WOM Tops – Top 20 Rock Albums 2020​

WOM Tops - Top 20 Rock Albums 2020

É aquela altura do ano. Considera-se inaugurada a época dos tops, a época em que temos muito gosto em olhar para trás, em cada um dos géneros e fazer um balanço sobre as melhores propostas que passaram pela nossa mesa de trabalho. E como sempre, começamos pelo rock, por onde tudo começou.

20 - Licantropy – Extrabiliante

2020 – Go Down Records

Após uma bela introdução, temos uma banda que mostra uma grande carga do Classic Rock como Deep Purple (na fase Blackmore) e Rainbow. Gostei muito dos teclados e o mais interessante é pitadas de Surf Music no trabalho. Tem algumas músicas que trazem a marca da banda The Doors. A gravação de forma proposital para marcar a vibe dos anos 70 no estilo da banda. Um ótimo disco para se divertir e tocar nas festas!

Carlos Lichman

19 - Boys From Heaven – “The Great Discovery”

Mighty Music

Ao ler a press release da banda, que nos diz, “O espírito dos anos oitenta, capturado num estúdio moderno…”, não poderia estar mais de acordo, pois estes rapazes que vem do céu dinamarquês, surpreendem-nos com um som rockeiro, muito limpo, sem grandes artefactos, com excelentes harmonias, que num todo soam bem cool! A coisa por momentos ultrapassa a barreira quando a alegria toma conta das composições e nos contagia de forma muito fácil, sendo alguns dos solos a cereja no topo de bolo, pois os Boys From Heaven, conseguem algo cheio de personalidade. É daqueles nomes que gostava de poder um dia ver ao vivo!

Miguel Correia

18 - Lionville – “Magic Is Alive”

Frontiers Music

Quarto trabalho dos Lionville e mais do mesmo: muita, muita qualidade em todos os níveis, tornando-os, na minha opinião, numa das melhores bandas do momento dentro do género.

Stefano Leonetti está de parabéns pelo sucesso obtido, pela arte e maestria com que compõe cada uma das músicas dos seus Lions… mas também pela escolha de Lars Safsund para a voz, aqui o homem dá conta do recado de que maneira, pois revela-se um mestre cheio de qualidades vocais que encaixam quem nem uma luva no som da banda.

“Magic Is Alive” é sem dúvidas uma referência sofisticada de rock melódico, com todos os elementos da sua sonoridade elevados ao ponto mais alto.

Miguel Correia

17 - Wishbone Ash – “Coat Of Arms”

SPV / Steamhammer

Quando vi este diz para ouvir, perguntei para mim mesmo, o quê, os Wishbone têm um novo disco?

A curiosidade aguçou e foi dos primeiros que coloquei em rodagem para fazer a minha parte, uma vez que a surpresa foi enorme, uma vez que naquela que foi a celebração dos 50 anos de carreira as coisas teimaram em não acontecer com a banda original, mas nem por isso Andy Powell, guitarrista e vocalista desistiu do seu rumo.

“Coat Of Arms”, abre com um tema bem inspirador nestes momentos, “We Stand As One”, é daquelas malhas que soa muito em contraste com aquilo que foi o caminho seguido nos últimos lançamentos da banda. É uma faixa alegre, que rola em riffs bem agradáveis e dentro da linha clássica da banda.

Não sendo um disco excecional, “Coat Of Arms” é bom, aliás é muito bom e espero que seja o farol que vai trazer novamente a banda aos dias de glória.


Miguel Correia

16 - Derek Fresquez & Cuttin The Chord - "Something to Lose"

Edição de Autor

É sempre bom ouvir aquele som de guitarra stratocaster com o canal do amplificador saturado! Mostrando que uma boa guitarra Blues se grava direto em um amplificador valvulado!! Derek Fresquez & Cuttin The Chord traz toda a influência de SRV, Garry Moore e muitos outros mestres que são marcantes no estilo. As vezes o vocal soa um pouco forçado, mas não podemos tirar o valor do trabalho. Aconselho aos amantes da guitarra Rock/Blues!

