WOM Report – Volbeat, Baroness, Danko Jones @ Coliseu dos Recreios, Lisboa – 10.10.19

O dia 10 de Outubro foi a data de passagem dos Volbeat por Portugal para apresentarem o novo álbum “Rewind, Replay, Rebound”. Como suporte trouxeram um duo de bandas verdadeiramente de luxo, Danko Jones, e Baroness.

Eram 19.30 quando os Danko Jones entraram no palco de um Coliseu de Lisboa ainda a meio gás. Já a a banda entrou com uma prestação de pé a fundo no que toca à arte de tocar bom rock and roll. A noite começou com “I Gotta Rock” do álbum “Wild Cat” de 2017. Com apenas meia hora para tocar a banda apresentou uma set curta mas bem escolhida, mais focada em material recente. Do novo álbum “A Rock Supreme” foram escolhidas as malhas “Fists up High” e “Burn in Hell” que não ficam nada fora de lugar junto a músicas mais antigas como “Full of Regret”, “Had Enough” e a obrigatória “First Date”, um dos momentos do concerto com muita gente a cantar o refrão com Danko Jones.

Para terminar ficou ainda “My Little RnR” outra musica que fez o público mostrar-se bem vivo. O bem humurado vocalista e guitarrista canadiano é um daqueles músicos que facilmente cria uma ligação com o público, e recebeu em troca bastante apoio dos que chegaram mais cedo ao Coliseu. Um excelente concerto que aqueceu a sala e deixou o desejo de ver uma set pelo menos com o dobro do tamanho. Claramente uma banda que já merece voltar em nome próprio.

Depois de no ano passado os Baroness terem passado pelo Lisboa ao Vivo com um concerto acústico devido à ausência do baterista Sebastian Thomson, a banda americana regressava agora a Portugal já com o lineup completo. “Kerosene” e “March to the Sea” abriram o concerto da melhor forma e começaram a aquecer uma sala que por esta hora já estava cheia. Desta vez os Baroness também traziam o novo “Gold & Grey” para apresentar, e foi com os singles “Borderlines” e “Tourniquet” que iniciaram uma sequência dedicada ao novo trabalho onde ainda se incluíam a instrumental “Can Oscura”, “Front Toward Enemy”, e por fim “Throw Me an Anchor”.

O novo álbum tem sido bastante elogiado (de forma bastante justa), e ao vivo os temas funcionam igualmente bem. John Baizley e Gina Gleason combinam de forma perfeita na forma como vão interagindo entre si e com o público. Saindo de “Gold & Grey” voltávamos a “Purple” com um momento mais pessoal e introspectivo em “If I Have to Wake Up (Would You Stop the Rain?)” e “Fugue”, para logo de seguida termos o momento mais “festivo” da prestação dos Baroness com “Shock Me” que deixou o publico do Coliseu a cantar com a banda. Curiosamente John Baizley fazia anos nesse dia, e teve direito a bolo de anos no palco e a ouvir o coliseu em peso a cantar-lhe os parabéns.

Para a despedida ficaram mais dois clássicos, “Isak” e a excelente “Take My Bones Away” que fecharam da melhor forma mais um grande concerto. Os Baroness são uma banda extremamente sólida, que tem sempre uma atitude calorosa para com o público, e por isso é bom ver o público devolver a mesma atitude. A setlist foi bastante bem escolhida entre músicas novas e mais antigas, numa prestação memorável.

Depois de algum tempo de espera, foi com “Red Right Hand” de Nick Cave nas colunas do Coliseu que deram entrada em palco os Volbeat que abriram com “Pelvis on Fire” um dos temas mais interessantes do novo álbum “Rewind, Replay, Rebound”. Rapidamente se notou um entusiasmo redobrado no Coliseu de Lisboa bem visível quando um coro de vozes se juntou ao vocalista Michael Poulsen no início de “Lola Montez”. Os dinamarqueses seguiram com a pesada “Doc Holliday”, outro tema de “Outlaw Gentlemen & Shady Ladies”, avançando depois para nova passagem pelo novo trabalho com “Sorry Sack of Bones”.

Vivia-se um óptimo ambiente no Coliseu com a banda mesmo sem parar para falar, a interagir bastante com o público. Os Volbeat têm acima de tudo um feeling de rock and roll e diversão na música que tocam, e esse espírito festivo fez-se sentir a noite toda. Depois de “For Evigt” e da animada “Sad Man’s Tongue”, foi a vez de Danko Jones voltar ao palco para se juntar a Poulsen a cantar “Black Rose”. Foi aqui que as luzes de palco foram a baixo, mas como dizia Poulsen, se os conseguíamos ver, não havia qualquer problema. “When We Were Kids”, foi o momento mais ameno da noite, seguido por um dos mais pesados “Slaytan” que como a própria banda lembrava é um tema inspirado pelos Slayer, e “Dead But Rising”.

Entretanto com as luzes de palco a voltarem foi tempo para “Fallen”, “Die To Live”, e um dos melhores momentos da noite, “Seal The Deal” que põe qualquer sala a mexer. O final da set principal fez-se com mais um tema do novo álbum “Last Day Under the Sun”. A banda voltaria para um encore com “The Devil’s Bleeding Crown” e “Leviathan”. Para terminar a noite no Coliseu não havia melhor forma do que acabar em alta com a grande “Pool of Booze, Booze, Booza” e a inevitável “Still Counting”, outro dos grandes momentos da noite.

Os Volbeat apresentaram-se como uma banda sólida e com entrega que claramente tem muitos seguidores em Portugal. A set foi bastante variada, mas notou-se um certo abrandamento quando alguns temas novos foram tocados, como “Last Day Under The Sun”, “Leviathan” e especialmente “When We Were Kids”. Mas a atitude da banda, a boa qualidade de som e as grandes malhas que foram sendo tocadas, certamente fizeram os que se deslocaram ao Coliseu de Lisboa, sair com um sorriso nos lábios.

Texto Filipe Ferreira
Fotos Filipa Nunes
Agradecimentos Prime Artists & Livecom


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