WOM Tops – Top 20 Hard Rock Albums 2020

WOM Tops - Top 20 Hard Rock Albums 2020

Hard Rock, aquela arte que muitos consideram perdida ou confinada à década de oitenta. Para contrariar isso, só tenho que dizer que tivemos uma enorme dificuldade para tentar reduzir a vinte os lançamentos que consideramos essenciais, dentro de todos (e foram muitos) que nos passaram pelas mãos durante este ano de 2020. Mais modernos ou mais tradicionais, há para todos os gostos mas só uma coisa é constante, a sua qualidade. 

20 - Vega – “Grit Your Teeth”

Frontiers Music

Os Vega são garantia de excelente hard rock. Sempre foram e eram essas as nossas expectativas para mais este trabalho. Já o sexto. Aquilo que se salienta logo é a a produção forte e sólida, talvez a melhor da banda desde sempre. E depois disso, temos também um excelente conjunto de canções que nos fazem manter a crença de que o hard rock (com mais ou menos revivalismo) continua a estar com uma qualidade enorme. Neste caso concreto, nem temos revivalismo, mas a piscadela às raízes blues não deixam de estar presentes. Melhores que nunca.

Fernando Ferreira

19 - Beat City Tubeworks – “Top Rock”

The Sign Records

O Hard Rock dos anos 70 influência, de forma natural, muito do que se faz hoje. Os B.C.T. são disso um exemplo. Este disco é nítido “must have” para qualquer fan do género, pois sente-se toda estas marcas no som da banda, mas não pensei que “Top Rock” vive disso ou só disso. Não, “Top Rock” é um trabalho cheio de poder musical, enérgico, onde se evidenciam todas as habilidades musicais destes rapazes suecos que se fosse noutros tempos tinham o selo de qualidade em cima. A tarefa não se afigura fácil, pois o mercado está cheio de muito boas propostas dentro do género, mas esta é mesmo para levar em conta.

Miguel Correia

18 - Re-Machined – “Wheels Of Time”

Pride & Joy Music

O bom e velho rock and roll ao melhor estilo é aquele que soa sujo sem sofisticação e cheio de alma. É isto o que se ouve neste disco dos Re-Machined, sem ultrapassar a fronteira definida pelo género e é daqueles discos que colocamos a tocar sem saber o que esperar e acabamos por deixar percorrer cada segundo assimilando cada malha, cada riff, cada momento de composição com muita satisfação.

Este disco é o expoente máximo do clássico Heavy Rock, com boas melodias, enormes solos com um ar muito anos 70 e sim globalmente um disco muito forte e que aconselho.


Miguel Correia

17 - Blind River – “Made Of Dirt”

Edição de Autor

Fantástico trabalho, o segundo, dos britãnicos Blind River que nos trazem um hard rock bem raçudo e cheio de raça. Para quem está enjoado de tanta música de plástico, aqui temos feeling para dar e vender. “Made Of Dirt” começa em grande com “Waste Of Life” onde o groove do hard rock (do bom) fala mais alto e onde a guitarra é rainha e senhora. Ao longo de dez temas podemos ter alguns lugares comuns, mas quando a música nos deixa uma marca, o que é que interessa isso para alguma coisa? O que é que interessa sequer aqueles que dizem que o rock está morto? Poderá estar no underground mas ainda bem porque é lá onde pérolas continuam a ser feitas. E já que nos E.U.A. andam esquecidos como a coisa se faz, têm de vir os ingleses como é que se faz a coisa outra vez.

Fernando Ferreira

16 - Shakra – “Mad World”

AFM Records

Os Shakra têm uma proposta hard rock, muito interessante. “Mad World” marca os 25 anos de carreira da banda que na realidade nunca me decepcionou e digo isto porque apesar de um ou outro trabalho menos conseguido, sempre senti que a banda se mantinha fiel aos seus princípios não se vendendo a outros ideais da industria!