Carlos Lichman

15 - Pink Pussycats From Hell – “Hell Niña”

Raging Planet 

Os tarecos cor-de-rosa dos infernos estão de volta e como sempre trazem consigo aquele rock visceral e cru que tanto adoramos que façam. Como sempre, simplicidade – continuamos a falar de um duo – que o passo máximo dão a respeito de complicar um pouco mais é de ter harmónica no tema “Hellvis”. Ah e a propósito da tradição, os temas começados por Hell também continua em grande. Sem grande esforço, este é um dos álbuns rock que se vai tornar viciante aqui na WOM, com a esperança de poder comprovar ao vivo o poder destes temas – já comprovámos alguns como “Hellvas” e garantimos que a energia é irresistível.

Fernando Ferreira

14 - Mother’z Boyzz – “Pink Cadillac”

Vringsbröck Records

Para mim isto é que é o rock com aquele feeling puro. O rock que nos aponta para o deserto norte-americano. Para toda aquela mística que nos foi incutida em muitos filmes e séries de televisão. Sempre com um pé no blues e com outro no rock’n’roll, este cadillac cor-de rosa até pode ferir a vista, mas se fecharmos os olhos, parece que estamos de volta aos tempos em que este tipo de coisa parecia estar confinada ao nosso imaginário. Muito groove, guiado por uma voz rouca carregada de whiskey e músicas que vão de encontro aos lugares comuns desse tal imaginário. Por acaso até era mesmo isso que queríamos.

Fernando Ferreira

13 - Mike Tramp – “Second Time Around”

Mighty Music

O regresso depois de “Stray From The Flock” vem agora “Second Time Around”. A saga continua, pois, ao ouvir estes dois trabalhos mais recentes do dinamarquês Mike Tramp, conhecido pelo seu trabalho nos White Lion e mais tarde em Freak Of Nature, rapidamente nos sentimos contagiados pela paixão de Mike por aquilo que faz na música e com as suas músicas. Não me vou esquecer de “When The Children Cry” e certamente não me vou esquecer tão cedo de “All Of My Life”, “The Road”, “Between Good And Bad”, “Highway”, temas que fazem parte do alinhamento deste brilhante disco e que serve para perceber que quem sabe nunca esquece e acima de tudo Mike Tramp é um músico com uma capacidade criativa inesgotável e que sempre admirei.

“Second Time Around” é o mais uma pérola a acrescentar ao seu catálogo solo e a enriquecer o legado de Mike.

Miguel Correia

12 - The Night Flight Orchestra – “Aeromantic”

Nuclear Blast Records

Já é sabido, pelo menos da nossa parte, quando temos um álbum dos The Night Flight Orchestra, que há a expectativa que esse seja excelente. Expectativas cumpridas e até superadas. “Aeromantic” (bom jogo de palavras) é mais um álbum de rock nostálgico, que nos faz regressar à década de oitenta. Mas é um regresso sem cheiro de bafio ou sequer forçado. Desde o primeiro dia que a banda tem este tipo de abordagem e desde então que resulta, não seria de esperar que mudassem agora. Mas o curioso é que, nem era expectável nem tão pouco desejável, porque qualquer fã dos The Night Flight Orchestra sabe o que vai esperar. Claro que há aqui e ali um momento mais pop, como “Curves”… mas é pop da década de oitenta, o que é logo outro nível totalmente diferente. No geral, talvez este álbum não seja tão contundente como os anteriores mas o impacto continnua a ser positivo na mesma, e a excelência continua cá, ou seja, vício para os próximos tempos..

