WOM Reviews – Töxik Death / Madhouse / Schizophrenia / Speedkiller / Grindpad / GraveKeepers / Down Factor / Krushhammer

WOM Reviews - Töxik Death / Madhouse / Schizophrenia / Speedkiller / Grindpad / GraveKeepers / Down Factor / Krushhammer

Töxik Death – “Sepulchral Demons”

2020 – High Roller Records

Formados em 2003, os Töxik Death são uma banda norueguesa de thrash metal que apresenta o seu segundo álbum intitulado de “Sepulchral Demons”. Logo à partida percebemos o tipo de álbum que é; um de thrash metal intenso e rápido que parte pescoços de faixa em faixa. Na verdade, pouco mais há a dizer em relação a este trabalho porque, tal como o seu conteúdo, é chapada na tromba e “cala-te”. As faixas são contínuas entre si e isso dota-as de um furor e de uma adrenalina de tal grandeza que até o cadáver mais frio é capaz de voltar para um último mosh com a malta. Eu podia dizer, como refiro por vezes em relação a outros trabalhos, que o trabalho não traz nada de novo para a mesa mas mandavam-me para certos sítios menos confortáveis (e com razão) porque Sepulchral Demons é um trabalho que ultrapassa o limiar da necessidade de inovação e diversidade e com as suas poucas oscilações torna-se uma faixa de 32 minutos de poder metaleiro do mais bruto que há.

9/10
Fernando Ferreira

Madhouse – “Braindead”

2020 – Pure Steel Records

Os Madhouse são uma banda alemã formada em 1987 e surgem-nos com “Braindead” um disco que sonoramente segue na direção do Thrash Metal. Ao começar a audição com o tema “Break the Ice” fiquei de queixo caído, estava perante um tema brutal, muito old school que me fez lembrar aquelas malhas surgidas nos anos 80 que facilmente conquistavam todos os que as ouviam pela primeira vez.

Depois a coisa passa a outro nível com “Never Say Die”, um hino, daqueles que nos deixam o peito aos saltos e acreditem, fiquei sem ar ao chegar “Who Made You God”, um tema daqueles épicos! “Poisoned Blood” leva-nos por outro caminho, mais heavy e a cena vai ficando por aí, uns bons temas, de cadência mais lenta, pesada e arrasadora até que chega “Save Your Soul” onde tudo arranca novamente de forma alucinante e devastadora.“Braindead” é de alguma forma, um disco que conquistará facilmente os fãs do género, com grandes malhas, solos e a secção rítmica, essa está a todo o vapor!

9/10
Miguel Correia

Schizophrenia – “Voices”

2020 – Edição de Autor

Que poder e impacto este “Voices” teve aqui no nosso burgo. E sim, a nostalgia é importante, pelo menos pela forma como nos traz aquilo que tinhamos saudades de uma forma fresca e nova. Neste caso concreto, aquilo que tínhamos saudades era mesmo de um death/thrash metal a puxar a uns Atheist ou Pestilence (sem tanto foco na parte técnica) com uma produção orgânica e old school. Já foi feito? Já. É bom? É! Então qual é o problema? Banda a companhar.

9/10
Fernando Ferreira

Speedkiller – “Midnight Vampire”

2020 – Helldprod Record

Ainda recentemente referi a importância de Belo Horizont e Minas Gerais e no panorama brasileiro e mundial e agora temos mais uma banda que nos chega com um fantástico EP de metal primitivo. Death, black, thrash, tudo faz sentido. Os três tão misturados que nem sabemos nem conseguimos separá-los um do outro. Há toda uma mistíca que ganha vida de uma forma palpável ao longo destes seis temas (sete se contarmos com a intro).

8.5/10
Fernando Ferreira

Grindpad – “Violence”

2020 – Iron Bonehead Productions

Este “Violence” dos Grindpad está mesmo à altura do nome do lançamento, com violência instrumental imparável e sem remédio, durante mais de 40 minutos de um thrash metal moderno com uma forte preponderância na bateria incessante e numa guitarra estridente. “Violence” é o primeiro longa-duração do grupo holandês, no entanto, o quinteto já é banda desde 2006, tendo apenas lançado alguns EP. Curiosamente, 2020 foi o ano de eleição para o novo álbum sair para o mercado, e que álbum este! Um absoluto ataque de início ao fim, fazendo lembrar os tempos áureos do thrash metal, dos anos 80, mas com um toque muito mais contemporâneo e trabalhado, sem aquele rancor cru de uma produção quase por trabalhar. Esta estreia dos Grindpad vai surpreender com um belo álbum que passa relativamente rápido, contendo excelentes momentos, sobretudo de guitarra. De destacar “Toxic Terror”, “Justice”, “Blood, Sweat & Pride”.

8/10
Fernando Ferreira

GraveKeepers – “GraveKeepers"

2020 – Edição de Autor

Inauguração oficial da discografia dos brasileiros GraveKeepers com este EP de thrash metal ruidoso e cheio de garra. Pegando numa abordagem mais bruta e sem grandes floreados, são seis temas de alta intensidade que nos agarram pelo chachaço e nos atiram pelo ar. Passa um bocado (apenas um bocado) ao lado da tendência mais moderna e comum do estilo e traz-nos matéria com qualidade suficiente para ficarmos com o seu nome gravado em mente.

8/10 
Fernando Ferreira

Down Factor – “Murder The World”

2005 – Scourge Records

Repescámos este trabalho já com quinze anos porque George Anderson, um dos seus criadores (que depois dos Down Factor terem acabado formou os From Hell) fez um novo lyric video para a música “Blood Of The Patriots” pelo seu conteúdo político e por achar que o mesmo é mais que nunca adequado para o momento presente. Concordo e musicalmente até que foi uma boa surpresa. A banda já acabou há algum tempo e o thrash metal aqui contido vai de encontro ao groove que hoje é tão comum, mas mesmo assim soa fresco e original o suficiente para que seja relevante. Os Down Factor passaram despercebidos com os dois álbuns lançados mas o seu legado, embora humilde, demonstra ser valoroso.

7.5/10
Fernando Ferreira

Krushhammer – “Speed Blacking Hell”

2019/2020 – Helldprod Records

Belo Horizonte, uma localidade mítica brasileira que já deu muito ao Brasil (e ao mundo) no que ao metal extremo diz respeito, sendo que os nomes de Sarcófago e Sepultura são obviamente referências incontornáveis. É precisamente daí que surgem também os Krushhamer, com um som que não é assim tão distante dos primórdios das duas bandas. O death/thrash metal misturado com uma atitude blasfema e produção crua em quatro temas curtos que foram editados pela própria banda e agora são disponibilizados pela Helldprod Records em cassete e de forma digital. Sabe a pouco, mas não deixa de ser apetecível.

6.5/10
Fernando Ferreira

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