WOM Reviews – Kickin Valentina / Andy Susemihl / Marenna Meister / Mad Butcher / Haunt / Crown Of Glory / Avi Rosenfeld & Marco Buono / Neon Angel

WOM Reviews - Kickin Valentina / Andy Susemihl / Marenna Meister / Mad Butcher / Haunt / Crown Of Glory / Avi Rosenfeld & Marco Buono / Neon Angel

Kickin Valentina – “The Revenge Of Rock”

2020 – Mighty Music

Os Kickin estão de volta e com gritos de revolta em nome do rock! A banda não dormiu à sombra do sucesso dos seus antecessores e a prova está aqui, bem viva pela variedade de ritmos, riffs, pela raiva com cada palavra é cantada e pela energia que se mantém no pico. Produzido por Andy Reilly (UFO, Bruce Dickinson) na Muse Productions em Atlanta, e Masterizado por Maor Appelbaum (Faith No More, Sabaton, Halford) na Maor Appelbaum Mastering na CA. “The Revenge Of Rock” soa como deve soar, moderno e cuidado e mostrando de forma muito simples como deve uma banda pensar e compor as suas músicas dentro da sonoridade do “velho” rock.

10/10
Miguel Correia

Walk The Walk – “Walk The Walk”

2020 – SM Noise Records

O ex-guitarrista de U.D.O. Andy Susemihl lançou o seu sétimo álbum de estúdio, “Alienation”. Com ele estão Peter Baltes (Accept), Francesco Jovin (U.D.O./Jorn) e Andre Labelle (Vinnie Vincent) e para os fans de sonoridades pop rock recheadas de riffs incríveis e refrões que nos fazem cantar como se já fossem parte de nós, então este é um daqueles discos que vos vai preencher.

“Alienation” é um álbum moderno em todos os sentidos, numa combinação de músicas de rock empolgantes, composições e letras únicas com o cunho pessoal de Susemihl no seu estilo musical muito eclético onde apesar da sua guitarra ser dominante, faltam aqueles solos de nos fazer cair o queixo, o que é pouco habitual em guitarristas que lançam um álbum solo. Acima de tudo sente-se como um trabalho honesto e daqueles que dá para ouvir de forma tranquila.

9/10
Miguel Correia

Marenna Meister – “Out Of Reach”

2020 – Lions Pride Music

Boa surpresa esta, sem saber ao pegar em “Out Of Reach”, o trabalho de estreia da junção do vocalista Rod Marenna com Alex Meister, temos um hard rock nostálgico bem à oitentas mas que se apresenta energético e bem válido para os tempos em vivemos. Válido para quem aprecia o género, porque há a consciência de que este é um nicho de mercado do espectro da música pesada. Apesar de uma ou outra balada que nos remete para aquela parte mais oleosa do estilo, no geral é uma estreia sólida que todos os rockers vão gostar de tomar conhecimento. Viver no passado também é bom de vez em quando.

8/10
Fernando Ferreira

Barbara Black – “Love, Death & Flies”

1985 / 2020 – Relics Fom The Crypt

Esta é uma excelente forma de começar uma carreira. Tanto dos alemães Mad Butcher que têm aqui o primeiro álbum lançado em 1985, assim como também da subsidiária da Dying Victims, a editora Relics From The Crypt que se vai dedicar exclusivamente a reedições. A banda durou onze anos (de 1981 e 1992) mas esta estreia parece que dá a sensação de que poderiam durar para sempre. Heavy metal cru, cheio de speed (muitas vezes a roçar o thrash metal) mas com muita alma, fruto de um underground cheio de pérolas fantásticas que devem ser exploradas e recordadas. O som é obviamente datado, mas a vitalidade e impacto mantém-se inalterado. Pérola.

9/10
Fernando Ferreira

Haunt – “Flashback”

2020 – High Roller Records

Já não é surpresa nenhuma a forma como estou irremediavelmente rendido aos Haunt. O que é surpresa é mesmo o seu alto nível de produtividade. Um álbum em 2018, outro em 2019 e agora este é o primeiro de dois lançados em 2020. Lançado primeiro de forma digital no Verão e depois fisicamente (nos E.U.A.) em Setembro, finalmente agora chega ao mercado europeu, com outro já lançado em formato digital. A esse lá iremos, mas por agora vamos focar-nos em “Flashback”. A capa indica logo que vamos ter aquele heavy metal vintage, embora aqui a coisa descambe um bocado mais para o hard rock em alguns momentos. Isso não é um problema, a questão é ser mesmo curto, demasiado curto (pouco mais de trinta minutos) e fica saber mesmo a pouco. Aumenta o vício mas uma ou mais duas músicas elevaria muito mais o ranking aqui para os meus lado.

8/10
Fernando Ferreira

Crown Of Glory – “Ad Infinitum”

2020 – Fastball Music

Sólido. Foram precisos seis anos para o terceiro álbum dos Crown Of Glory fosse editado mas valeu a espera. A banda suiça não tem um grande ritmo editorial – três álbuns em mais de duas década de carreira – mas pelo menos o nível qualitativo está lá em cima. Compensando a falta de surpresa  em termos de fórmula, temos bons temas (baladas da praxe incluída) que junta o heavy mais melódico ao power metal. Alguns temas não funcionam lá muito bem (“Glorious Nights”, por exemplo) mas é uma boa prova que com moda ou sem modas, continuamos a ter bons álbuns de power metal.

7/10 
Frenando Ferreira

Avi Rosenfeld & Marco Buono – “Tell Me Something”

2020 – Edição de Autor

Este é já o sexto álbum que une o guitarrista israelita ao vocalista alemão. Estas contas são bem mais fáceis de fazer que da discografia de Avi Rosenfeld a solo que já deve andar pela ordem das seis dezenas. O rock é, obviamente, o grande destaque e há uma enorme versatilidade em relação aos campos onde o mesmo actua. O clássico e o melódico são aqueles que mais surtem efeito, embora existam outros que efectivamente passam ao lado. Curiosamente momentos mais fora como a percussão do tema título são refrescantes. Agradará a um público reduzido de quem aprecia música pesada.

6.5/10
Fernando Ferreira

Neon Angel – “Neon Light District”

2020 – Sliptrick Records

Na busca sempre pela pérolas do underground da música pesada, por vezes podemos esquecer ou deixar de parte trabalhos que são de qualidade mas que efectivamente não são tão sonantes (ou provenientes de nomes sonantes) como é o caso dos Neon Angel. Banda finlandesa liderada por uma voz feminina que tem garra suficiente para tornar este álbum de hard rock uma experiência bem agradável. Anda por aqui muito espírito da década de oitenta e talvez esse factor faça com que não seja tão memorável, mas com temas agradáveis, boa voz e uma banda sólida, merece a oportunidade de dar umas rodagens.

6.5/10
Fernando Ferreira

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.