Fernando Ferreira

11 - Her Name Was Fire – “Decadent Movement”

Raging Planet 

Regresso em grande, explosivo mesmo. O duo português conhecido como Her Name Was Fire não tinham que nos provar nada, já estávamos rendidos à sua música com a estreia “Road Antics” que foi para nós um dos destaques do ano na nossa lista de melhores trabalhos de 2017. Não tem nenhum momento fraco e continua a ser a nossa melhor definição para o que entendemos ser rock. Ainda mais que a estreia, este é um conjunto de canções que não se esgota facilmente. Correcção, não se esgota! De todo! Vício garantido e um forte canditado a álbum rock de 2020!

Fernando Ferreira

10 - Wayward – “Wayward”

This Charming Man Records

Quatro rapazes de Leipzig, na Alemanha (dois dos quais também fazem parte dos Deathrite), fundaram uma nova banda chamada Wayward! Com o intuito de tocar rock’n’roll, daquele sujo, rasgado, pesado e com o cunho sagrado do estilo Motörhead, os Wayward abrem alas pela multidão que os espera avidamente com o peso de “Midnight Blood”, tema que abre as hostilidades e que nos dá a reconhecer instantaneamente o seu amor pelo hard rock e pela NWOBHM. É, assim, um disco forte nesse sentido debitando riffs sem pudores, sem grande variedade para os nossos ouvidos, mas sem dúvida alguma do melhor que ouvi neste punhado que tinha para review.

Miguel Correia

9 - Vestal Claret – “Vestal Claret”

Edição de Autor

Os Vestal Claret não são a vossa proposta típica de doom metal. Definitivamente. Aliás, até o termo doom… confesso que tive uma luta interna para o colocar aqui porque definitivamente vai levar-vos a ter uma expectativa tiva que nunca poderá ser correspondida. Tanto na parte do doom como na parte do metal – inclina-se muito mais para o rock. Com uma feeling melancólico único e com uma efectividade a igualar – se duvidam, ouçam a “Sorrow” – este é um disco que poderá começar com uma solidão e acabar por vos conquistar. Sem qualquer problema.

Fernando Ferreira

8 - Brkn Love – “Brkn Love”

Spinefarm Records

Estreia discográfica desta aventura do jovem Justin Benlolo, canadiano que tem um talento muito forte,isto a avaliar pela qualidade deste álbum. Temas aqui um rock com grande raça – aquela “Shot Down” é uma coisa do outro mundo à qual não conseguimos ficar indiferentes. Nem nós nem o pessoal no Canadá que colocaram o tema em sexto nas tabelas rock. Há por aqui uma simplicidade desarmante que nos relembra das coisas simples da vida no reino do rock. Por vezes só é preciso rockar com alma, e não ficar preocupado com ganchos de cinco em cinco minutos, ou com vídeos para encher o olho – ouvimos com os ouviodos e não com os olhos. Ficámos fãs.

Fernando Ferreira

7 - Supersuckers – “Play That Rock’n’Roll“

SPV/Steamhammer

Já tinha ouvido falar deles e bem! Fiquei curioso quando recebi este disco para review, foi dos primeiros a saltar para o meu leitor e que me acompanhou por algum tempo, pois “Play That Rock’n’Roll” é um disco daqueles que “cola” com facilidade, uma vez que há por aqui riffs e refrões ao bom velho estilo que lhes garante que o pessoal fique fácil e energicamente a baloiçar com estas malhas. Se “Ain’t Gonna Stop” abre de forma arrasadora todo o restante disco é muito forte e ok, só tenho bem a dizer disto! Viva o Rock!!!

Miguel Correia

6 - Dead Lord – “Surrender”

Century Media Records

A primeira coisa que apetece dizer depois (ou mesmo durante) de ouvir este álbum uma única vez é: “o rock está morto uma ova!” Nunca se apresentou ele tão puro e tão descomprometido. Claro que todos sabemos que o esta afirmação acerca do estado vital do género se deve se temos ou não propostas de qualidade e sim se o mesmo é popular. Talvez nunca seja tão popular como foi e sabem que mais? Não é preciso. “Surrender” é o quarto álbum dos Dead Lord e não há previsões que se torne uma das coisas mais desejadas em termos comerciais mas isso não o impede de ser um dos álbuns que mais vício provoca para quem é sensível às coisas boas e simples da vida, como a junção da voz a uma bateria, baixo e, claro, guitarra.

