Road To Vagos – Týr

Týr são um dos grandes nomes do power metal neste festival e sem dúvida que a banda das Ilhas Faroé tem um historial de boas recepções no nosso país. Tudo começou com Heri Joensen quando este se encontrou em Copenhaga com um velho colega de uma banda anterior, Kári Streymoy numa festa. Joensen conseguiu convencer, com algum custo, Streymoy a fazer umas jams com ele e pouco depois outro ex-colega, o baixista Gunnar H. Thomsen expandiu o duo para um trio. Juntaram-se Jón Joensen (irmão de Heri) nas guitarras e Pól Arni Holm na voz. O resultado foi a primeira demo, no ano 2000. Jón não ficaria muito tempo e o quarteto gravaria o seu álbum de estreia com o título “How Far To Asgaard”

Este primeiro álbum é nitidamente um trabalho ingénuo e reflexo de uma banda ainda à procura da sua identidade. O foco era definitivamente o power metal com toques de folk e a apetência para elementos progressivos já eram evidentes, mas “How Far To Asgaard” mostrava uma banda influenciada em grande parte pelo doom metal, com os temas a rondarem o midtempo. Apesar de ser apenas uma sombra daquilo que a banda se iria transformar, as peças principais estavam lançadas principalmente a componente da mitologia nórdica e da inspiração pela música folk local. Mas o elemento agregador seria mesmo o metal, como um todo. A orimeira casa da banda foi a editora também das ilhas Faroé, Tutl Records. Seria também por esta editora que seria lançado o segundo álbum da banda e aquele que os fez chegar em definitivo à atenção do mundo do metal

Falamos claro excelente e marcante “Eric The Red”. Após algumas mexidas na formação, com a entrada de Terji Skibenæs para as guitarras e a saída de Pól Arni Holm, que deixou Heri Joensen encarregue também da voz além da guitarra. Esta decisão foi provavelmente a grande reviravolta na sonoridade da banda. A vertente doom foi colocada de parte em detrimento da progressiva e o resultado é um dos grandes álbuns da banda, mas isso também é redundante a falar da discografia dos Týr. Tendo em conta que foi lançado pouco mais de um ano da estreia, não deixa de ser um feito. O seu sucesso foi tal que a Napalm Records mostrou-se interessada em trabalhar com eles. Três anos depois estava disponível o primeiro fruto dessa união – “Ragnarok”.

“Ragnarok” tinha letras em duas línguas (feroês e inglês) ao contrário das três do álbum anterior (onde também tinha canções cantadas em dinamarquês. “Ragnarok” consegue marcar uma ascendência positiva na qualidade, com a ambição da banda em querer fazer um álbum conceptual a resultar em pleno. Apenas dois anos depois, lançariam “Land” em 2008, um trabalho que não teve o impacto esperado entre parte dos fãs e da crítica, acusando a banda de ter chegado a um beco sem saída (aparente) em relação à criatividade. No que nos diz respeito e apesar de não ser tão forte como o anterior, não deixa de ser um trabalho sólido.

Um ano depois, a banda voltava com um mais aclamado “By The Light Of The Northern Star” que continua a elevá-la para níveis de popularidade cada vez mais elevados, sem no entanto esquecer a forma como também conseguem misturar power metal, metal progressivo e folk de uma forma completamente natural, para não dizer genial. As digressões e sucesso deste álbum fez com que a espera para o próximo trabalho fosse um pouco mais elevada, mas todos diriam que essa espera foi bem empregue: “The Lay of Thrym”

“Flames of The Free” é sem dúvida um destaque assim como a “The Shadow Of The Swastika” que teve como inspiração as acusações que a banda sofreu de estarem associadas à extrema direita, pelo uso de simbologia pagã e ancestral apropriada pelo movimento nacional socialista. Um álbum brilhante onde a banda consegue conjugar todas as suas melhores características. De salientar também as covers que fizeram dos Black Sabbath com “I” e dos Rainbow com “Stargazer” num duplo tributo a Ronnie James Dio.

A banda sofreria a primeira mudança de formação em anos, com a saída do baterista Kári Streymoy, sendo que no próximo álbum a banda gravou com o grego George Kollias como músico de sessão. Esse álbum foi “Valkyrja” que recuperou alguma da veia mais épica que “The Lay Of Thrym” não possui. Críticos e fãs gostaram inclusive os fãs portugueses que estiveram presentes nas duas passagens da banda no nosso país, primeiro em 2014 a abrir para Sabaton no Hard Club e depois em nome próprio em Setembro de 2016, no RCA Club.

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O sucesso do álbum e as digressões extensivas fizeram com que a banda e principalmente Heri precisasse de algum tempo para se concentrar na composição e quebrasse o triturador ritmo de gravações – digressões. Além disso a banda, que já tinha encontrado em Tadeusz Rieckmann um baterista permanente, viria a sofrer mais uma saída inesperada das suas fileiras. Terji Skibenæs decidiu abandonar a banda por ter perdido o interesse com a música que os Týr faziam garantindo no entanto que não havia qualquer tipo de dramas entre ele e os ex-colegas. Para o seu lugar foi chamado Attila Vörös, ex-músico de sessão para tocar ao vivo com Nevermore, Satyricon, entre outros. O álbum saíria este ano e é um dos destaques para 2019 dentro do espectro do power metal progressivo.

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“Hel” será obviamente um destaque na actuação da banda no Vagos Metal Fest. Para saberes mais consulta a nossa edição de… Todos os vikings estão convocados então para o dia 9 de Agosto, para prestar vassalagem aos guerreiros nórdicos.

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