Então, este disco é mais um tijolo nessa construção, sólida e ao mesmo tempo genial, com músicas cativantes, daqueles que nos deixam a cantar os seus refrões, logo na primeira audição, tudo muito dentro da imagem rockeira que eles construíram. “Fireline” abre aquilo que é um exemplo de que o Rock ‘n’ Roll está vivo e bem vivo! Grande disco!

Fernando Ferreira

15 - Wishing Well – “Do Or Die”

Inverse Records

Ainda me lembro da primeira vez que ouvi “Children Of Paradise”, do segundo disco dos finlandeses Wishing Well. Fiquei completamente rendido e descobrir depois o álbum “Rat Race” foi um passo para os fazer aparecer nas nossas páginas.

Focando-me neste terceiro trabalho, tudo o que posso dizer é que eles continuam a revelar-se exímios em fazer boa música, agora algo orientada para um som mais pesado, mas bem doseado como é exemplo a faixa de abertura “Do Or Die”.

Rafael Castillo continua a revelar-se uma excelente aposta e gostava de um dia os poder ver a atuar aqui para os nossos lados, pois é daquelas bandas que se percebe que não desapontam ninguém ao vivo.

Miguel Correia

14 - Silvera – “Edge Of The World”

Mighty Music

Os dinamarqueses Silvera, formados em 2017 por Michael Krogh, Simon Nilsson Krabbesmark, Rasmus Lindegård Hovde e Jens Gade, que juntos deram corpo aos Malfunction, que por sua vez, com o fim deste, deram um novo caminho, não só traduzido na mudança do nome mas também no estilo, uma vez que agora  soam como uma fusão musical de estilos rockeiros, daqueles que produzem hits com selo comercial com algo mais pesado. “Edge Of The World” é assim um disco com uma dinâmica muito própria, e dizer que fica marcado pelo brilhante tema que é “Everything We Are”, que conta com a participação da bela Kobra Paige, seria injusto, uma vez que o disco tem muito para nos oferecer. Recomendo.

Miguel Correia

13 - Magnum – “Serpent Rings”

SPV/Steamhammer

Tony Clarkin, nunca pára. Como é do conhecimento, ele é o responsável por escrever todo o material lançado pela banda e, além disso, fica a seu cargo todo o trabalho de produção. Parece um poço sem fim de ideias, tal a qualidade das suas criações. “The Serpent Rings”, o mais recente trabalho dos lendários Magnum é a prova disso mesmo e assim, a par do outro membro original, o vocalista Bob Catley, provam mais uma vez como as coisas ainda acontecem e acima de tudo a capacidade que têm para as fazer acontecer dentro da sonoridade que sempre nos deram a ouvir.

Onze faixas sublimes que desfilam pelos nossos ouvidos de forma inspiradora, com enormes riffs, solos e a voz de Bob essa está como o vinho do porto, quanto mais velho melhor!

Miguel Correia

12 - Harem Scarem – “Change The World”

Frontiers Music

Em tempos conturbados que se vivem este “Change The World” dos Harem Scarem é uma proposta a elevar as nossas energias, aliás vinda de uma da banda que já nos habituou desde sempre à sua qualidade, não será novidade receber um disco deste calibre. O riff de abertura de “Change The World” é o passo uma audição marcante, daquelas que ao longo da mesma, nos faz querer cantar refrão como se já o tivéssemos ouvido anteriormente, que nos faz sorrir perante as adversidades vividas neste momento. Este disco é o passo mais lógico a ser dado pelos Harem Scarem, mostrando que estão em forma e que a dupla Harry e Pete continua a manter a sua genialidade. Muito poderia mais dizer, mas acreditem este é um enorme disco e sei que o legado de fãs da banda irá ficar muito satisfeito com “Change The World”.

