WOM Perfil – Luis Zapater (Espiral)

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O que me proponho aqui contar, através deste artigo, é uma espécie de viagem ao interior de Espiral, uma banda com 15 anos de existência e composta por cinco homens maduros, com um passado musical e um percurso conhecido, quase em exclusivo por Ceuta. E não o vou fazer de forma jornalística (até porque não sou jornalista), mas de uma forma mais informal e até pessoal. Num momento em que o convívio se encontra tão limitado, proponho que venham até este espaço musical, onde vos vou contar o que sei sobre os Espiral. Podem conferir a biografia aqui. Hoje continuamos com o guitarrista, Luis Zapater – 56 anos.

Por Rosa Soares

Luis Zapater, bacharel em Biblioteconomia, trabalha na Biblioteca Pública de Ceuta, é casado e tem dois filhos. Nascido no seio de uma família tradicional de classe média, é um dos membros fundadores de Espiral. Mas antes, já Luís tinha dado a Ceuta muita música. Despertou para a música com 10 anos, por influência do irmão, que nessa altura escutava o “Made in Japan” dos Deep Purple. E foi por influência também do irmão, que conheceu as bandas que mais o influenciaram, para além dos Deep Purple: Dio, Iron Maiden, AC/DC, Queen, Whitesnake, entre tantas outras. A guitarra não foi uma escolha ponderada, mas consequência do seu gosto pelos riffs (que assume ser a parte que mais gosta das canções) e porque recebeu de presente uma guitarra espanhola.

É um dos fundadores da primeira banda de heavy metal em Ceuta – os Parking, nascidos da separação da banda Express, da qual também era guitarrista. Após a saída dos Parking, formou os Leyenda Negra e, entretanto, embarca numa aventura, longe do heavy rock, e grava um LP com Javier Marcos y Rigby 416. De seguida, e um pouco à semelhança dos outros elementos fundadores de Espiral, Luís afasta-se da música, devido a uma certa decepção que se foi instalando. Forma família e mantém-se afastado dos palcos até à formação de La Taberna de Moe, nos inícios da década de 2000, confessando que sentiu falta da dinâmica dos ensaios e de estar em palco. Durante a sua actividade, na década de 80, havia em Ceuta, uma grande actividade metaleira, tendo Luís chegado a tocar para audiências de 2000 pessoas… estar afastado dessa adrenalina é algo que deixa saudades.

Luís é um daqueles casos de inspiração, motivação e superação. Apesar da sua deficiência na mão direita, nada o impediu de prosseguir com todas as actividades que sempre desejou realizar. Desafiou-se e questionou-se a si próprio sobre o porquê de não poder tocar guitarra, conduzir motas, tirar a licença de porte de armas… contra o desencorajamento externo há que ter força e superação internas. Estabeleceu um desafio de três etapas: aprender a tocar guitarra, formar um grupo e gravar um álbum. Com 6 álbuns e uma maqueta gravados, parece que não se saiu nada mal! Um segredo sobre a sua técnica? Toca sempre com o mesmo modelo de palhetas.

Quando algo não lhe interessa, desliga-se e refere que por vezes é preguiçoso. Para alguém que nasceu num domingo de manhã, bem cedo, não acreditamos muito na preguiça… e não o será, por certo, quando o tema é música ou tiro desportivo, desporto que pratica com dedicação.

Ídolos? Sim tem vários. Tal como ele próprio refere é impossível nomear um sem que outro lhe surja no pensamento, mas destaca Freddy Mercury.

Actualmente ouve vários estilos de música, do rock ao blues, com grande destaque para o heavy e preferindo os formatos físicos. Ouve também os seus próprios álbuns, mas refere que fica “com um amargo de boca”, pois encontra sempre onde pudesse ter feito diferente ou melhor. Exigente, este Luís, que nos confessou que se sente “alucinado” com o momento actual da banda: “Nunca pensei que pudéssemos abarcar tantos países (embora tu tenhas muito a ver com isso).  Creio que me escapa um pouco, porque dia sim, dia sim, aparecemos na imprensa, em rádios …  enfim, imagina-te super surpreendido. De há um ano para cá mudou da noite para o dia. É alucinante tudo o que se está a passar, e excepto o Sars-CoV2, é maravilhoso.