Fernando Ferreira

5 - Grumpynators – “Still Alive”

Mighty Music

Yeahhhhhhh! Bem, este disco é daqueles que te deixam bem disposto por dias! Verdade, por dias, porque não consegui parar de o ouvir. Surpresa total! Mas vamos lá falar dos dinamarqueses de nome esquisito, Grumpynators…com um som onde se pode reconhecer desde a inspiração country, ao punk, ao heavy-rock rigorosamente bem executado, cheio de adrenalina, que nos faz saltar em cada batida, muito alegre e contagiante. Ao ouvir a faixa de abertura, “Still Alive”, a banda abre-nos a porta do seu mundo e a mensagem é deveras poderosa para os fans: eles estão vivos e bem vivos! Tudo rola de forma perfeita até à ultima faixa, “Back On The Road”, algo que neste momento não é de todo possível, mas a intenção é a de deixar a sua marca por onde passarem. “In your face, in your mind!”

Miguel Correia

4 - Blues Pills – “Holy Molly”

Nuclear Blast

Quatro anos. Irra que o tempo passa muito rápido mas há sempre um vazio quando durante esse furacão imparável que é o tempo quando não temos música nova por parte dos Blues Pills. O terceiro álbum, este “Holy Moly”, que foi adiado por uns tempos, está finalmente cá fora e é bem melhor do que esperávamos. Não é que “Lady In Gold” tivesse sido um mau disco, que não foi. Apenas nos pareceu que afastou a banda um bocado daquela matriz que foi o álbum auto-intitulado. Ou seja, do rock vintage mas cheio de alma. “Holy Moly! Também não é um passo atrás, muito pelo contrário, sente-se que a banda reecontrou-se a ela própria e aprofundou as suas raízes. E a voz de Elin Larsson assombradora, como sempre. Tudo junto dá-nos música intemporal e mágica. Fantástico!

Fernando Ferreira

3 - Jessica Wolf – “Para Dice”

Metalopolis Records

Já tinha gostado de “Grounded” e por isso foi com enorme expectativa que coloquei este novo trabalho de Jessica Wolf em audição e claro, não desiludiu. Música moderna, pura, ousada, poderosa e cativante. A voz é simplesmente sensacional mágica, cheia de atitude, e “Para Dice” é um disco com muitas músicas sólidas, rasgadinhas, com aquela energia rockeira, traduzida em estilos e acompanhamentos diferentes, riffs metal, rock e a finlandesa está de regresso pela porta grande!

Miguel Correia

2 - Bloody Heels – “Ignite the Sky”

Frontiers Music

Um disco rockeiro, genuinamente inspirado e inspirador é a mais recente proposta dos alemães Bloody Heels! “Ignite The Sky” vem cheio daquelas malhas dos brilhantes anos 80 que tanto marcaram uma geração, cheias de energia, melodia e que em outros tempos iria facilmente fazer parte dos tops musicais em todo o lado, pois é composto por um conjunto de temas que facilmente entram no ouvido do mais resistente, com uma produção moderna de alta qualidade que lhes dá um apelo atemporal. Rock de arena, de fazer saltar audiências é disto que o mundo precisa!

Miguel Correia

1 - Pain City – “Rock And Roll Hearts”

Massacre Records

Da Noruega e cheio de energia chegam os Pain City, que trazem debaixo do braço um disco puro rock’n’roll com elementos hardcore punk e por momentos fechando os olhos e centrando a audição no lado instrumental vem um cheirinho a Motorhead.É o terceiro disco da banda, sempre a abrir, cheio de estilo, power e nitidamente preparado para ser tocado ao vivo.No final vem o prémio para uma versão bem conseguida de “99 Luftballons” de Nena, lembram-se dela? Ah eu lembro! Grandes malhas que por aqui vão!!!

Fernando Ferreira

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