WOM Electric Eye – Inhuman Architects – “Interplanetary Suffering”

Recentemente, Fábio Azevedo, Fábio Infante, Emanuel Carmo, Luís Almeida e Marcus Reis juntaram-se para criar a banda Inhuman Architects, banda que se define como algo entre o Deathcore e o Death Metal, mas também não vinca isso como sonoridade exacta na sua descrição. Entretanto estrearam-se com o lançamento deste single “Interplanetary Suffering”, como forma de apresentar a linha sonora para o seu futuro álbum, o de estreia. Vamos então lançar o nosso “Electric Eye” ao vídeo do tema em questão, começando pela cena de abertura.

Assim que começa o vídeo, vemos um homem a conduzir de noite, num local qualquer perdido por aí. De repente luzes fortes e o homem pára a viatura para tentar vislumbrar o que está perante si. Está dado o mote para o videoclipe:  vamos ver certamente Aliens. Eis que a tela é inundada por uma luz brilhante e passamos à cena seguinte, com a banda em palco a fazer headbang e a tocar a “Interplanetary Suffering”. As cenas da banda a tocar são intercaladas com imagens do homem não identificado deitado numa mesa, coberto de símbolos estranhos e com um grupo de algo que podemos descrever como seres de outro mundo, que, sobre o homem, dedicam-se a fazer uma espécie de ritual. No final, vemos novamente o homem, desta feita deitado no chão e que, ao acordar, não sabe se foi um sonho ou real a experiência.
O videoclipe é simples e eficaz, que, com uma edição de luxo e a mensagem que pretendem transmitir perfeitamente percebível, tem um alto impacto. Quanto ao tema em si, destaque para os riffs de guitarra, ora pesados e lentos, ora mais rápidos. Som bem pesado, sente-se bem a influência do death metal mais tradicional. O baixo neste single não teve muito protagonismo, mas não deixou de se fazer sentir aqui e ali. A bateria sim, impiedosa e acutilante, fez-se ouvir em alto e bom som. O tema em si mostrou-se dinâmico, tendo variações rítmicas de fazer bater o pé e abanar a cabeça.
Vocalmente falando, Fábio entregou aqui dois registos vocais, que quase me fizeram acreditar que eram dois vocalistas e não um só, o que é testemunho para o seu alcance vocal. O seu gutural continua profundo e demoníaco, mesmo característico do Death, seja Metal ou Core. Surpreendeu-me o registo alto, quase a lembrar as vocalizações black metal, mas muito bem inseridos no tema em si. Conseguiu imprimir a emoção necessária em cada altura especifica do tema, se forem atentar na letra. Um sólido 9 em 10. Parabéns à banda, agora ficamos a aguardar a continuação, daqui para a frente queremos tudo sempre a subir.
A nível de equipa técnica, o som foi gravado nos Fatsound Productions e Titanforged Productions, sendo nestes últimos também misturado e maasterizado. A filmagem e edição esteve a cargo de Luís Rangel e Lucas Jr, com realização de Fábio Infante. Esta foi uma apresentação que revela cuidado e também arrojo por parte da banda, numa banda que nos deixa atentos em relação ao seu futuro
Texto por Sabena Costa

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