Road To Vagos – Ignea

É inegável a riqueza do cartaz do Vagos Metal Fest mas aquilo que valorizamos mais, além da óbvia e necessária aposta nas bandas nacionais, é a coragem de trazer algumas bandas que não são propriamente badaladas no underground mas cuja a sua qualidade fala mais alta. Nesse aspecto poderemos encarar os Ignea com uma banda que se encaixa perfeitamente nessa categoria. Em termos sonoros, a banda também tem um espectro tão diverso como peculiar e único. Se por um lado têm uma sonoridade que os encaixa nas tendências mais modernas como também têm um som mais refinado onde as sonoridades sinfónicas, orientais e progressivas se juntam para criar algo bastante único.

Mas quem são os Ignea afinal?

Vindos da Ucrânia, a história dos Ignea começou em 2011, quando ainda se chamavam Parallax. A sua sonoridade notabilizou-se pelo uso dos elmentos orientais, num contexto progressivo. “Sputnik” foi o seu primeiro lançamento em 2013. Abaixo poderás conferir todo o seu poder:

Ainda antes da mudança de nome, a banda viria a lançar um single “Petrichor” que contou com um dos seus grandes heróis – Yossi Sassi, que na altura era guitarrista dos Orphaned Land, uma referência e influência para a banda. Sassi tocou bouzoukitara e o solo de guitarra no tema em questão que podes ouvir abaixo.

A mudança de nome deu-se então em 2015 e o primeiro sinal de vida foi o lançamento de um single, chamado “Alga” que também era a designação de um chamado de guerra do povo da Crimeia. Foi uma canção que contribuiu para o esforço feito na defesa da Crimeia pelo seu próprio povo e resistentes.

Esta canção foi o primeiro original que uma banda ucraniana gravou com uma orquestra sinfónica completa. O vídeo tornar-se-ia em algo viral, conseguindo obter um milhão de visualizações no YouTube até ao final do ano (actualmente tem mais de quatro milhões). Associado também ao vídeo, a banda lançou no seu canal do YouTube uma versão sinfónica por parte dos Xes Dreams do tema “Sputnik”.

No final de 2016, os Ignea abririam para Orphaned Land em Kiev, no seu próprio país, num período em que estavam já a trabalhar no seu álbum de estreia que seria lançado em Fevereiro de 2017. “The Sign Of Faith” é um trabalho muito forte, continuando a tradição das melodias do Médio-Oriente assim como o peso mais associado ao death metal e death metal melódico. Aliás, a parte da melodia e o aspecto sinfónico foi sem dúvida uma das suas características mais importantes.

Como single do novo álbum, o primeiro destaque terá que ser o vídeo do tema “Şeytanu Akbar”, uma poderosa mensagem anti-terrorista. Apesar do título algo provocante do título da música – traduzido lê-se algo como “Satanás é grande”, a intenção da banda é de espalhar a mensagem de paz. Segundo os próprios “tudo o que queremos dizer é que não existe nenhuma causa razoável para mantar outras pessoas, seja por príncipios políticos, de fé ou morais. Falamos principalmente de terrorismo islâmico nesta canção, como uma das pragas sociais do século 21, que leva muitas vidas inocentes. Contudo, isto também se aplica a todos os humanos na terra, independentemente da sua religião”.

2017 foi um ano intenso de actividade para a banda, a promover o álbum através de concertos e festivais na Ucrânia, inseridos na “The Tour Of Faith”. Seguiram-se mais vídeos, desta feita ao vivo sendo que o primeiro foi para “Alexandria”, registado em estúdio que poderão ver abaixo e ainda vídeos ao vivo, registados no festival The Black Sea Metal

O reconhecimento dentro do seu próprio país chegou pela nomeação para o prémio de melhor banda metal ucraniana e por entrar no top 3 das melhores bandas metal no país.

No ano seguinte, a banda saíria das fronteiras do seu país para integrar uma digressão em conjunto com os Ill Disposed, Shade Empire e Soulline, passando por país como Alemanha, Aústria, Bélgica e Holanda, acrescentando ainda  passagens pela Eslováquia, Républica Checa, Lituânia e França. Em Setembro, a banda lança mais um single, “Queen Dies”, com a realização de arte entregue a Maria Goruliova.

A actividade em cima dos palcos não abrandou na recta final do ano passado, com a banda a integrar a digressão Female Metal Voices, que tinha como cabeças-decartaz as Butcher Babies e Kobra And The Lotus. Actualmente os Ignea estão a trabalhar no seu segundo álbum de originais por isso é expectável que tenhamos algum material novo a surgir no palco de Vagos, onde a banda certamente dará um grande concerto.


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