WOM Reviews – Sunstorm / Gary Hughes / Suzi Quatro / Chez Kane / Silvernite / Mad Dogs / Riff Raiders / Avi Rosenfeld & Caz Mera

WOM Reviews - Sunstorm / Gary Hughes / Suzi Quatro / Chez Kane / Silvernite / Mad Dogs / Riff Raiders / Avi Rosenfeld & Caz Mera

Sunstorm – “Afterlife”

2021 – Frontiers Music

Bem para começar, este disco gerou alguma polémica no momento da sua divulgação. Mas, como não é disso que se trata o meu trabalho, vou naturalmente saltar tudo aquilo que o rodeia e fazer a minha parte.

“Afterlife” cumpre tudo que prometeu quando foi anunciado, pois tem aquele som de estádio, com melodias que nos fazem cantar juntamente e onde a voz de Ronnie Romero soa como a cereja no topo do bolo, aliás ele tem esse dom.

Então com Romero no comando, os Sunstrom saem para as prateleiras das lojas levando com ele uma energia contagiante, onde a sua voz não deixa qualquer dúvida de qualidade e para quem pretende mudar de vocalista escolher RR é garantia de sucesso.

Para quem ainda não conhecia o som dos Sunstorm, ele pode ser descrito como o que os Rainbow faziam no início dos anos 80 ou até a forma como os Deep Purple dos meados dos anos 80 soariam com uma produção atual de heavy metal.

Posto isto, este disco tem tudo para correr bem e ser um sucesso, pois por aqui há riffs muito bons, cheios de melodia sentindo-se a harmonia conseguida entre as guitarras e as teclas e claro mais uma vez a voz de Romero faz o resto, de forma fácil.

10/10
Miguel Correia

Gary Hughes – “Waterside”

2021 – Frontiers Music

2021 será um ano marcante para o vocalista e compositor britânico Gary Hughes, pois em mais de 14 anos de carreira lança o seu primeiro álbum solo “Waterside”, e também lançará uma compilação de 2 cd’s.

Não é necessário fazer qualquer apresentação, pois o seu nome é por demais conhecido e respeitado no meio do rock melódico e ter a oportunidade de “avaliar” um trabalho de Gary é sempre algo fantástico, pois a coisa é sempre fácil, uma vez que o seu nome é sinónimo de qualidade.

“Waterside” é isso mesmo, um disco bem conseguido dentro do AOR onde cada melodia soa perfeita e a voz de Gary, com toda aquela suavidade consegue completar a textura musical idealizada.

No entanto, além da sua voz, dentro dos arranjos musicais, vários elementos chamaram facilmente a minha atenção, como algumas linhas de piano, outras de baixo a cargo de David Rosingana e os vigorosos solos de guitarra de Dan Rosingana.

10/10
Miguel Correia

Suzi Quatro – “The Devil In Me”

2021 – Steamhammer

A por demais conhecida da cena rockeira, Suzi Quatro chega com um novo trabalho. Ouvi cheio de esperança de ser novamente reconquistado pela rebeldia de anos atrás, onde Suzi provou que o rock’n’roll não era coisa só de homens, nunca esquecendo aquela imagem icónica que se tirava de um ou outro clip que passava pontualmente na televisão e claro a energia com empunhava o seu baixo. Uma inspiração para todos nós. “The Devil In Me” é tudo isso e muito mais e acima de tudo a prova de que o que lhe corre nas veias é rock, com toda a essência e sujidade que ele traz em cada nota e deixo claro que mesmo não sendo fan de Suzi é com muito gosto que posso dizer que sou de uma geração que cresceu com a música dela. Este disco é uma peça indispensável na colação dos seus fans porque a rainha não perdeu a garra e está aqui com tudo!

9/10
Miguel Correia

Chez Kane – “Chez Kane”

2021 – Frontiers Music

Chez Kane faz a sua estreia a solo pela mão da Frontiers. Com uma sonoridade muito melódica, o trabalho de Chez pode ser comparado com Lee Aaron, Robin Beck, Vixen, Lita Ford entre outros, mas com o seu cunho pessoal e uma grande margem de progressão.

Fica para já a curiosidade de se perceber como será dado o próximo passo, pois a concorrência é feroz neste setor e Chez não pode descurar. Para já pelo que nos é dado a ouvir, não só pelas suas qualidades e habilidades vocais, mas também pelos arranjos bem conseguidos e com a ajuda de produção de Danny Rexon, “Chez Kane” é uma estreia muito forte e a ter em conta.

9/10
Miguel Correia

Silvernite – “So It Began”

2020 – Valve Studio Records

Com uma atmosfera futurista e de perigo, começa o trabalho So It Began. Logo podemos ver que a ideia é mesmo de trazer uma mistura de futuro e ao mesmo tempo THE 80´S ARE BACK!! Achei interessante a mistura dos solos de guitarra com sintetizadores. Contudo, o trabalho começa mesmo é na segunda faixa. Pesado e com uma bela voz feminina, gostei da proposta e a produção está totalmente alinhada.

10/10
Carlos Lichman

Mad Dogs – “We Are Ready To Testify”

2020 – Go Down Records

Rock’n’Roll. Simplesmente isso. Os italianos Mad Dogs não têm grandes segredos nem querem saber de grandes complexidades. O seu móbil é apenas rocknrollar, como se não houvesse mais nada digno de interesse no mundo. Nos tempos que vivemos, se calhar eles é que estão correctos. Nomes como The Hellacopters surgem como referência no comunicado de imprensa e tal faz muito sentido, sendo que esta abordagem é mais tradicional, mais polida e menos explosiva mas a boa onda continua muito presente. Para descomprimir, este continua a ser o melhor remédio.

7.5/10 
Fernando Ferreira

Riff Raiders – “Rock N Roll Daydream”

2020 – Sky Records

Um bom rock´n´roll, animado, bons refrões, mas a mixagem poderia ser bem melhor para poder resaltar a qualidade das composições. Em alguns momentos fica meio confuso de entender o que se passa na música. Mas temos boas ideias, um guitarrista que se destaca que acaba trazendo mais pitadas de interesse ao trabalho e um vocal com efeito praticamento o disco todo, mas que acredito que seja a proposta da banda.

7/10
Carlos Lichman

Avi Rosenfeld & Caz Mera

2020 – Edição de Autor

52 álbuns. É um número quase inédito no contexto rock. Isto de álbuns originais, sem contar com compilações ou seja o que for. O ritmo de Avi Rosenfeld é impressionante, já estamos cansados de o referir. “It’s Late” é o primeiro trabalho em parceria com Caz Mera e é bem simplista em relação ao que estamos habituados. Continua a contar com uma série de músicos de sessão mas é um trabalho onde as músicas, acústicas vivem em mais função de melodias ligeiras e quase easy-listening. No entanto é mesmo a voz de Caz Mera que faz com que tudo soe de forma especial, e que exista uma unidade que nem sempre se sente nos trabalhos do guitarrista. Temos aqui bons momentos, mesmo boa onda. Não vai entusiasmar quem gosta de emoções mais fortes mas se estiverem numa de relaxar após um longo dia, boa disposição não falta por aqui.

7/10
Fernando Ferreira

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