Reportagem – Dia 3 @ SWR Barroselas – 29.04.18

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O último dia surge vindo de não se sabe de onde. O entusiasmo é grande, mas começa-se a notar no ar o fim que se aproxima. E é com esse sentimento que os brasileiros HellLight inciam o último dia de batalha, com funeral doom a embalar os primeiros headbangs de um público maioritarimanete estático. Entram, de seguida, no mesmo palco, os também brasileiros JackDevil. Confiantes e cheios de boa atitude, a banda thrash provoca o primeiro mosh do dia com uma instrumentação invejável. A voz fica um pouco a desejar, faltando, por vezes, alguma afinação e, talvez, rouqidão, para o gosot de muitos, mas mesmo assim, um concerto exemplar e competente.

 

Como não há duas sem três, de seguida entram os também brasileiros Andralls, no palco dois. Com um thrash muito bem executado, grandes instrumentistas e uma voz impecável para o gênero, o público começa a acumular-se, não chegando a encher a casa.

Os Altarage estreiam o palco principal deste último dia com um Black/Death envolvente que começa a acordar o público do torpor em que se encontra. Excelente som e uma audiência mais composta caracterizaram o concerto dos espanhóis.

Black Panda pecou um pouco no som, com agudos demasiado elevados a saturar a mistura de som final. Conseguem interagir bem com o público, ainda por mais tendo dois vocalistas, sendo que um deles fala português. Este felicita o festival por ter um palco grátis e agradece a todos a sua presença. Um pequeno mosh, mas de resto pouca movimentação num concerto com um som por vezes demasiado indeferenciado mas tipicamente crust.

Os Dead Meat arrancam no SWR Arena ao mesmo tempo que os Dyscarnate no Warriors Abyss, mas ainda arranjam maneira de preencher bem o terceiro palco. Com boa atitude, death metal e pig squeals conseguem criar um pequeno mosh.Mas Dyscarnate conseguem subir a outro nível. Com fãs a caracterizarem-no como “um dos melhores do SWR de sempre”, o concerto de Dyscarnate teve energia, peso, grande ambiente, mosh gigante e, pura e simplesmente, toneladas de diversão. Uma banda que demosntra, mais uma vez, que as bandas de Death se sentem em casa em Barroselas, mostrando confiança e competência numa performance memorável.

Irae vai diminuir a velocidade dos combates, mas consegue ir no embalo que Dyscarnate proprocionou. Com um som muito bom, os portugueses fazem um black com riffs groovy que divertem e envolvem o público.

Em Agathocles o som encontra-se um pouco mais saturado, mas isso não impede o público de fazer um dois maiores circle pits desta edição. Os veteranos do grindcore conseguem envolver bem o público e deixar uma boa fundação para o grande nome que os seguirá no palco 1. Suma traz de volta por uma última vez nesta edição os graves incríveis do “Loud! Dungeon”, com riffs a fazer tremer o corpo e a alma dos espetadores. Com atmosferas incríveis, o Stoner/Doom desta banda contagia todo o público, que deixa que a sua cabeça obedeça ao ritmo da música, com os pensamentos a voar para bem longe. Uma experiência meditativa e de puro prazer.

Uma excelente preparação para o grande nome da noite, os Carpathian Forest. Com o “Warriors Abyss” completamente cheio, os noruegueses demonstram a maneira de se fazer bom black metal old-school, com riffs heavy e grandes melodias. Um grande som e músicas dinâmicas que divertem o público, os Carpathian Forest conseguem pôr o público ao rubro, especialmente em temas como “All my friends are dead”, a versão dos Turbonegro presente no mais recente EP “Likeim”.

Os Nekromantheon fecham o “Loud! Dungeon” com um thrash energético que mantém o público de espírito elevado após o concertão de Carpathian Forest. Headbang contínuo, mosh, bom som, com a saída desta banda sente-se, ainda mais, a aproximação do fim.

O público dirige-se, uma última vez, para o palco principal. Desta feita para receber os japoneses Church of Misery. Com um Stoner/Doom fortemente influenciado pelos Black Sabbath, os asiáticos embalam o público, uma casa praticamente cheia, mas nota-se, cada vez mais, o cansaço do exército de aço negro. A banda demosntra saber o que faz, com uma sonoridade incrível e o vocalista a fazer uso de um teremim ou theremin, um instrumento deveras invulgar, resultando numa atuação muito especial e indicada para o fecho dos palcos principais. O público faz as compras de última hora e despede-se, por mais um ano, do “Warriors Abyss” e do “Loud! Dungeon”.

No SWR Arena, os Theriomorphic lançam o Death português para um público cansado, com pouca movimentação por parte deste. O som estava um pouco saturado, com agudos a abafar um pouco os vocais, mas deram um bom concerto, havendo, ainda, algumas tentativas de mosh.

A fechar a Steel Warriors Rebellion, os RDB – Raw Decimating Brutality – trazem, de novo, o seu Brutal Death/Grind para Barroselas. Utilizadores já do palco principal, cabe-lhes a missão de fechar o festival com chave de ouro. E assim o fizeram. A tocar “Calhau no Quintal” ou “Andaime Infernal”, os portugueses conseguem ajudar o público a despedir-se com um sorriso, já saudoso, de um festival muito especial que demonstra, novamente, que o mais importante no metal é o sentimento de pertença, de companheirismo, de família. Família essa que se reunirá novamente de 26 a 27 de abril de 2019 e que desde que saiu já conta os segundos para voltar.

Texto por João Pedro Freitas
Fotos por Fátima Inácio
Agradecimentos SWR Inc.


 

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