Quando lhe perguntei o que gostaria de ver escrito na sua biografia respondeu, com aquele sorriso de menino que o caracteriza: “que estou a viver um dos meus melhores momentos musicais ou, aprofundando mais as relações pessoais, que a banda é realmente um grupo de amigos”


ESP

Lo que propongo contar aquí, a través de este artículo, es una especie de viaje al interior de Espiral, una banda con 15 años de existencia y compuesta por cinco hombres maduros, con un pasado musical y una trayectoria conocida, casi exclusivamente por Ceuta. Y no lo voy a hacer de forma periodística (porque no soy periodista), sino de forma más informal y hasta personal. En un momento en el que socializar es tan limitado, te propongo que vengas a este espacio musical, donde te contaré lo que sé sobre Espiral. Puedes ver la biografía aquí. Hoy continuamo con su bajista, Luis Zapater – 56 años.

Luis Zapater, licenciado en Biblioteconomia, trabaja en la Biblioteca Pública de Ceuta, está casado y tiene dos hijos. Nacido en una familia tradicional de clase media, es uno de los miembros fundadores de Espiral. Pero antes, Luís ya le había dado mucha música a Ceuta. Se despertó con la música a los 10 años, influenciado por su hermano, quien en ese momento escuchaba “Made in Japan” de Deep Purple. Y también fue influenciado por su hermano, quien conocía las bandas que más le influenciaron, además de Deep Purple: Dio, Iron Maiden, AC/DC, Queen, Whitesnake, entre muchas otras. La guitarra no fue una elección meditada, sino consecuencia de su gusto por los riffs (que asume es la parte que más le gusta de las canciones) y porque recibió una guitarra española de regalo.

Es uno de los fundadores de la primera banda de heavy metal de Ceuta – Parking, nacida de la separación de la banda Express, de la que también fue guitarrista. Tras dejar Parking, formó Leyenda Negra y, mientras tanto, se embarca en una aventura, alejándose del heavy rock, y graba un LP con Javier Marcos y Rigby 416. Luego, y un poco como los demás elementos fundadores de Espiral, Luís se aleja de la música, debido a una cierta decepción que se instaló. Formó una familia y se mantuvo alejado de los escenarios hasta la formación de La Taberna de Moe, a principios de la década de 2000, confesando que extrañaba la dinámica de los ensayos y estar en el escenario. Durante su actividad, en los años 80, hubo una gran actividad metalera en Ceuta, con Luís incluso tocando para un público de 2000 personas … estar lejos de esa adrenalina es algo que echa de menos.

Luís es uno de esos casos de inspiración, motivación y superación. A pesar de su discapacidad en la mano derecha, nada le impidió continuar con todas las actividades que siempre quiso hacer. Se desafió a sí mismo y se cuestionó por qué no podía tocar la guitarra, conducir motocicletas, sacar la licencia de armas … contra el desánimo externo, hay que tener fuerza interna y superación. Estableció un desafío de tres pasos: aprender a tocar la guitarra, formar un grupo y grabar un álbum. Con 6 álbumes y una maqueta grabada, parece que nada salió mal! Un secreto sobre su técnica? Siempre toca con el mismo modelo de púa.

Refere tener cierta vagancia para lo que no le interessa y en algumos casos la desidia. Para alguien que nació un domingo por la mañana, muy temprano, no creemos mucho en la desidia… y seguro que no lo será cuando la temática sea la música o el tiro, deporte que se practica con dedicación. Ídolos? Sí, hay varios. Como él mismo menciona, es imposible nombrar uno sin que otro aparezca en su mente, pero destaca a Freddy Mercury.

Actualmente escucha varios estilos de música, desde el rock hasta el blues, con un fuerte énfasis en lo heavy ​​y en formatos físicos. También escucha sus propios discos, pero dice que tiene “un poco de sabor amargo”, ya que siempre encuentra dónde podría haberlo hecho diferente o mejor. Exigente, este Luís, que nos confesó que se siente “alucinado, nunca pensé que pudiéramos abarcar tantos países, aunque tú, Rosa Soares, tienes mucho que ver en esto. Creo que se me escapa un poco , porque un día si y otro tb aparecemos en prensa , radio …pues imagínate súper sorprendido; desde hace un año ahora ha cambiado como de la noche al día. Es alucinante todo lo que nos está pasando, excepto el Sars-CoV2, es maravilloso”

Cuando le pregunté qué le gustaría ver escrito en su biografía, respondió, con esa sonrisa de niño que lo caracteriza: “pues quizás que estoy viviendo unos de mis mejores momentos musicalmente hablando o que la banda , somos realmente un grupo de amigos…ahondar más en las relaciones personales entre los componentes de la banda y yo”


 

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