Miguel Correia

11 - Valkyrie – “Fear”

Relapse Records

A Relapse Records sempre foi uma referência para mim em relaçãoa coisas tão invulgares como fantásticas e embora esteja algo discreta ultimamente, não quer dizer que não continue com os ouvidos e o coração no sítio certo. “Fear” dos Valkyrie prova isso mesmo, um álbum de rock vintage mas sem soar a mofo. Sem ser retro – porque retro dá a sensação de que há uma tentativa forçada de soar “cool” – este é um daqueles álbuns que escorregam bem como se fossem uma bebida fresca em dia de Verão. Podem achar exagerado mas é graças a música destas que nos mantemos por aqui, é graças a este som único e especial que só podemos encontrar no nosso som sagrado (mesmo que numa vertente mais hard rock), que encontramos a nossa felicidade. Há muito por onde ser feliz aqui.

Fernando Ferreira

10 - Bonfire – “Fistful Of Fire”

AFM Records

Mais um regresso neste ano de 2020. Os veteranos Bonfire regressam com “Fistful Of Fire”, um disco bem mais pesado, se calhar até dos mais pesados do seu catálogo. A escola alemã sempre foi daquelas que forneceu aquilo que de melhor se ouviu dentro do metal clássico e os Bonfire sempre foram daquelas bandas de marca para muitos de nós.Falando mais um pouco desta nova proposta, senti durante a audição ser um disco empolgante, com algumas intros por ali que deixam 11 músicas de bater a cabeça com facilidade e que ao vivo devem funcionar bastante bem. É sempre muito bom ver que uma banda não fica presa aos êxitos do passado e não tem o receio de lançar coisas novas, mostrando qualidade e acima de tudo muita criatividade. Fico feliz sempre que me deparo com discos como este e recomendo.

Miguel Correia

9 - Blended Brew – “Shove It Down”

Mighty Music

Fãs de Deep Purple, Rival Sons e Ac/Dc têm aqui o novo trabalho dos Blended Brew que promete conquistar aqueles que ainda não os conhecem. “Shove It Down” é um disco de puro rock’n’roll, cheio de malhas contagiantes, pujantes e sujas como o próprio estilo requer. Os dinamarqueses esmeraram-se e conseguir atingir aquele é o ponto de ter um trabalho de fácil audição. As suas influências são sentidas, mas não são o padrão, porque esse é o cunho bem audível dado nas suas composições. 9 malhas de muita energia gravadas totalmente ao “vivo” em estúdio e o final é feito com maestria, numa música muito sentida e que desperta emoções como é “Don’t Say No”.

Miguel Correia

8 - Autumn’s Child – “Autumn’s Child”

AOR Heaven

Que capa tão fantástica! Mesmo sem ouvir nada deste trabalho, confesso que fiquei logo com uma impressão positiva. Algo que até nem é costume acontecer com uma simples capa. No entanto, a arte deve representar a música, na minha opinião. E neste caso, posso dizer que a positividade da capa espelha a boa onda da música. Hard rock com um feeling positivo a mostrar o lado mais leve da música pesada – perdoem-me o paradoxo mas acho que percebem o que quis dizer. Mikael Erlandsson tem aqui nos Autumn’s Child o seu foco e podemos dizer que em nada há apontar em relação a esta opção. Uma boa surpresa já no início de 2020.

Fernando Ferreira

7 - Electric Mob – “Discharge”

Frontiers Music

Do Brasil, a Frontiers apresenta ao mundo os Electric Mob que trazem um sonzão ao qual não conseguimos fica indiferentes. A banda começa a sua carreira discográfica com um grande trabalho. Hard rock com a base no blues e com aquele feeling norte-americano meio southern, meio boogie mas com grande raça. São poucos os álbuns de hard rock que encontramos hoje em dia com este poder. “Discharge” é composto por grandes canções às quais não conseguimos parar de ouvir em modo “repeat”, nem mesmo as baladas – porque sabemos sempre que as vamos ter. Excelente surpresa e estreia.

