecock”, este é um verdadeiro desfilar de diversão. A banda do Luxemburgo traz-nos um fartote de peso e diversão nonsense onde apenas apontamos talvez, em termos técnicos (e para estragar a diversão do resto) o som da bateria como não estando à altura e plastificando talvez o som da coisa, dando a ideia de que estamos diante de algo programado. O que até nem é o caso. Eram bons moços para nos visitarem no Xxxapada na Tromba.

8/10
Fernando Ferreira

Palimpsest – “Thro’ And Under, I Have Drunk Of The Fountains, Where Jokulls Loom”

2020 – Edição de Autor

Há certos lugares comuns que são dolorosos de experienciar até à exaustão, principalmente para mim, de detesto a repetição, mas neste caso tem mesmo de ser… E agora algo completamente diferente. Se há uma ocasião em que este chavão tem de ser usado, é definitivamente neste contexto. Esta nova entidade internacional composto por R.M. (neo-zelandês, dos Kittengrinda) e M.M. (dos “nossos” Tod Huetet Uebel que entretanto encerraram funções) traz-nos death metal altamente experimental e hermético. Peculiar na forma como se apresenta e na sensação de estranheza, estranheza essa que não se abate com muitas audições em cima – até porque a duração total não chega aos sete minutos. Num contexto normal, diríamos que seria insuficiente para ficar com uma ideia concreta do julgamento a ter em relação a este trabalho, mas aqui é perfeitamente perceptível que este é um colectivo onde podemos esperar tudo. Até mesmo um certo factor psicotrópico que nos impede de parar de ouvir. Sem dúvida que esperamos ouvir mais.

7/10 
Fernando Ferreira

Bloodyard – “Orchard of Corpses”

2020 – Edição de Autor

Apesar deste álbum nos surgir agora e de acreditarmos que se trata de um lançamento de 2020, todo o feeling é de 1992 ou 1993, dos confins do underground do death metal. Álbum de estreia após dois Eps (em 2013 e 2015) e uma compilação (calculo que dos Eps) que surge com um som bem abafado e, porque não ser frontal, podre. Se o objectivo era fazer-nos lembrar os primórdios do estilo, então foi totalmente conseguido, embora em termos técnicos – daquilo que se consegue perceber melhor, as guitarras – tenhamos algumas preciosidades a puxar ao thrash. Esta questão poderá parecer insignificante mas acompanhou-me durante cada audição e quando há algo que não larga, é porque temos mesmo que lhe prestar atenção. Com um produção diferente já não aconteceria.

6/10
Fernando Ferreira

Vehement Thrower – “I Come In Peace”

2020 – Nuclear War Now! Productions

Reedição do álbum de estreia dos Vehement Thrower que acabou por ser o único da sua discografia. Death metal old school e datado que… não deixou grandes saudades. Há por aqui momentos interessantes mas há outros que não se entende mesmo – como a intro da “Who Will Be The Victim” que nos faz querer morrer por dentro. Apesar do impacto que poderá ter tido na altura no underground polaco e europeu, não creio que será algo que seja digno de recordar novamente. Há outras coisas melhores.

4/10
Fernando Ferreira

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