WOM Reviews – Labyrinth / Evergrey / Odd Dimension / Venomous / The Lylat Continuum / Sullen / Ikitan / Artificial Eden

WOM Reviews - Labyrinth / Evergrey / Odd Dimension / Venomous / The Lylat Continuum / Sullen / Ikitan / Artificial Eden

Labyrinth – “Welcome To The Absurd Circus”

2021 – Frontiers Music

Apesar das mudanças na formação pós-hiato, não há surpresas reais no som geral dos italianos Labyrinth! Desde 1994, que o sexteto tem sido uma das bandas seminais da cena power metal progressivo italianas e clássicas da Europa e onde Olaf Thorsen e Andrea Cantarelli, são os mestres de cerimónia com os seus riffs e solos velozes e harmoniosos e a voz de Robert Tiranti faz o resto proporcionando-nos uma fantástica audição de rock épico, progressivo e músicas melódicas que marcam definitivamente aquilo que são os Labyrinth enquanto banda. Recomendo!

10/10
Miguel Correia

Evergrey – “Escape Of The Phoenix”

2021 – AFM Records

No início de 2019, os mestres suecos do metal progressivo encerraram uma trilogia conceitual de álbuns com “The Atlantic”. Fevereiro de 2021 será o mês do ano em que “Escape of the Phoenix” verá a luz do dia, dando vida a 11 músicas que incorporam a verdadeira essência e espírito dos Evergrey e reforça também a posição e reputação do vocalista e guitarrista Tom Englund como um vocalista a ter em conta e letrista profundo, uma conquista que se deve também em grande parte ao trabalho feito pelo deslumbrante guitarrista Henrik Danhage. A banda tem a facilidade de soar insanamente pesada e brutal e logo de seguida vir numa textura melódica de mais “suavidade”, sombria e melancólica. “Escape Of The Phoenix” é como disse no inicio da minha review um álbum muito Evergrey, fiel às suas raízes e princípios.

10/10
Miguel Correia

Odd Dimension – “The Blue Dawn”

2021 – Scarlet Records

Após o aclamado “The Last Embrace to Humanity” (2013), que deixou uma marca permanente na área do metal progressivo os Odd Dimension surgem com uma proposta cheia de maturidade e de nível superior ao seu antecessor. “The Blue Dawn” conta com a colaboração de Derek Sherinian (Dream Theater, BlackCountry Communion e Sons of Apolo) e Roberto Tiranti (Labyrinth) e é uma sequência em forma álbum conceitual que captura perfeitamente a amplitude de metal melódico, moderno e progressivo da banda. Um excelente disco de uma banda que vê os holofotes virarem na sua direção.

9/10
Miguel Correia

Venomous – “Tribus”

2021 – Brutal Records

Excelente surpresa. Devo dizer que pela descrição do som dos Venomous não fiquei muito impressionado. Afinal, apenas death metal melódico já não chega para que se seja logo arrebatado pela curiosidade. A música falou mais alto e foram os riffs reminiscentes de metal progressivo – no tema “Eerie Land” que se deu essa transformação (tema esse que inicialmente até remeteu para o universo dos Angra, o que não é de estranhar visto também serem brasileiros) temos um feeling fantástico de Dream Theater que ainda causa mais impacto até que os próprios. São quatro temas que garantem que esta é sem dúvida uma grande aposta da Brutal Records, uma banda com um potencial imenso.

9/10
Fernando Ferreira

The Lylat Continuum – “Ephemeral”

2021 – Edição de Autor

Não deixo de me admirar com a quantidade de bandas de qualidade continuam a surgir. Este álbum mostra uma identidade forte e com capacidade para mostrar algo novo no já sobrepovoado espectro do death metal progressivo. O facto de contar com as prestações de músicos de sessão da qualidade de Jordan Eberhardt (baixista) dos The Contortionist e Evan Sammons (bateria) dos Last Chance To Reason é também mais um atractivo. As nuances e ambiências progressivas fazem-nos lembrar, em parte, uma abordagem a la Cynic no início da sua carreira. Lembrar apenas porque há outras coisas a acontecer e muitas mais referências. É uma estreia promissora e à qual os fãs do death metal progressivo e técnico quererão dedicar o seu tempo e atenção. E sim, capa não lhe faz justiça

8.5/10
Fernando Ferreira

Sullen – “Nodus Tollens - Act 1: Oblivion”

2021 – Edição de Autor

Fenómeno algo comum no underground nacional, após um álbum de estreia, as bandas têm tendência a demorar a colocar o segundo cá fora. O que também não será propriamente mau – antes demorar mais para apresentar algo bom do que “fazer número”. Esta demora também de certeza que foi aumentada devido  E apesar de curto, este é mais do que um mero lançamento para calar o silêncio. Nota-se uma clara e nítida evolução na identidade da banda que os leva um pouco mais para além do que foi mostrado anteriormente. Soa é a pouco – mais uma música seria muito bem vinda, mas antes curto e bom do que ter algo mais a encher chouriços. Sonoridade progressiva mais intensificada, com um horizonte em aberto para o que vier de seguida. Acredito que a progressão será ainda mais intensificada, esperemos que num futuro mais próximo.

8/10 
Fernando Ferreira

Ikitan – “Twenty-Twenty”

2020 – Edição de Autor

Fantástica estreia. Para começar bem uma carreira, lançar um EP de vinte minutos com apenas uma só música não será certamente um dos requisitos que vem no manual mas é precisamente isso que os Ikitani fazem. E ainda bem. Esse arrojo é recompensado. Ou melhor somos nós, os ouvintes que somos recompensados. Conseguem criar um tema único onde essa ambição não é desmedida já que esse tempo passa sem quase se dar conta. Riffs fortes, ambiências pós-rock e onde o progressivo, no verdadeiro sentido da palavra, faz que tudo flua de forma perfeita. Completamente rendido. E são vinte minutos que se transformam em quarenta e sessenta já que não conseguimos parar de ouvir.

9/10
Fernando Ferreira

Artificial Eden – “Artificial Eden”

2020 – Boersma Records

Excelente trabalho dos gregos Artificial Eden. Arranquei sem grandes informações sobre a banda e deixei a música falar mais alto. Aquilo que mais me impressionou logo foi a forma como a conseguem ir do hard rock ao heavy metal sem esforços e com uma naturalidade cativante. Melhor ainda é o tom progressivo clássico (a lembrar em parte uns Fate’s Warning na segunda fase da sua carreira) que consegue empolgar, com um tratamento de luxo na secção de composição. Sem dúvida que este é um excelente trabalho que os fará ficar na retina dos apreciadores prog.

8.5/10
Fernando Ferreira

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