Fernando Ferreira

6 - Espiral – “Cuando Vuelve El Sol”

Edição de Autor

Sabes aqueles álbuns que, quando os pões a tocar, dás por ti a pular, cantar, vivendo o momento como se estivesses num concerto? Este novo álbum dos Espiral é assim. “Cuando Vuelve El Sol” é o quarto álbum da banda, mas o primeiro com a voz de Alberto Mateos. Começa com “Arcanum” (“misterio” em latim), um tema instrumental que nos desperta a curiosidade para o que vamos ouvir, para o mistério que os Espiral nos prepararam. É um tema que nos conduz a uma nova dimensão, a algo interior, mas que desperta um sentimento de libertação, que termina com os passos de quem caminha para o futuro. O que se segue é puro Heavy Rock, uma bomba de adrenalina, de que já tínhamos saudades.

O tema “Cuando Vuelve El Sol”, o primeiro deste trabalho, é a abertura perfeita.  Voz de Alberto continua forte e melódica, como era há vários anos atrás e é pura energia. É impossível não começar a cantar à primeira audição, marcando o ritmo com o pé e abanando a cabeça. Podia dizer, de forma simples, que os seguintes oito temas são temas dos álbuns anteriores, com novos arranjos e uma versão de uma canção de Tharna. Mas é muito mais que isso. O que se segue são oito temas novos com letras de álbuns anteriores. Os arranjos realizados por Espiral transformaram os temas, que outrora foram mais nostálgicos, em música enérgica, roqueira e cheia de ritmo, sem perder o carácter melódico que sempre os caracterizou.

A bateria de António está mais forte e rápida que nunca, as guitarras de Luis e Jose conduzem-nos a sons mais pesados e o baixo de Rogelio é o pulsar de um álbum que se podia chamar “Vida” E chegamos ao último tema: “Una Noche Más”, versão de um original de Tharna, banda de culto de Ceuta (e da qual Alberto foi vocalista). E se “Cuando Vuelve El Sol” é a melhor abertura, “Una Noche Más” é a apoteose final. É a última da noite, a que se canta de olhar fixo na banda, a que a banda dedica ao publico, a que se deve repetir no encore! Atrevo-me a dizer que a versão é melhor que o original. Depois de ouvires, tens vontade de gritar: “Só mais uma”. É pouco e a única solução que tens é clicar no “repeat” e ouvir novamente.“Cuando Vuelve El Sol” é, sem dúvida, um excelente álbum de Heavy Rock, como não se fazia há muito tempo. E deixa-nos um grande desejo de mais!

Rosa Soares

5 - Blue Oyster Cult – “The Symbol Remains”

Frontiers Music

Já passaram quase duas décadas, e depois muitas e muitas tours, os BOC lançam um disco de originais, moderno e de inspiração temática de John Shirley, um dos principais pioneiros do Cyberpunk, com todos os ingredientes que os caraterizam e catapultaram para a fama como uma das bandas mais marcantes dos anos 70.

Os membros originais Donald ‘Buck Dharma’ Roeser e Eric Bloom são acompanhados por Richie Castellano na guitarra e teclado, o baixista Danny Miranda e o baterista Jules Radino e “The Symbol Remains” é manifestamente o trabalho de um grupo de músicos habilidosos, com uma propulsão punk conduzindo uma coleção bem elaborada de 14 temas cheios de energia e inovação.

Miguel Correia

4 - Alcatrazz – “Born Innocent”

Silver Lining Music

Decorria o ano de 1984 quando um amigo me gravou uma tape com “No Parole From Rock’N’Roll”, de 1983, dos norte americanos Alcatrazz. Acreditem que o meu deck quase que já sabia de cor as músicas que ali passam vezes sem conta, tornando esta banda umas das que mais idolatrei na época. Sem dúvida que ouvir temas como “Island In The Sun” e “Hiroshima Mon Amour”, tema de natural sucesso pelo Japão, era algo único para um adolescente em fase de descoberta de sons mais rockeiros.

Hoje, é um privilégio fazer uma review de uma das bandas que mais me marcou e ter “Born Innocent” o mais recente trabalho, desde 1986, na minha playlist é algo de indescritível. Então, ao lado de toda a habilidade vocal de Graham Bonnet, vocalista e fundador, este trabalho fica marcado, digo isto com muita alegria, pelo regresso de Jimmy Waldo e Gary Shea, ambos membros originais que assim retornam a casa, contribuindo assim para fazer deste “Born Innocent” um marco muito importante na vida dos Alcatrazz.

De resto, é simples: muito hard rock pesado, com muitas melodias, tocado com muita garra e contando ainda com um desfile de colaborações especiais muito interessantes e que só uma marca como esta poderia congregar nesta altura. Assim, temos Chris Impelliteri, que escreveu e tocou todas as guitarras ena faixa “Born Innocent”, Bob Kulick que escreveu e tocou em “I Am The King”. O virtuoso da guitarra japonesa Nozomu Wakai que compos e tocou guitarras na ode guerreira irlandesa intitulada “Finn McCool” e Steve Vai que escreveu “Dirty Like The City”. De salientar ainda que “Something That I Am Missing” e “Warth Lane” foram escritos pelo guitarrista italiano Dario Mollo em parceria com o baixista dos Riot, Don Van Stavern, que tocou baixo na faixa título e em “Polar Bear”, “Finn McCool”, “London 1666”, “Dirty Like The City” e “Paper Flags”. Mas a coisa não se fica por aqui pois ainda temos a composição e o trabalho de guitarra de D. Kendall Jones em “We Still Remember” e até mesmo um solo rápido de outro convidado que foi Jeff Waters dos Annihilator ”Paper Flags”. Pronto, aberto o apetite, desfrutem, porque o disco é mesmo muito bom!

Miguel Correia

3 - Something On 11– “Something On 11”

Edição de Autor

Tenho um fraquinho por joint ventures. Sei que esta coisa das super bandas envelheceu rápido – culpa também por ter – sido aproveitado até à exaustão – mas é algo que sempre apreciei. Não posso dizer que esta joint venture entre Jen Majura e Alen Brentini não fosse propriamente uma pela qual aguardasse com ansiedade. Não sou particular fã de Evanescence e apesar de apreciar o trabalho de Brentini com nomes como Ritchie Kotzen e Mike Terrana, não posso dizer que seja um seguidor acérrimo da sua obra. Alguma vez isso tinha de mudar, com este álbum ambos os talentos da guitarra unem-se para trazer uma forte vibe hard’n’heavy tradicional com um excelente bom gosto e sobriedade na forma como a guitarra é tratada. Este será sem dúvida um dos discos de hard rock do ano!

Fernando Ferreira

2 - Gotthard – “#13”

Nuclear Blast

Os mestres do hard’n’heavy suiço está de volta com o décimo terceiro álbum, como é fácil antever pelo título. Esta é uma banda verdadeiramente batalhadora. Não só vem de um país que não tem grande tradição no género (embora seja uma mina de bandas emblemáticas da música pesada) como iniciou carreira numa altura particularmente difícil para o estilo que praticam. Perderam o emblemático vocalista Steve Lee em 2010 mas ainda assim encontraram força para continuar, sendo que este é já o seu quarto trabalho de originais desde então. Conjunto de músicas raçudas, melódicas e onde até nem falha os temas mais melosos, mas que são bem conseguidos. Sem nada a provar mas ainda com muito para rockar. Para quem gosta do estilo, um trabalho recomendado. Para quem gosta da banda, obrigatório.

Fernando Ferreira

1 - H.E.A.T. – “H.E.A.T. II”

earMusic

Que grande regresso. Os H.E.A.T. estão de volta e estão de volta em grande. E também num acto de confiança em que a banda produz por ela própria a sua música. Som poderoso e um rockão clássico que nos faz pensar que a boa música, seja de que género for, é mesmo imortal. “H.E.A.T. II” traz de volta todos os melhores momentos da década de oitenta que não chegámos a experienciar, com um som e abordagem moderna. É daqueles álbuns em que não temos um momento fraco, do início ao fim, o que é algo assinalável. É um vício que não vamos largar tão cedo. Definitivamente.

Fernando Ferreira

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